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Entenda a importância do capital humano para as empresas

Entenda a importância do capital humano para as empresas

Sua empresa investe em capital humano? Se a resposta for não, vale a pena repensar.

Afinal, o conhecimento, aprendizados e experiências dos colaboradores são algumas das maiores riquezas que uma organização pode ter.

Esses fatores conferem o diferencial necessário para destacar a companhia entre os concorrentes e construir laços fortes com o cliente, obtendo sua fidelização.

A partir do crescimento profissional contínuo, é possível aprimorar ideias e processos, alcançando a humanização nas interações, sem deixar a eficiência de lado.

Neste texto, vamos detalhar essa relação entre o capital humano e os resultados obtidos pelas equipes, pontos de atenção e estratégias para trabalhar esse importante ativo de forma inteligente.

Interessado? Então, confira os assuntos abordados:

  • O que é o capital humano?
  • Qual a importância do capital humano para as empresas?
    • Como o capital humano influencia nos resultados da empresa
  • Qual a diferença entre capital humano e capital intelectual?
  • Qual o valor econômico do capital humano nas organizações
  • Entenda os benefícios de uma boa gestão do capital humano
  • Os 4 maiores desafios na gestão do capital humano nas organizações
  • Entenda a relação entre capital humano e liderança
  • Qual a melhor forma de valorizar o capital humano nas empresas.

Continue sua leitura!

O que é o capital humano?

Capital humano é um conjunto de recursos imateriais conquistados pelo trabalhador através da vivência, prática e estudos.

Esse conceito foi estabelecido pelo economista Theodore Schultz, durante seu trabalho no Centro de Estudos Avançados das Ciências do Comportamento, na década de 1950.

Na época, Schultz definiu o termo da seguinte maneira:

“Capital humano é a capacidade de conhecimentos, competências e atributos da personalidade de uma pessoa ao desempenhar um trabalho, de modo a produzir valor econômico.”

Ao estudar o tema, a intenção do economista era explicar a origem do aumento na produtividade de empresas na época, que ocorreu simultaneamente ao investimento em educação profissional.

Assim, o estudioso estabeleceu uma relação entre a educação e uma maior eficiência no trabalho, concluindo que, quanto mais bem preparados os empregados, maior o capital humano da empresa.

Qual a importância do capital humano para as empresas?

O capital humano é um dos pilares que confere diferenciais e eleva a competitividade de qualquer organização.

Para ter uma noção da importância desse ativo, basta acompanhar a evolução de um profissional ou o esforço envolvido na substituição de funcionários em posições estratégicas para a companhia.

No primeiro caso, você pode recordar a própria trajetória profissional e avaliar como o aprendizado teórico e prático contribuiu para o seu amadurecimento e progressos.

Talvez não tenha se dado conta, mas essa evolução impactou, de alguma forma, sua equipe e a empresa como um todo quando você, por exemplo, começou a entregar relatórios com mais qualidade e em menos tempo.

Isso facilitou a vida do seu gerente, colegas e representou economia de tempo e dinheiro para a organização.

Falando, agora, sobre a segunda situação – substituição de um colaborador que ocupava uma posição chave -, a importância do capital humano fica ainda mais evidente.

Não nos referimos apenas aos gestores e, sim, a qualquer indivíduo que exerça atividades estratégicas, ligadas às principais soluções vendidas pela empresa.

Imagine um cientista que trabalhe para um grande laboratório e tenha acabado de receber uma oferta de emprego mais vantajosa.

Ao sair, ele leva não apenas seu conhecimento formal, que obteve na faculdade, como também o aprendizado do dia a dia, que o permitiu fazer adequações para otimizar tarefas e resultados.

Mesmo que a companhia contrate alguém tão gabaritado quanto o cientista, haverá perda desse aprendizado, e o novo funcionário precisará encontrar suas próprias saídas para melhorar os processos do dia a dia.

O mesmo raciocínio se aplica a outras posições e áreas do conhecimento.

Como o capital humano influencia nos resultados da empresa

Para entender o impacto do capital humano sobre os resultados, cabe lembrar que, mais do que uma estrutura física, a empresa é formada pelas ações das pessoas.

Tanto que, com o advento da internet, é possível montar e operar uma companhia sem que haja uma sede física, concentrando todas as ferramentas, comunicação e atendimento no ambiente digital.

