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Novas metodologias de ensino: conheça as 5 mais eficazes

Novas metodologias de ensino

As novas metodologias de ensino vão ao encontro das necessidades do mercado e de profissionais atuantes na atual era do conhecimento.

Elas surgem em um contexto de valorização da autonomia, autogestão, praticidade, utilidade e protagonismo do aluno no processo de aprendizagem.

Para atender às demandas e se destacar em um ambiente marcado por rápidas mudanças, estudantes buscam alternativas a abordagens antigas e passivas, que pouco ajudam na construção de novos saberes.

A solução passa por investir em formatos inovadores para garantir maior qualidade no aproveitamento dos assuntos aprendidos, a fim de que se tornem aplicáveis no dia a dia.

Neste artigo, reunimos as principais metodologias de ensino para você se inspirar e reforçar o processo de formação do conhecimento.

Siga com a leitura para acompanhar cada um deles, ou navegue através dos tópicos abaixo.

  • O que são as novas metodologias de ensino?
  • Qual a importância de novas metodologias de ensino para o aprendizado?
  • Benefícios das novas metodologias de ensino
  • Quais as 5 principais novas metodologias de ensino?
    • 1. Metodologias ativas de aprendizagem
    • 2. Teoria das inteligências múltiplas
    • 3. Aprendizagem experimental
    • 4. STEM
    • 5. Ensino híbrido
  • Qual a melhor metodologia de ensino para adultos?

Acompanhe até o final para saber tudo sobre as novas metodologias de ensino!

O que são as novas metodologias de ensino?

Novas metodologias de ensino
O que são as novas metodologias de ensino?

Novas metodologias de ensino são combinações entre conceitos, técnicas e ferramentas inovadoras utilizadas para a construção do saber.

Para explicar melhor, as metodologias dão suporte para estabelecer os objetivos e os caminhos do processo de ensino e aprendizagem, expressando formas de enxergar essa dinâmica, bem como o papel de professores e alunos.

Metodologias tradicionais priorizam o ensino lógico e restrito, pautado pela transmissão de informações específicas por meio de leitura, aulas expositivas e cópia de conteúdo.

A avaliação dos alunos é realizada com a aplicação de provas e testes de conhecimento, que têm por meta medir o desempenho dos estudantes, aprovar os que atingirem a média e reter os que não conseguirem boas notas.

Podemos dizer, assim, que o modelo tradicional, ainda popular em instituições de ensino brasileiras, tem no professor sua figura chave, atribuindo a ele a posição de detentor e difusor de conhecimentos.

Já o aluno é visto como um mero receptor e, portanto, deve reconhecer a autoridade do mestre e se esforçar para obter uma performance satisfatória nas provas.

Para tanto, é necessário que faça os exercícios, decore informações e estude bastante antes dos testes, a fim de recordar os temas vistos em sala de aula.

Os novos caminhos para aprender, por outro lado, têm visões bem diferentes a respeito da maneira como o conhecimento é construído, o formato das aulas e avaliações.

Eles procuram romper com antigos paradigmas para facilitar e potencializar o aprendizado, tornando-o mais atraente para alunos – e para os educadores.

Qual a importância de novas metodologias de ensino para o aprendizado?

Novas metodologias de ensino
Qual a importância de novas metodologias de ensino para o aprendizado?

As novas metodologias de ensino têm como missão facilitar o aprendizado, empregando princípios como o empoderamento do aluno nesse processo.

Em vez de simplesmente cumprir suas tarefas, crianças, adolescentes e adultos são estimulados a propor soluções para problemas, pesquisar, debater e fazer experimentos.

Desse modo, tomam ciência sobre a importância de sua participação para ampliar os saberes, assumindo mais responsabilidades nessa dinâmica.

Professores também assumem novos papéis, agindo como facilitadores, e não únicos detentores do conhecimento.

Eles apresentam diferentes maneiras para melhorar e adaptar as ferramentas de aprendizado aos estudantes, reconhecendo suas peculiaridades.

Fica mais simples, então, que os alunos elaborem suas próprias formas de reter conteúdos e, mais do que isso, de visualizar sua aplicação em problemas durante a rotina.

Nesse sentido, instituições e educadores que optam pelas novas metodologias de ensino apoiam o corpo discente para que haja como protagonista, reforçando um comportamento proativo na busca pelo aprendizado.

Ficam de lado as ideias engessadas sobre a simples transmissão de conhecimentos, e entram em foco as reflexões rumo ao compartilhamento dos saberes.

Um adulto que se propõe a estudar, por exemplo, acumula uma série de informações práticas, mas escolheu aprimorá-las ou, quem sabe, organizá-las para melhorar o resultado profissional.

Esse conhecimento prévio não deve ser ignorado pelo professor e, sim, usado para aperfeiçoar a dinâmica de aprendizado, relacionando os conteúdos novos ao universo que o estudante já compreende.

O mesmo raciocínio vale, inclusive, para crianças e até bebês, que terão maior facilidade para assimilar novas informações se elas forem apresentadas levando em conta as brincadeiras, objetos e palavras conhecidos.

Benefícios das novas metodologias de ensino

Novas metodologias de ensino
Benefícios das novas metodologias de ensino

Como a expressão sugere, as novas metodologias de ensino não se restringem a uma única opção ou formato.

Mas todas elas fornecem maior flexibilidade, tendo algumas vantagens em comum.

A seguir, comentamos sobre esses benefícios.

Maior autonomia para os alunos

No tópico acima, mencionamos que uma das diferenças mais expressivas entre o método tradicional e os inovadores é uma mudança no papel do estudante.

