Startup: o que é, cases de sucesso e ecossistema brasileiro

startup cases ecossistema

Poucas palavras ganharam tanta notoriedade nos últimos anos como startup.

Empresas classificadas como startups mudaram os mercados que estão inseridas e ofereceram soluções que trouxeram maior conforto para seus clientes.

E isso gerou adaptações de todos os gêneros: dos próprios consumidores, de concorrentes tradicionais e até mudanças nas legislações nos níveis municipal e até federal.

Entretanto, mesmo essa palavra já tendo fama própria e até sua presença garantida no dicionário Michaelis, é difícil responder a pergunta “o que é uma startup?”

Vamos encarar esse desafio?

E não ficaremos só nesse termo, expandindo para outras palavras e expressões que são usadas nesse meio como incubadoras, aceleradoras, investidor-anjo, unicórnios e muito mais.

Os tópicos são:

  • Investidores-anjo, aceleradoras e unicórnios
  • Startups de sucesso
  • Startups que têm tudo para brilhar nos próximos anos
  • O ecossistema de Startups no Brasil
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A palavra startup está na boca do povo, mas seu significado pode ser difícil de explicar

O que é uma startup?

Como o filósofo popular diria, “eu não vim para explicar, eu vim para confundir”. O termo startup nos últimos anos aceitou de tudo e foi ganhando camadas e camadas de definições.

Por isso chegar à definição do que é uma startup pode incluir alguns, rejeitar outros e causar animosidades.

Por isso, vamos caminhar com bastante cuidado.

Startup nada mais é do que uma empresa, com uma iniciativa, uma ideia, um plano de negócios.

Mas nem toda (pequena) empresa é uma startup. O café que abriu na sua rua, por melhor que seu wi-fi seja, não se encaixa nesse termo.

A razão para esse primeiro “corte” é que a startup visa ser a solução para um problema que a sociedade tem. E muitas vezes pode nem ser notado até que essa empresa pense nele e o ataque.

Para citar o exemplo do Uber: não existia um clamor internacional por um serviço de motorista mais barato que o táxi. E que usasse os carros de pessoas comuns, que gostariam de ter uma renda extra ou até fazer disso seu trabalho principal.

Mas é inegável que depois que surgiu o Uber, tudo ficou claro: aquela era uma excelente ideia.

Pessoas que precisam de um transporte rápido, sem poder esperar por um ônibus ou pagar os preços de um táxi em um deslocamento pela cidade, agora têm uma opção muito viável.

E tudo isso usando um aplicativo no smartphone, com o carro parando onde você se localiza. E antes mesmo de entrar no carro já se tem uma boa ideia do custo da viagem.

Outro grande ponto que diferencia uma startup e uma pequena empresa é como é encarado o crescimento.

A ideia da startup gira em torno da disrupção, de mudar a sua área e o seu mercado.

E o principal: ser escalável.

As startups de grande sucesso chegam a grandes públicos, ou então, mesmo em nichos, se adaptam às necessidades básicas de muitas pessoas e mudam as regras pré-estabelecidas.

O dono do comércio na sua rua pode até pensar em ser dono de uma cadeia de lojas ou abrir a possibilidade para franquias.  Mas esse não é o principal que passa pela sua cabeça e muitas vezes nem é viável.

Já na startup, toda a ideia passa por arriscar, crescer e conquistar. Por isso tantas fracassam logo nos primeiros passos, já que a tarefa é muito ambiciosa.

E, por fim, outro ponto importante: a startup está ligada à tecnologia. Em maior ou menor grau, ela precisa estar conectada com o que há de mais moderno.

A grande razão para isso é que com a tecnologia ela pode chegar a mais pessoas e conquistar a ideia de ser escalável.

Ou para usar um termo do marketing digital, se tornar viral.

O Uber não seria tão popular se em vez de um app no celular exigisse que as pessoas ligassem para um número.

Como veremos abaixo, há startups de todos os tipos e gostos, desde o campo da agricultura, passando por e-commerce e também as fintechs, que estão mudando o mercado financeiro.

