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Edtechs: O que são, Importância e Mercado (Guia Completo)

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A tecnologia revolucionou a maneira com que se aprende e estuda, e as edtechs têm grande responsabilidade nisso.

Você lembra de algum ambiente que permaneceu inalterado por tanto tempo quanto à sala de aula?

Quem é mais antigo pode falar sobre diferenças nos móveis, lousas, materiais e no rigor dos professores.

Mas a dinâmica entre o mestre que explica e o aprendiz que ouve continua sendo a mesma há muito tempo.

Ou era assim até agora.

A sala de aula tradicional não deixou de ser importante, mas as edtechs vêm para somar com um modelo que oferece maior protagonismo ao estudante, que deixa de ser um mero espectador.

São empresas que identificaram a grande oportunidade que a disseminação do acesso à internet, dos computadores e dos dispositivos móveis proporcionou à área da educação.

Você deve estar cheio de dúvidas sobre o assunto, não?

Neste artigo, vamos falar sobre os seguintes tópicos

  • O que são as Edtechs?
  • Qual a importância das Edtechs?
  • História das Edtechs
  • Onde estão as Edtechs?
  • Principais Edtechs do Brasil
  • Mercado das Edtechs
  • Setores de educação das Edtechs
    • Educação Básica
    • Educação Técnica
    • Educação Superior
    • Educação Corporativa
  • Diferenças entre as Edtechs e Fintechs

Siga a leitura e saiba mais sobre todos esses temas!

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As Edtechs colocam o aluno em posição de maior proeminência

O que são as Edtechs?

Edtechs são empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para a oferta de serviços relacionados à educação, como plataformas de ensino, cursos online, jogos educativos, sistemas de gestão de aprendizado, entre outros.

A palavra é uma abreviação do termo educational technology, que, em inglês, quer dizer tecnologia educacional.

Embora algumas edtechs sejam organizações sem fins lucrativos, na maioria dos casos, são startups que enxergam a educação como oportunidade de negócio.

Mas não encare isso como sendo algo negativo, pois não tem nada a ver com o interesse privado interferindo no conteúdo escolar.

As startups criam alternativas para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficientes, fazendo os usuários aprenderem mais rapidamente, com maior retenção de conteúdo.

E atenção para não confundir as coisas: se você tem um blog ou um canal no Youtube com o objetivo de difundir o conhecimento, você não tem uma edtech.

Essas empresas desenvolvem soluções, e não conteúdos.

É um trabalho que envolve criatividade, inovação, tecnologia de ponta e foco nos desejos e necessidades dos usuários.

Como essas soluções são tecnológicas, trata-se de um negócio altamente escalável, o que significa que é possível cobrar preços baixos pelas assinaturas dos serviços ou outras práticas de monetização.

Isso sem contar que os serviços de muitas edtechs são gratuitos para o usuário que se cadastra como aluno.

Ou seja, em vez de restringirem, elas colaboram para disseminar o acesso à educação.

Existem edtechs voltadas a vários níveis de ensino: educação básica, técnica e superior.

Também muitas são relacionadas a conhecimentos específicos, como matemática, idiomas e programação.

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Aliando a tecnologia à educação, as Edtechs podem conquistar a atenção dos jovens com maior facilidade

Qual a importância das Edtechs?

Podemos abordar a importância das edtechs por vários ângulos.

Um deles é o que mencionamos no tópico anterior: o efeito de tornarem a aprendizagem mais eficiente.

Isso significa que a relação entre o tempo dispendido com o ensino e o conteúdo absorvido pelo aluno costuma ser bastante favorável.

Um resultado que só é possível quando a startup que cria a tecnologia desenvolve uma metodologia pedagógica compatível com a lógica da internet.

Também podemos pensar nas edtechs como recursos que ajudam a retomar o interesse dos jovens pelo aprendizado.

É justamente o oposto do que defendem algumas correntes mais conservadoras.

Não podemos dizer que a internet afastou os mais jovens do conhecimento, porque nunca tivemos acesso e contato com tanta informação quanto hoje.

O problema é que a atenção fica dispersa.

Nesse sentido, as edtechs procuram agregar o melhor dos dois mundos: suas soluções são criativas o suficiente para motivar o público jovem e, ao mesmo tempo, utilizam métodos de ensino que otimizam o aprendizado a partir da atenção conquistada.