No entanto, se não houver ao menos uma pessoa trabalhando nessa empresa, ela não vai funcionar.

Não seria exagero dizer que uma organização não existe sem o componente humano.

E o seu desempenho está intimamente relacionado ao capital humano disponível, pois é a partir dele que a companhia ganha ferramentas para solucionar problemas.

Quando há uma gestão de qualidade desse ativo, o ambiente de trabalho se torna mais harmônico, favorecendo a colaboração e um clima organizacional leve.

Esse fato também influencia nos resultados, pois eleva a satisfação, a felicidade no trabalho e auxilia na retenção de talentos.

Qual a diferença entre capital humano e capital intelectual?

Quando direcionado ao meio corporativo, o capital intelectual é um conceito mais amplo que o capital humano.

Afinal, os ativos intelectuais de uma empresa não se limitam ao conhecimento, habilidades e atitudes de seus funcionários.

Ele engloba, também, as informações coletadas e armazenadas pela companhia.

Bancos de dados sobre o mercado, clientes e colaboradores, processos e metodologias elaboradas pela corporação e patentes registradas são exemplos de capital intelectual que não se enquadram como capital humano.

Qual o valor econômico do capital humano nas organizações

Entenda a importância do capital humano para as empresas
Qual o valor econômico do capital humano nas organizações

Comentamos, nos tópicos acima, que o capital humano influencia nos resultados das organizações, de modo geral.

Por consequência, ele tem valor econômico, moldando o comportamento, as decisões e a produtividade dos colaboradores, de modo a tornar a empresa mais lucrativa.

É, ainda, um componente essencial para estimular a inovação, tão necessária para que as empresas sobrevivam e se expandam no mercado atual, que sofre transformações em ritmo acelerado.

Inovar requer um repertório diverso para enxergar situações comuns com um toque de criatividade, culminando em novas soluções.

E esse repertório vem, em grande parte, do capital humano, podendo ser reforçado por outras modalidades de capital intelectual.

Fatores que influenciam no valor do capital humano

É difícil mensurar a qualidade ou o nível do capital humano, entretanto, alguns fatores interferem no valor adicionado às organizações.

Esses pontos oferecem ferramentas acessadas pelos colaboradores durante sua rotina de trabalho, com efeitos expressivos em seu rendimento, capacidade de solucionar problemas, evitar e mediar conflitos.

A seguir, citamos os principais.

Níveis de educação

Os níveis de educação dizem respeito ao acesso a saberes culturais e comportamentos que dão suporte às interações sociais.

Formação profissional

É definida pelo conhecimento formal, aquele adquirido em escolas, faculdades e outras instituições de ensino.

Inteligência emocional

Corresponde à capacidade de reconhecer e gerir as emoções, acionando mecanismos como o autocontrole, a empatia e o senso crítico.

Experiência

É a bagagem imaterial adquirida diante da vivência no local de trabalho.

Habilidades

Habilidades permitem ao profissional empregar suas experiências e conhecimento para exercer atividades práticas com sucesso.

Perfil comportamental

É um conjunto de traços que moldam as atitudes e a personalidade das pessoas em qualquer situação, incluindo suas atividades no trabalho.

Competências sociais

São aquelas que determinam a capacidade de se comunicar, construir e manter relacionamentos interpessoais saudáveis.

Entenda os benefícios de uma boa gestão do capital humano

Empresas que realmente se dedicam à gestão desse ativo conseguem perceber benefícios para os envolvidos – liderança, liderados, organização como um todo, clientes e sociedade.

Isso porque as práticas de gestão contribuem para o aumento do valor do capital humano, com ganhos para os funcionários que o adquirem e para todos os que são impactados por seu trabalho.

Além do acréscimo desse recurso, vale mencionar os benefícios abaixo.

Retenção de talentos

Multiplicar o capital humano é uma forma de retenção de talentos, uma vez que profissionais de alta performance costumam investir no aprendizado contínuo.

Se essa for uma premissa da companhia, as chances de que eles desejem sair diminui, porque vão se sentir alinhados à cultura empresarial, que é o DNA da companhia.

Bom clima organizacional

O clima organizacional é um conceito subjetivo, determinado pela percepção dos colaboradores sobre a empresa.