Agora que você já sabe o que é uma startup, dá para se aprofundar mais no assunto.

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Investidores-anjo, aceleradoras e unicórnios

Uma das coisas mais curiosas do advento das startups foi toda a linguagem e cultura que ela trouxe e popularizou.

E assim, para quem não está antenado, surgem ainda mais termos que você precisa saber diferenciar.

Neste estágio é interessante começarmos do princípio. Você tem uma ideia e junto com seu sócio vão colocar ela em prática. 

Mas o dinheiro é curto e os custos para dar o pontapé inicial são altos.

É aqui que entra o investidor-anjo. Esse termo não foi inventado por algum jovem no Vale do Silício nos anos 2000 e sim no começo do século XIX.

O termo se aplicava a mecenas de peças de teatro da Broadway que impediam produções de parar as atividades.

Esse investidor-anjo é o primeiro a aportar dinheiro, que pode se tornar uma dívida para ser paga no futuro ou então se transforma em participação minoritária na empresa.

Como muitas vezes estamos falando de uma empresa que não passa de uma ideia, o investidor-anjo também pode atuar como mentor, conselheiro.

E também muito importante: essa pessoa pode ser a que apresenta a startup para outros possíveis interessados, desde mais investidores a clientes.

O investimento neste estágio do negócio e em empresas com tamanha ambição é bastante arriscado, mas pode trazer um altíssimo ROI (Return Over Investment).

Um dos investidores-anjo mais notórios da história é Mike Markkula, que em 1977 investiu 250 mil dólares, 80 mil como investimento e 170 mil como empréstimo, na Apple, que necessitava de recursos para criar o Apple II.

Tão importante quanto o dinheiro foi seu conhecimento de negócios e contatos, fazendo a empresa explodir nos anos seguintes e ajudando a propagar as ideias de Steve Jobs e Steve Wozniak.

OUTROS TERMOS RELACIONADOS A STARTUP

Há ainda outros termos ligados ao dinheiro que pode entrar em uma startup, como seed money – dinheiro para “plantar a semente” e fazer a empresa crescer ainda mais – ou então o investimento de venture capitalists.

Aqui estamos falando de algo mais tradicional: investidores que querem aportar dinheiro para lucrar adiante.

Normalmente startups procuram Venture Capitalists no growth stage, ou estágio de crescimento, para ter fundos suficientes para crescer.

Além do lado econômico, há outros suportes que uma startup precisa, como auxílio jurídico, contabilístico e até questões de estrutura e pessoal.

Para isso existem as incubadoras de negócio, que como a própria referência nota, servem para oferecer um ambiente seguro para a empresa crescer, com toda a ajuda e conhecimento possíveis.

As incubadoras são mais plurais, aceitando também pequenas empresas e focando bastante na consultoria.

Um bom exemplo a ser citado é a Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), que fica na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. Em seus 16 anos de atuação já tem mais de 500 empresas incubadas.

Já aceleradoras estão mais focadas em mentoring e como desenvolver o potencial de crescimento de uma startup. A ideia de ambas é conectar quem já passou por essa experiência com os empreendedores do momento.

startup sucesso
O AirBNB é um ótimo exemplo de startup que cumpriu seu objetivo e se "graduou"

Startups de sucesso

Para começar a falar de sucesso, vale a pena citar mais um termo bastante usado no meio, as startups unicórnios.

A razão para a citação desse animal mitológico é o sucesso fora do padrão, fabuloso, que as empresas tiveram de forma rápida, alcançando o valuation de US$ 1 bilhão.

Mais exemplos dessas empresas serão citados abaixo. Aqui no Brasil, temos três unicórnios andando por aí: a 99, o PagSeguro e o NuBank.

Mas como pode uma empresa que vale bilhões e emprega milhares, direta e indiretamente, ainda ser considerada uma startup e não uma grande empresa?