Isso tudo em um contexto no qual, no Brasil, a educação sofre com um sistema educacional burocrático e obsoleto, falta de estrutura física e carência de professores qualificados em determinadas matérias.

E levando em conta ainda que estamos falando de uma área estratégica para o desenvolvimento da economia e qualidade de vida de qualquer país.

Uma formação básica, fundamental e técnica na população é o que possibilita o surgimento de um ecossistema empreendedor que produz bens e serviços com alto valor agregado – a chave para o crescimento econômico.

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Dá para colocar a Wikipedia na história do surgimento das Edtechs

História das Edtechs

É difícil precisar a origem exata das edtechs, pois o desenvolvimento da internet sempre esteve muito atrelado à disseminação do conhecimento.

Em 1997, a Blackboard Inc. (blackboard, em inglês, significa quadro negro) foi criada como um LMS (sistema de gestão da aprendizagem), em um modelo semelhante ao de várias edtechs modernas.

Em 2001, surgiu uma plataforma que, no início, gerou muita desconfiança: a Wikipedia, criada pelo americano Jimmy Wales.

Embora não seja exatamente uma edtech, e sim uma enciclopédia colaborativa, o site ajudou a reforçar a ideia da internet como um ambiente no qual é possível não apenas se entreter, mas também se informar e adquirir conhecimento.

Um par de anos antes da Wikipedia surgir, universidades americanas já estavam de olho nas novas tendências e começavam a explorar plataformas de e-learning.

Por muitos anos, esses softwares, alimentados com conteúdos por instituições de ensino, eram o que havia de mais avançado no ensino na internet.

Isso até a popularização do wi-fi, 3G, smartphones e tablets promover uma grande transformação.

O mundo se tornou ainda mais conectado, e as barreiras físicas que ainda existiam caíram por terra.

Hoje, é possível acessar a internet e aplicativos desenvolvidos por edtechs em vários tipos de sala que não a de aula: na sua sala de estar, sala de embarque de um aeroporto, na sala de espera de um consultório e em muitos outros locais.

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As Edtechs brasileiras estão bastante concentradas no estado de São Paulo

Onde estão as Edtechs?

De acordo com um mapeamento feito pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), em parceria com a Associação Brasileira de Startups do Brasil (Abstartup), 43% das edtechs brasileiras estão sediadas no estado de São Paulo.

Afinal, esse é o centro econômico do país, além de abrigar grandes grupos educacionais que colaboram para o fomento dessas soluções.

Em seguida, destacam-se os estados de Minas Gerais, com 11% das edtechs mapeadas, Rio de Janeiro, com 10%, Paraná e Santa Catarina (5%) e Rio Grande do Sul (3%).

O restante está bem distribuído entre os demais estados: somente o Tocantins não possui nenhuma edtech mapeada e 73% das 27 unidades federativas têm pelo menos três empresas do tipo – foram 364 registradas no país.

Em uma escala global, quem lidera o mercado são, previsivelmente, os Estados Unidos, país que conta com um riquíssimo ecossistema de startups, referência para o resto do mundo.

Segundo a Associação da Indústria de Software e Informação (SIIA, na sigla em inglês) do país, o mercado das edtechs americanas vale mais de US$ 8,38 bilhões.

Também têm destaque na área o Reino Unido, China e Índia, país no qual a expectativa é de que o mercado da educação online quadruplique nos próximos anos.

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Principais Edtechs do Brasil

Entre as 364 empresas que constam no mapeamento do CIEB e Abstartup que mencionamos antes, 61% são da área de produção de conteúdo e 19% da área de dados e processos, os principais nichos das edtechs.

O estudo foi publicado em 2018.

