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Internet das Coisas: guia completo de A a Z

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O crescimento da Internet das Coisas é um belo exemplo de como a tecnologia avança a passos largos.

Se voltássemos alguns anos no tempo e falássemos sobre esse conceito para as pessoas, algumas talvez duvidariam, diriam ser “coisa de ficção científica”.

Hoje, a Internet das Coisas é uma realidade que só cresce, embora muita gente não esteja percebendo a velocidade com que isso acontece.

Afinal, as revoluções tecnológicas costumam ser graduais, de modo que apenas com um distanciamento histórico podemos identificar claramente as etapas da mudança.

Quem está à frente de uma empresa, porém, não tem esse prazo, não pode esperar o tempo passar para interpretar os acontecimentos.

Enquanto muda a tecnologia – e, consequentemente, a indústria e o mercado -, os negócios estão acontecendo.

A regra de ouro é, portanto, jamais se acomodar.

A organização já alcançou o ponto de equilíbrio há tempos, dá boas receitas e tem um ótimo nome no mercado?

Excelente, mas para preservar essa estabilidade é preciso estar antenado ao que acontece no mundo e antecipar as tendências que podem impactar na sua área de atuação.

Saber mais sobre a Internet das Coisas faz parte disso.

Acredite, mesmo que o seu mercado não seja o da tecnologia, é bem possível que sua empresa seja afetada em algum nível.

A partir de agora, você vai ler neste artigo:

  • O que é Internet das Coisas (Internet of Things)?
  • De onde surgiu o termo?
  • História da Internet das Coisas
  • Aplicações: nichos que já utilizam a internet das coisas
  • Privacidade e Segurança
  • Big Data
  • Dispositivos
  • A Padronização
  • Exemplos de Produtos e Serviços
  • Recomendações de livros sobre o assunto.

Boa leitura!

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A Internet das Coisas pode ser entendida como a mistura entre o mundo digital e o “mundo real”

O que é internet das coisas (Internet of Things)?

Internet das Coisas é uma tendência tecnológica de conectar os mais diversos aparelhos e objetos usados no dia a dia à rede mundial de computadores.

Automóveis, portas, acessórios de roupas, eletrodomésticos…

A lista vai longe, até onde a imaginação permitir.

Havendo alguém com criatividade suficiente para pensar em uma maneira de melhorar a utilização de um objeto com a sua integração à internet, isso pode ser feito.

Em outras palavras, a Internet das Coisas pode ser entendida como a mistura entre o mundo digital e o “mundo real”, das coisas concretas.

Quando tudo estiver conectado, será que essa distinção ainda fará sentido?

Obviamente, é uma questão bastante polêmica e, ao longo deste artigo, vamos problematizar mais o assunto.

De onde surgiu o termo?

Internet das Coisas é uma tradução do termo da língua inglesa Internet of Things. Você também pode ver o conceito referido pela sigla IoT.

A ideia de conectar objetos à internet já existia há mais tempo (no tópico seguinte, falaremos mais sobre isso), mas o termo Internet das Coisas surgiu em 1999, proposto pelo britânico Kevin Ashton.

Pesquisador, pioneiro e empreendedor na área da tecnologia, Ashton escreveu, em 2009, o artigo That ‘Internet of Things’ Thing para o RFID Journal, publicação americana dedicada ao tema da identificação por radiofrequência.

Segundo Ashton, o termo surgiu em uma apresentação que ele fez para a empresa Procter & Gambler.

No artigo, o pesquisador alertou que, embora o conceito tenha se popularizado, ele ainda era mal compreendido.

Ele chama a atenção para o fato de os computadores atuais dependerem quase integralmente dos humanos para obter informação.

O problema disso é que as pessoas têm tempo, atenção e precisão limitados para captar os dados sobre as coisas do mundo real.

Sendo assim, uma das questões centrais da Internet das Coisas é a necessidade de empoderar os computadores com meios próprios de compilar informações.

Aqui encontramos uma interseção entre a IoT e o Big Datatema que já abordamos em outro artigo.

Ou seja, a Internet das Coisas é, na realidade, muito mais do que apenas assegurar a conexão entre os objetos e a rede mundial de computadores.

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A IoT já é tão realidade que já se pensa no passo seguinte: a Internet dos Serviços

História da Internet das Coisas

Podemos dizer que a Internet das Coisas já existia antes de existir.

Como assim?