Ele é construído por elementos psicossociais que imprimem uma atmosfera com carga positiva ou negativa, impactando na produtividade, bem-estar e qualidade das relações.

Companhias que estimulam a aprendizagem contínua sem pressionar demais os empregados estão no caminho de melhoria do clima dentro da empresa, agregando leveza para as interações.

Aumento da produtividade

A aposta na multiplicação do capital humano ajuda a motivar os funcionários, saciando sua curiosidade e despertando o gosto pelo aprendizado.

Normalmente, essa injeção de ânimo também eleva sua capacidade de produzir e a maneira como conduzem os processos, enxugando gastos de recursos e tempo – ou seja, aumentando a eficiência.

Os 4 maiores desafios na gestão do capital humano nas organizações

Entenda a importância do capital humano para as empresas
Os 4 maiores desafios na gestão do capital humano nas organizações

Gerir o conhecimento, habilidades e atitudes relativas aos colaboradores não é uma tarefa fácil.

É preciso considerar as individualidades, pontos fortes e fracos para administrar o capital humano de modo adequado.

Mas, no geral, profissionais focados na gestão de pessoas enfrentam pelo menos quatro desafios na busca por uma gestão bem-sucedida.

Saiba mais sobre eles, a seguir.

Atração de talentos

Sim, atrair as pessoas certas para as vagas da empresa é o primeiro desafio a se considerar.

Pode parecer um detalhe, mas é importante pensar na gestão do capital humano desde as etapas de recrutamento e seleção, a fim de fazer escolhas mais assertivas.

Se não, há grande risco de contratar profissionais que não se enquadram ou não possuem interesse em desenvolver as competências necessárias para exercer uma posição de forma adequada.

Alinhamento de valores

Uma vez que se tenha atraído pessoas alinhadas ao perfil ideal para um cargo, é preciso identificar pontos de convergência entre seus valores e os da companhia.

Com essas informações em mãos, é mais simples desenvolver programas para valorizar o trabalho dos colaboradores, deixando-os mais satisfeitos.

Qualificação constante

Embora seja um princípio do desenvolvimento do capital humano, a qualificação de forma contínua representa um desafio para diversas companhias.

Uma dica interessante é se basear em indicações dos próprios funcionários, gestores e fazer benchmark, colhendo dados do mercado para verificar quais aptidões devem ser pautadas nos treinamentos corporativos e/ou individuais.

Administração do tempo

Nas pequenas e médias empresas, que contam com poucos colaboradores, a gestão do capital humano deve ser designada como prioridade, com a dedicação de algumas horas semanais ao aperfeiçoamento do time.

Nas organizações maiores, o desafio é a própria administração de uma série de perfis profissionais distintos, o que também exige tempo.

Portanto, é útil fazer um planejamento com metas e prazos para implementar, acompanhar e medir a eficácia das ações realizadas.

Entenda a relação entre capital humano e liderança

Entenda a importância do capital humano para as empresas
Entenda a relação entre capital humano e liderança

Embora a equipe de Recursos Humanos tenha um papel crítico na gestão do capital humano, sendo responsável por compor e aplicar programas de valorização, cabe à liderança gerir esse ativo.

Até porque são os gestores que aprovam orçamentos, programas e estímulos para aumentar o capital humano, a exemplo de apoio financeiro para a realização de cursos, reuniões e treinamentos, tanto em grupo quanto individualmente.

Por melhor que seja, uma cultura que zela pelo capital humano só terá resultados efetivos se começar por ações dos líderes, que costumam ter grande influência sobre seus times.

Eles é que ditam o tom da busca pela melhoria contínua, estruturação de planos de carreira, atualizações e acesso a novos conhecimentos que estejam despontando na área da empresa.

Portanto, antes de começar qualquer projeto de gestão do capital humano, é vital conquistar o apoio dos gestores, mostrando as vantagens competitivas de investir nessa estratégia.

Além do mais, em companhias maiores, os líderes é que podem atuar como multiplicadores de iniciativas em prol do capital humano, levando capacitação no dia a dia, observando os principais gaps e oportunidades de melhoria em seus times.

Ainda que possua um departamento de Recursos Humanos, é através das lideranças que a organização alcança esse nível de capilaridade para fomentar o desenvolvimento coletivo.