Como o mercado da inovação é muito dinâmico, de lá para cá, surgiram novas empresas, mas, abaixo, vamos apresentar algumas das principais iniciativas brasileiras que usam a tecnologia para fomentar a educação:

  • Qranio: Uma das primeiras edtechs brasileiras. Trabalha em parceria com empresas na criação de cursos de capacitação e treinamento para colaboradores, por meio de dispositivos móveis e conceitos como a gamificação
  • UOL EdTech: unindo empresas como o Portal da Educação e a Casa do Concurseiro, a plataforma do UOL logo se colocou como a maior de Edtech no Brasil, com mais de 1 milhão de alunos ativos
  • Veduca: com parcerias com instituições de grande nome, como USP, FIA e BM&FBOVESPA, ganhou espaço no mercado oferecendo cursos direcionados e com certificados.
  • Geekie: desenvolveu uma plataforma personalizável para as escolas, que adapta o ensino aos padrões de comportamento dos alunos
  • Eduk: uma plataforma de ensino com cursos profissionalizantes em várias áreas, como negócios, fotografia, gastronomia, artesanato, moda e outros
  • Descomplica: startup que disponibiliza vídeo-aulas voltadas para alunos que se preparam para vestibulares e ENEM
  • Studiare: desenvolve várias soluções pedagógicas e de gestão para as escolas, utilizando algoritmos para melhorar a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos.

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Mercado das Edtechs

Segundo os analistas responsáveis pelo mapeamento feito pelo CIEB e Abstartup, o mercado brasileiro de edtechs está em um momento de evidência.

Isso se deve à combinação do potencial de impacto social das iniciativas com o potencial que a área oferece aos empreendedores, uma fórmula que resulta em uma motivação especial.

Há, no entanto, muitos desafios a serem superados para que todo o potencial do mercado das edtechs seja explorado.

“Trata-se de um mercado em que mais de 80% das escolas de ensino básico são públicas, e a aquisição ou a contratação de tecnologia pelas redes públicas de ensino ainda é muito baixa, pouco estruturada e muito burocratizada”, explica Mairum Andrade, gerente de tecnologias educacionais do CIEB.

Mairum destaca também a necessidade de mudança de cultura nos educadores como outro desafio.

“Eles precisam estar confortáveis com isso e as empresas precisam apoiar todo o processo dessa mudança, desde os gestores até os professores”, acrescenta.

Mas nem todas as edtechs são voltadas para melhorar o ensino nas escolas.

Os desafios, portanto, variam conforme o nicho das empresas.

Há startups da educação nas áreas de análise e relatórios, planejamento de carreira, desenvolvimento de habilidades técnicas, ferramentas de comunicação, realidade virtual e muito mais.

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As Edtechs podem oferecer uma ampla gama de conhecimentos para públicos de diversas idades

Setores de educação das Edtechs

Assim como há vários tipos de serviços oferecidos pelas edtechs, os níveis de ensino em que elas atuam também variam.

Educação Básica

É o nível de ensino das escolas, no qual o aluno entra criança, passa pela alfabetização, e sai adolescente, antes de ingressar em uma universidade ou no mercado de trabalho.

Segundo o mapeamento da CIEB e Abstartup, 47% das 364 edtechs brasileiras consideradas na pesquisa são focadas na área da educação básica.

Como ressaltamos no tópico anterior, essas empresas enfrentam desafios como a falta de recursos e necessidade de transformação cultural nos educadores.

Por outro lado, é o nicho com o maior potencial transformador, pois mais de 90% da população brasileira passa pelas escolas.

Qualificar os ensinos Fundamental e Médio, portanto, significa formar cidadãos mais capacitados, seja qual for o rumo que desejam dar em suas vidas.

Uma iniciativa comum nesse sentido são as parcerias das startups com escolas, buscando sempre conciliar processos tradicionais de ensino com as possibilidades trazidas pela tecnologia.

Seja por meio de plataformas de ensino personalizadas, sistemas de gestão ou aplicativos que usem a gamificação.

Educação Técnica

Não é recomendável que a educação básica de um jovem seja feita a distância.

Principalmente pelo fato de que é fundamental para uma criança ou adolescente aprender a conviver com outras pessoas: colegas, alunos de outras turmas e professores e coordenadores, é claro.

No ensino técnico, a coisa já é um pouco diferente.

Essa categoria de educação não tem um foco na formação integral como a escola, e sim no desenvolvimento de uma habilidade.

Nesse sentido, pode-se dizer que as edtechs dessa área têm uma vantagem, pois podem mobilizar, através da internet, usuários de qualquer lugar do mundo.

Há cada vez mais ofertas de cursos online, nos quais é possível aprender as mais diversas técnicas sem qualquer prejuízo em relação a um cursos presencial.