É que a concepção de uma evolução tecnológica pode ter múltiplas origens. Uma inovação pode, por exemplo, estar no imaginário de uma geração como um algo restrito ao futuro.

Talvez o exemplo mais clássico seja o dos carros voadores.

Para que eles existam, alguém precisa criá-los, mas a ideia já está nas nossas mentes há muito tempo.

Falando em carros voadores, talvez você lembre do desenho Os Jetsons. Era uma série de muito sucesso, produzida pela Hanna-Barbera, que retratava uma família do futuro.

Além dos carros voadores, as cidades eram suspensas, o trabalho automatizado e a casa era repleta de objetos inteligentes.

Assistindo a um episódio você logo vai perceber que os criadores dos Jetsons já pensavam em algo parecido com a Internet das Coisas.

Isso em 1962!

De lá para cá, o que não falta são exemplos de empreendedores que pensaram e criaram wereables, dispositivos integrados a roupas, ou seja, que são vestidos.

Podemos destacar também o surgimento do sistema de posicionamento global (GPS), em 1993, como um marco muito importante.

Pois a inovação precedeu o lançamento de inúmeros satélites comerciais à órbita terrestre, que passaram a fornecer as bases para a Internet das Coisas.

Atualmente, a IoT já é tão realidade que já se pensa no passo seguinte: a Internet dos Serviços (IoS).

Com os diversos dispositivos conectados à internet, cria-se uma demanda por melhorar a sua utilização.

Os serviços da IoS são nesse sentido, de agregar valor à IoT. São prestados para aumentar a eficiência e os benefícios trazidos pelos objetos da Internet das Coisas.

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Muitas empresas utilizam a Internet das Coisas para melhorar suas produções e negócios

Aplicações: nichos que já utilizam a Internet das Coisas

Quando se fala em Internet das Coisas, muita gente pensa em geladeiras, termostatos e iluminação conectados a um sistema digital para o controle de uma casa.

São exemplos reais e muito interessantes da IoT, mas ela pode ir muito além, melhorando a eficiência nas empresas e impactando em outras áreas do nosso cotidiano.

Veja, abaixo, alguns exemplos de áreas em que a tecnologia da Internet das Coisas é aproveitada.

Agricultura

Os produtores agrícolas contam com aparelhos com sensores que detectam informações importantes como, por exemplo, a temperatura e umidade do ar e do solo.

Esses dados são integrados com o sistema de gestão da produção, auxiliando na tomada de decisão para aumentar a produtividade da lavoura.

Automação industrial

Automatizar o trabalho com máquinas proporcionou um grande avanço à indústria.

Com a IoT, essas máquinas passam a fornecer dados valiosos que vão diretamente para o sistema de gestão da produção.

Assim, o engenheiro pode pensar em maneiras de aumentar ainda mais a agilidade, produtividade e eficiência da empresa.

Automóveis

Os sistemas multimídia dos carros modernos estão conectados não apenas a GPS, mas também a aplicativos de entretenimento (como o Spotify para ouvir música) e de comunicação (como o Whatsapp).

Fechaduras

As chamadas smart locks, conectadas à internet, permitem o controle digital e à distância (o dispositivo de controle pode estar integrado a uma câmera) da abertura e fechamento de portas.

Gestão comercial

Com a Internet das Coisas, o rastreamento e controle de estoque (a partir de leitores de código de barras e QR Code) fica muito mais fácil.

Conectado ao sistema de gestão, permite gerir melhor o inventário e a cadeia de suprimento.

Saúde

Hoje, existe uma série de dispositivos automatizados e conectados que fazem, por exemplo, a medição de batimentos cardíacos do paciente e enviam a informação diretamente para um sistema de controle, agilizando o atendimento.

Privacidade e Segurança

Você lembra qual foi a primeira vez que fez uma compra online?

Provavelmente, ficou um pouco receoso, não é mesmo?

E se alguém roubasse seus dados?

Hoje, comprar online virou algo comum, e ninguém mais sente medo.

Mas é claro que uma novidade como a Internet das Coisas pode trazer aqueles receios de volta.

Esse tipo de sentimento é normal e se justifica, pois em um mundo tão conectado perdemos um pouco a noção do que acontece por trás das telas.

O agravante aqui é que estamos falando de aparelhos que estão e estarão dentro de nossas casas, escritórios e empresas, cumprindo funções bastante importantes.

A verdade é que, tal qual aconteceu com os sistemas de comércio eletrônico, a privacidade e segurança dos dados será sempre uma prioridade para os desenvolvedores.