Quando acontece essa transição? Tem relação com o número de funcionários? Se ela passou por três, quatro ou cinco rodadas de investimento?

Para a versão online da Forbes, usando a opinião de Balaji Viswanathan, CEO da Invento Robotics, a questão é mais filosófica.

“Quando uma startup acha seu modelo de negócios e o produto que é certo para o mercado em que ela se insere, ela deixa de ser uma startup e se gradua como empresa”.

Vamos então citar alguns casos de empresas que hoje estão mais do que graduadas.

AirBnb

A palavra disrupção, assim como startup, também está no dicionário Michaelis. E se tivesse o logo do AirBNB ao lado do verbete seria bastante pertinente.

Criada em 2008, a ideia de poder alugar quartos, apartamentos e até casas de pessoas para outras pessoas gerou um crescimento explosivo, uma mudança completa no mercado e reação de todos os lados.

O principal desafio da empresa agora é encarar as ondas contrárias, especialmente em cidades onde a turismofobia cresce, como Barcelona.

Uber

Criada em 2009, a Uber teve faturamento superior a 7,5 bilhões em 2017.

Também tendo que encarar uma reação, como mudanças de legislação em cidades e países, além de golpes na imagem e muita concorrência, a Uber pode se orgulhar de ter mudado completamente o transporte de passageiros e a locomoção de pessoas em centenas de cidades pelo mundo

Apple

É claro que a Apple não é mais uma startup há algum tempo. Mas ela já foi. E perguntado sobre exatamente esse assunto, Steve Jobs disse que a Apple era a maior startup do planeta pela forma como se organizava.

E isso não foi em 1984 e, sim, em 2010.

startup que voce precisa conhecer
Startups surgem a todo momento e algumas delas têm potencial para mudar suas áreas

Startups que você precisa conhecer

Neste artigo do Business Insider você pode conhecer mais das quatro empresas que citaremos abaixo e ainda mais 47 exemplos que valem ser conferidos. Algumas delas vão conquistar a sua clientela, pode ter certeza.

Shippo

A força do e-commerce é uma realidade e só no Brasil ele irá crescer 12% e chegar a um faturamento de 53,5 bilhões de reais em 2018. Uma das principais startups nessa área é a Shippo.

Ela atua como provedora de software, ajudando as empresas a encontrar soluções para fazer o produto deixar o armazém e chegar na sua casa. Entre seus clientes está o gigante eBay.

Stripe

Avaliada em 9,2 bilhões, a Stripe oferece um programa de processamento de pagamentos online que prima pela facilidade e simplicidade.

A empresa começa a se expandir para vários países e já tem presença no Brasil, porém ainda tem que lidar com alguns desafios.

Coinbase 

Aqui estamos falando de uma das principais fintechs que existem. O mundo das criptomoedas ainda é um Velho Oeste para muitas pessoas.

Com sua plataforma simplificada, o Coinbase promete converter muitas pessoas adeptas do “dinheiro no colchão” para Bitcoin.

Com US$ 217 milhões levantados em seis rodadas de investimento, muitas pessoas estão acreditando no potencial.

Plenty

Receber o título de “futuro da agricultura” não é algo para qualquer um. Com seu sistema que controla luzes LED e microsensores e focando na análise de big data, a Plenty possibilita que fazendeiros plantem e colham indoor, em centros urbanos.

A startup já captou US$ 226 milhões em três rodadas de investimentos, com Jeff Bezos, da Amazon, sendo um dos investidores.

 

startup no brasil
O ecossistema de startups no Brasil também cresce e mostra potencial e resultados

Startups no Brasil

O ecossistema de startups no Brasil já existe, com trabalhos de mapeamento, muitos eventos e iniciativas de diversas empresas.

O Itaú Unibanco, por exemplo, criou o Cubo em 2015, com a ideia de “conectar em um só lugar empreendedores, grandes empresas, investidores e universidades para discutir sobre tecnologia, inovação, novos modelos de negócios.”

O Bradesco também seguiu a linha com o inovaBra, unindo “empresas, startups, investidores, mentores e equipes internas” para promover a inovação.