Quando existe a conscientização dos gestores em todos os níveis, as chances de sucesso são multiplicadas, uma vez que eles estabelecem pontes entre os programas desenhados pelo RH e os funcionários de suas equipes.

Qual a melhor forma de valorizar o capital humano nas empresas

Agora que conhece os benefícios e a relevância da gestão do capital humano, você deve estar se perguntando como impulsionar seu crescimento.

A resposta é simples: através da valorização dos seus colaboradores, como ressalta, neste artigo, a gestora de pessoal Carol Chilinque:

“Não é sem razão que se usa o termo ‘capital’. Estamos falando de parte significativa e real do valor total da empresa. É consenso que uma companhia deve reinvestir parte do lucro em seu próprio crescimento, portanto, atenção à essa fatia do seu capital bruto, maior responsável pelo seu sucesso.”

Para concretizar esse investimento, a autora seleciona 12 pontos de atenção, que inspiraram as estratégias sugeridas abaixo.

Capacitação e treinamento

O reinvestimento em capital humano não existe sem a aposta na educação continuada e na troca de saberes entre os próprios colaboradores, num ambiente que incentive o aprendizado.

Plano de carreira

Essa é uma das ferramentas mais poderosas para reter talentos e mostrar que a companhia valoriza as pessoas.

Procure estabelecer planos de carreira que premiem a busca por conhecimento e competências, sejam elas formais ou comportamentais.

Deixar claros posto e funções

Por vezes, existe um descompasso entre a expectativa e as entregas devido à falta de clareza na orientação do colaborador.

Para virar esse jogo, priorize a simplicidade e mantenha canais abertos de comunicação, a fim de que o funcionário possa esclarecer qualquer dúvida rapidamente.

Clareza na estrutura organizacional

Os empregados precisam entender, de modo geral, como funciona e qual a missão do negócio, a fim de que saibam a importância de suas ações nesse contexto.

Política de responsabilidade social da empresa

Atividades de responsabilidade social são úteis para elevar o engajamento e a motivação dos colaboradores, que verão um propósito em suas tarefas.

Por isso, capriche na comunicação interna e externa, divulgando as iniciativas nesse campo e envolvendo os funcionários interessados.

Autoavaliação como prática constante

Dedicar alguns minutos por mês para avaliar as próprias ações, progressos e falhas pode ser benéfico para o empregado e toda a equipe, pois fortalece o autoconhecimento e impulsiona a busca por melhorias.

Avaliação constante de performance das partes com feedback

Junto à autoavaliação, programe devolutivas sobre os projetos e tarefas desenvolvidas pelos colaboradores.

O que for desenvolvido em equipe pode ter um feedback geral e, se necessário, pequenos feedbacks individuais, para não provocar mal estar ao expor as pessoas.

Reunião aberta sobre desempenho geral

Nesses encontros, todos podem avaliar a performance da equipe e das lideranças, com o objetivo de aprimorar as estratégias adotadas.

Desse modo, tanto liderados quanto gestores recebem devolutivas sobre suas ações.

Vida corporativa combinada à vida social

Que tal proporcionar momentos de lazer e troca de experiências entre seus funcionários?

De vez em quando, é saudável realizar reuniões ou festas de confraternização, convidando familiares e amigos para celebrar com eles.

Liderança próxima e presente

O líder deve servir como modelo, por isso, precisa estar ao alcance de todos os liderados, a fim de que eles tenham acompanhamento e suporte sempre que precisarem.

Comunicação clara

Ao elaborar conteúdos de comunicação interna, seja direto, simples e objetivo para evitar ruídos e mal entendidos.

Reconhecimento, remuneração e benefícios

Estabeleça regras claras sobre a base para os salários, benefícios e formatos de reconhecimento, como bônus e premiações, mostrando que as políticas têm como premissa a justiça e o respeito.

Conclusão

Gostou de aprofundar seus conhecimentos sobre capital humano?

Se ficou alguma dúvida, sugestão ou complemento, escreva um comentário abaixo.

Aproveite para compartilhar este texto com seus colegas.

Acesse também o blog da FIA para se atualizar sobre o universo da gestão de empresas, pessoas e negócios inovadores.

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