Até porque a confiança dos consumidores é, para os fabricantes, uma questão central para o sucesso dos negócios.

Para quem adquire equipamentos da IoT, as dicas para se proteger incluem:

  • Pesquisar bastante sobre o dispositivo antes de efetuar a compra
  • Utilizar senhas seguras
  • Atualizar o software sempre que requisitado
  • Seguir as recomendações do fabricante.

Big Data

No início do texto, citamos um artigo de Kevin Ashton, pesquisador que cunhou o termo Internet of Things.

Você recorda que, segundo ele, a IoT não diz respeito apenas a computadores conectados, mas a computadores que tenham meios próprios de compilar e utilizar dados?

Por conta disso, essa revolução tecnológica não seria possível sem antes ocorrer uma revolução da informação, que atende pelo nome de Big Data.

O termo é usado para descrever a imensa quantidade de dados armazenados no mundo atual, um fenômeno sem precedentes na história.

Um produto da Internet das Coisas não precisa ter acesso a todos esses dados, mas sim aos que têm o potencial de tornar sua função mais útil e eficiente.

Dispositivos

Para que tudo faça sentido, os dispositivos da Internet das Coisas precisam de alguns componentes essenciais: sensores e sistemas de controle.

Vamos falar mais sobre eles.

Sensores

Podemos considerá-los os soldados da IoT, porque são os principais responsáveis pelo monitoramento, medições e coletas de dados.

Eles podem responder a sinais elétricos ou ópticos.

Por exemplo, uma câmera conectada à rede que é ativada com o movimento.

A evolução da Internet das Coisas só é possível porque hoje temos uma tecnologia bastante avançada em termos de sensores.

Eles podem detectar o movimento e proximidade, como já falamos, vibração, inclinação, aceleração, temperatura, umidade, pressão, nível de fluidos e muito mais.

Sistemas de controle

Na verdade, os sistemas de controle podem ser colocados, na hierarquia, acima dos próprios dispositivos.

Afinal, sua função é justamente controlar o comportamento deles.

O desenvolvimento da IoT caminha para um controle cada vez mais automatizado.

Para que isso seja possível, além de aperfeiçoar a coleta de dados, é necessário contar com sistemas precisos de inteligência artificial.

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A Amazon pode ser citada como exemplo de empresa que usa a Internet das Coisas

A Padronização

Os objetos da Internet das Coisas se comunicam via TCP/IP, um conjunto de protocolos de conexão entre computadores em rede.

Isso não quer dizer que todos os dispositivos funcionam do mesmo jeito. Longe disso.

Cada desenvolvedor cria um conjunto de padrões para seus equipamentos, o que acaba sendo um entrave para a popularização e disseminação da IoT.

Um dos grandes desafios é a criação de padrões abertos, cenário que democratizaria o mercado de desenvolvedores e facilitaria o compartilhamento de dados entre os equipamentos.

Caso contrário, os pequenos fabricantes ficarão limitados a padrões criados pelas grandes empresas, que não se comunicam entre si – o caso clássico de Windows x Apple.

Exemplos de Produtos e Serviços

Confira, abaixo, cinco exemplos interessantes de produtos e serviços inovadores que a Internet das Coisas proporciona.

Amazon Go

A loja Amazon Go é um grande case de Internet das Coisas levada ao extremo no comércio.

Trata-se de um estabelecimento no qual o consumidor pode comprar alimentos e pagar sem passar pelo caixa e sem esperar em nenhuma fila.

Basta ter uma conta na Amazon, baixar um aplicativo e usá-lo para entrar na loja.

Feito isso, é só pegar os produtos que deseja e ir embora.

Um conjunto de sensores fará o monitoramento do que foi retirado das prateleiras e o sistema enviará um recibo das compras pelo aplicativo.

Nest

A empresa americana Nest puxa a frente do mercado quando o assunto é automação residencial.

Seu produto (e serviço) é um conjunto de tecnologias diversas que ajudam as pessoas a gerenciar melhor o ambiente de sua casa.

O programa da Nest aprende as preferências do usuário e ajusta automaticamente a temperatura, por exemplo.

Mas o sistema também integra câmeras, campainha, alarme, fechaduras e sensor de fumaça.

Tudo pode ser monitorado e controlado a partir de um aplicativo para celular.

SkyBell

Já que falamos em câmeras e campainhas, apresentamos a SkyBell, uma tecnologia muito interessante que permite atender a porta de casa de qualquer lugar.