A ideia de que o brasileiro é criativo é antiga e empreender é um sonho de muitos no Brasil, com a taxa de empreendedorismo da população adulta chegando a 40%, segundo estudo do Global Entrepeneurship Monitor (GEM).

Ou seja, há a motivação, existe um gigantesco mercado e muitas oportunidades e o ecossistema começa a ser criado. Aceleradoras atuam no país e conduzem processos seletivos a todo momento.

Uma delas é o InovAtiva Brasil, programa gratuito de aceleração em larga escala realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo SEBRAE.

O StartUp Brasil é outro programa do Governo Federal para estimular a aceleração das startups nacionais. 

Depois de ter sido descontinuado, ele voltou neste ano focando na internacionalização das marcas.

A ideia é que o Ministério da Ciência e Tecnologia avance na regulamentação de fundos de investimentos e programas governamentais, para assim potencializar esse campo e incentivar a criação e apoio a startups e empresas de base tecnológica.

Empresas estrangeiras, como a Thomson Reuters, também estão atentas. A multinacional lançou seu programa de aceleração em junho deste ano.

Para explorar esse potencial incrível que o Brasil tem, o esforço precisa ser combinado entre todas as partes, desde empreendedores, passando por empresas de todos os portes até o governo.

A Lei Complementar 155/2016, que estabelece as regras de funcionamento do investimento-anjo, foi vista como muito positiva para incentivar essa atividade.

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A educação é vital para ter as ferramentas necessárias para começar uma startup

O papel da educação em uma startup

Existe a percepção que a educação continuada, cursos de MBAs e a vida acadêmica não combinam com startups, onde a prática supera a teoria e que ser jovem e inovador não se aprende na aula.

Certo? Errado.

Estudo do Financial Times de 2016 trouxe dados muito interessantes, fazendo a relação entre alunos de MBA e empreendedorismo. 

Nas escolas do Top 25 da lista do FT, 23% dos alunos criou sua empresa poucos anos após se formar.

As melhores instituições de ensino estão atentas às mudanças no mercado e se modernizaram para apresentar melhor esses novas possibilidades e oportunidades de negócio.

Um empreendedor que quiser fundar sua startup tem que saber como ser um líder, ter noções de marketing e finanças, estar antenado e saber estudar o mercado e seus consumidores, desde os potenciais até os consolidados.

Fazer um plano de negócios, ter uma rede de networking acionável, conduzir pesquisas, motivar colaboradores, tudo isso é conhecimento que pode ser aprendido.

A FIA oferece uma série de cursos que atacam as necessidades de conhecimento de um empreendedor, como o MBA Gestão de Negócios, Inovação e Empreendedorismo ou o Curso de Extensão Elaboração de Plano de Negócios.

O fundador de uma startup precisa ter todas as ferramentas para ser bem-sucedido em sua empreitada. 

E os cursos da FIA são um excelente caminho para aliar o conhecimento teórico e a prática.

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Os impactos que as startups trouxeram mudaram áreas, carreiras e até leis ao redor do mundo

Conclusão

Como você deve ter percebido, a ideia de startup e quais empresas se encaixam nela não é uma regra universal, mas os impactos que essas empresas de base tecnológica, escaláveis e disruptivas realmente foram enormes.

As histórias dos criadores de startups são realmente inspiradoras e provas de perseverança e know how, mas há muito conhecimento envolvido e esse “saber fazer” pode sim ser aprendido e ensinado.

É fundamental que alguém que tenha uma ideia e a vontade de ser empreendedor tenha uma formação versátil e muito antenada com as últimas tecnologias.

E a FIA oferece as ferramentas necessárias em seus cursos de MBA, Pós-Graduação e Extensão.

Conte conosco para implantar a sua ideia e ter o maior sucesso possível, deixando sua marca nesse ecossistema incrível das startups.

Ainda há muito espaço para inovar e transformar!

Autoria do texto: Miguel Amado

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