Isso vale até para conhecimentos manuais, como marcenaria e artesanato.

Vídeos bem produzidos podem surpreender você.

Produtores de conteúdo técnico e desenvolvedores de plataformas de ensino, portanto, têm aí uma grande oportunidade.

Educação Superior

Se 47% das edtechs mapeadas pela CIEB e Abstartup atuam com foco na educação básica, apenas 8% atuam exclusivamente para instituições de ensino superior.

O que é curioso, pelo fato de que as universidades estão entre as instituições que mais promovem a inovação no país.

Em outros países, o ensino superior é um nicho de grande importância, com destaque para empresas como o Coursera (catálogo e plataforma com cursos online de grandes universidades de todo o mundo) e Canvas (sistema de gestão de aprendizagem).

Nas universidades, a utilização da tecnologia ajuda a otimizar o ensino, uma função importante tendo em vista a grande quantidade de conhecimento que um diplomado precisa absorver.

E também permite maior flexibilidade de horários para os alunos e professores.

É um benefício e tanto para os estudantes que não podem abrir mão do ingresso no mercado de trabalho concomitante ao curso de graduação (uma realidade muito comum no Brasil).

Educação Corporativa

Por fim, temos o segmento de educação corporativa, uma área estratégica para empresas de todos os setores.

Não existe nenhuma empresa no mundo que esteja 100% satisfeita com as capacidades e conhecimentos de seus colaboradores.

Pensar em políticas e ações para qualificá-los é um desafio constante, que deve ser encarado como um processo estratégico a mais, e não como um problema.

Se, na educação básica, técnica e superior, cursos tradicionais já não cativam mais um público acostumado ao dinâmico mundo da tecnologia, o mesmo acontece nas capacitações corporativas.

Nesse contexto, as edtechs podem ajudar a tornar mais eficiente o ensino das habilidades desejadas, a um custo muito menor para os empregadores.

Sempre lembrando que, na maioria das vezes, é mais vantajoso capacitar um colaborador a exercer determinada função do que selecionar um novo funcionário para a atividade.

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A tecnologia permitiu a criação e avanço de empresas que tentam mudar áreas engessadas e burocratizadas

Diferenças entre as Edtechs e Fintechs

Se você é leitor do blog da FIA, talvez já tenha se deparado com um artigo nosso sobre as fintechs. Não? Então você pode conferi-lo aqui.

A origem do nome é parecida com a das edtechs, a junção de duas palavras da língua inglesa. Só que, nesse caso, financial + technology, ou seja, tecnologia financeira.

Em vez de serem empresas que utilizam a tecnologia para qualificar a educação, portanto, elas focam na área financeira.

As fintechs surgiram para oferecer experiências superiores àquelas que têm os clientes de bancos e corretoras.

E o meio que encontram para isso é, claro, a tecnologia.

Criando aplicativos e outras plataformas virtuais, mas também utilizando metodologias modernas, como design thinking e práticas de design UX.

Porque além da matriz tecnológica, a grande semelhança entre fintechs, edtechs e outras startups do tipo é o foco no cliente.

Ou seja, a tecnologia não é um fim em si própria, e sim um meio a serviço de um propósito: oferecer uma grande experiência aos usuários.

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Com as Edtechs, o acesso à informação e a forma de educar são repensados a cada dia que passa

Conclusão

A internet é uma tecnologia que derrubou e continua derrubando barreiras mundo afora. Elimina dificuldades e encurta distâncias.

Ela permite realizar tarefas que antes eram inimagináveis e promoveu uma verdadeira revolução da informação.

Hoje, com acesso à internet em um computador ou dispositivo móvel, podemos encontrar dados sobre quase tudo, e nos comunicarmos com qualquer pessoa que também esteja conectada.

As empresas que chamamos de edtechs buscam desenvolver soluções que muitas vezes são um meio termo entre os benefícios da Era da Informação e o ensino tradicional.

Porque de nada adiantaria ter acesso a todo o conhecimento do mundo sem nenhuma organização ou método para transformá-lo em aprendizado.

Esse é o desafio dos empreendedores da área.

Muito mais do que desenvolver as melhores tecnologias, eles precisam agregar valor ao sistema educacional, além de cativar os usuários e as instituições de ensino.

Ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre as edtechs? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato conosco.

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