Por exemplo, imagine que você está viajando e recebe uma visita importante em casa, que desconhece a sua ausência.

Ao tocar a campainha, acontece uma chamada no celular, por meio do aplicativo, e o usuário pode falar com a pessoa que está na porta da sua casa, mesmo que esteja do outro lado do mundo.

Eight Sleep

A Internet das Coisas pode fazer você ter noites de sono melhores.

Não esperava por essa, não é mesmo?

A empresa Eight Sleep desenvolveu um sensor que pode ser conectado a qualquer tipo de colchão.

Ele monitora informações – como quantas vezes a pessoa trocou de lado ao dormir, batimentos cardíacos e respiração – e produz relatórios sobre a noite de sono do usuário.

A partir daí, o aplicativo dá dicas de ações e hábitos que tornarão seu sono mais confortável e revigorante.

Toymail

A empresa Toymail desenvolveu walkie talkies para que os pais se comuniquem com os filhos à distância.

Os aparelhos têm a forma de lindos bichinhos de pelúcia.

Mas o diferencial é que você não precisa ter outro walkie talkie para falar com a criança – a ligação pode ser feita de um telefone celular.

Claro que também funciona de talkie para talkie, no entanto, o interessante é que você pode conversar com seu filho pelo smartphone sem que ele tenha um celular.

Recomendações de livros sobre o assunto

Quer aprender ainda mais sobre a Internet das Coisas? Para se aprofundar mais, nada melhor que se dedicar à leitura. Alguns livros sobre o tema que você pode procurar:

IoT: Como Usar A Internet das Coisas Para Alavancar Seus Negócios

O título já diz tudo.

Nessa obra, Bruce Sinclair (uma das maiores autoridades mundiais no assunto) apresenta uma perspectiva de negócios sobre a IoT.

IOT – Internet das Coisas – Fundamentos e aplicações em Arduino e Nodemcu

Nesse livro, Sergio Luiz Stevan Jr. apresenta informações introdutórias sobre como utilizar a plataforma Arduino e fala sobre aplicações práticas de conceitos da IoT.

The Second Machine Age – Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies

Sem edição em português, o livro vale o esforço de quem sabe ler em inglês.

Escrito por Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, o foco é na maneira como a IoT vai impactar o futuro do mercado.

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A IoT está presente em nossas vidas e impactando ela para melhor

Conclusão

O termo big data se refere a uma grande quantidade de dados armazenados. Também serve para definir uma nova realidade em que vivemos.

Nela, a cada segundo são produzidos e armazenados milhões de dados.

Para visualizar melhor isso, pegue o seu celular. Em poucos toques você é capaz de conferir qual a situação do trânsito e do tempo na sua cidade.

Logo essas informações mudarão, mas os dados continuarão existindo.

Mas quando falamos em big data, presumimos a utilização dessas informações para determinado fim.

Para isso, o conceito se baseia em cinco Vs: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor.

O business intelligence aproveita essa realidade para, como já explicamos aqui, gerar insights e influenciar a tomada de decisão no ambiente empresarial para diminuir a margem de erro.

Com todas as informações e exemplos de utilização prática da Internet das Coisas, você já deve ter compreendido que não se trata de um devaneio futurista.

Na realidade, a IoT já está aí.

Mesmo que você pense que não, ela já impacta na sua vida.

Por exemplo, quando você escolhe um filme pelo aplicativo do Netflix na sua Smart TV.

Esse é um ótimo exemplo de como a Internet das Coisas não se trata apenas de possibilitar a conexão com a web em mais dispositivos.

Porque você não vai utilizar a televisão para acessar o Facebook, por exemplo. Não é prático, nem cômodo.

A IoT serve para melhorar a nossa vida e uma de suas premissas é simplificar, ao contrário do que muitos pensam.

Não tenha medo da tecnologia, pois ela caminha na direção de tornar o uso dos objetos mais inteligente e eficiente.

Se você tem uma empresa, mesmo que não seja um programador ou fabricante de objetos, comece a pensar em como o seu trabalho pode melhorar com a IoT, ou quais oportunidades podem surgir.

E para se aperfeiçoar, vale a pena conhecer os cursos da Fundação Instituto de Administração (FIA), como Análise de dados para internet das coisas – IoT, além de opções de MBA em Inovação e Tecnologia – veja neste link.

A FIA também oferece consultoria e possui expertise em projetos de cidades inteligentes. Não deixe de entre em contato conosco para saber mais.

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