Incluído como parte essencial na construção dos saberes, ele assume uma postura proativa que eleva as chances de aprender mais e melhor.

Aumenta o prazer em aprender

Adotar novas metodologias implica na mudança de objetivos do estudo, deixando as notas e desempenho mensurável em segundo plano.

Ocorre uma valorização de quesitos como a participação em debates, colaboração e aplicação daquilo que foi compartilhado em seu dia a dia.

A tendência disso é o desenvolvimento de apreço pela dinâmica de aprendizagem, vista como algo prazeroso e simples, em vez de maçante.

Conquista a atenção em sala de aula

Atrair e manter a atenção dos alunos utilizando o método tradicional, que consiste em longas aulas expositivas, está cada vez mais difícil.

Isso porque os estudantes precisam vencer uma série de distrações para se concentrar no conteúdo exposto, tarefa desafiadora quando seu smartphone entrega diversas notificações por minuto.

Mas, apostando em novas técnicas e atividades, é possível conquistar e reter a atenção da classe, que estará engajada na composição e desenvolvimento da aula.

Fortalece a autoconfiança

Ao empoderar os estudantes, as novas metodologias acabam reforçando a sua autoconfiança, revelando que eles podem facilitar seu próprio aprendizado.

Além disso, não é raro que as técnicas proponham testes e experimentos práticos, por meio dos quais as crianças, adolescentes e adultos podem errar e corrigir a si mesmos, até encontrar as fórmulas e componentes certos.

Assim, estarão aprendendo a buscar por novas soluções para as demandas que surgirem e vão elevar a confiança em si mesmos a cada pequena vitória.

Favorece a preparação e crescimento profissional

Muitas instituições de ensino superior têm empregado ou planejam empregar novas metodologias de ensino.

E isso não acontece à toa.

Esses métodos favorecem a formação de profissionais mais flexíveis, com capacidade de criar conexões entre assuntos distintos e avaliar cenários complexos – competências essenciais em um mercado de trabalho tão volátil como o atual.

A aplicabilidade das novas técnicas é outro benefício interessante, pois capacita os profissionais para resolver questões imediatas.

Quais as 5 principais novas metodologias de ensino?

Novas metodologias de ensino
Quais as 5 principais novas metodologias de ensino?

As metodologias de ensino mais atuais têm base no conceito de inovação que, ao contrário do que muita gente acredita, não se restringe ao uso de novas tecnologias.

Inovar pode ser definido como resolver um problema de um jeito diferente, englobando tanto as ferramentas quanto os caminhos que levam a essa solução.

Ou seja, a inovação inclui técnicas que desafiam o status quo e propõem estratégias diferenciadas para a aprendizagem.

Não é preciso se ater aos livros didáticos, tarefas em sala e em casa e conteúdos decorados.

Faz mais sentido se concentrar em maneiras de tornar o aprendizado mais simples e natural, priorizando as necessidades e desejos do aluno.

Essas são algumas das características das metodologias que explicamos abaixo.

1. Metodologias ativas de aprendizagem

Anteriormente, comentamos que a escola tradicional vê os professores como transmissores de conhecimento, enquanto os alunos são meros receptores.

As metodologias ativas desafiam essa ideia, colocando o estudante no centro da dinâmica de aprendizagem através de recursos que o despertam para a ação.

Daí vem o nome desses métodos, que favorecem uma postura ativa por parte do aluno, em vez do tradicional comportamento passivo.

Para isso, são empregadas práticas como a aula invertida, que altera o momento de apresentação de um novo conteúdo.

Em vez de o primeiro contato com ele acontecer em sala de aula (ou durante uma aula virtual, no caso de Educação a Distância – EaD), ocorre antes disso.

Geralmente, um material prévio é liberado à classe através de e-mail ou plataformas como os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), com orientações básicas a respeito do assunto estudado.

Vídeos, áudios, jogos, infográficos, exercícios práticos e textos podem integrar essa primeira experiência, que será aprimorada durante a aula.

Ao chegar na sala, os alunos trazem suas dúvidas, debatem e comparam respostas sobre o tema proposto, tornando esse período mais dinâmico e divertido.

Estudos de caso, resolução de problemas e desafios são outras técnicas que fazem parte do rol de opções dentro das metodologias ativas de aprendizagem.

Também são comuns as atividades em times, que partem da divisão da classe em grupos para que eles encontrem soluções colaborativas e fortaleçam o espírito de equipe.

2. Teoria das inteligências múltiplas

Você já deve ter ouvido falar, ou até realizado um teste de QI (Quociente de Inteligência) para medir a capacidade do seu cérebro.

Porém, a ciência já apontou que existe mais de um tipo de inteligência, sendo que qualquer análise deveria informar qual tipo está sendo estudado.

A Teoria das Inteligências Múltiplas, criada pelo psicólogo Howard Gardner, parte dessa premissa, trazendo oito modalidades diferentes.

Segundo o especialista, todos os indivíduos possuem os oito tipos de inteligência, em maior ou menor grau, resultando em determinadas tendências e aptidões.

Fatores genéticos contribuem para que alguém possua predisposição para tocar um instrumento musical, por exemplo, mas não bastam: é necessário que haja um ambiente favorável para que essa aptidão se desenvolva.

Instituições de ensino e educadores vêm investindo nessa nova compreensão para avaliar seus alunos, tendo em mente que todos possuem habilidades e capacidades distintas.

Assim, em vez de utilizar avaliações padronizadas, os estudantes são analisados sob o prisma de cada tipo de inteligência, uma vez que todas elas são importantes para sua evolução.

Os tipos de inteligência são:

Lógico-matemática

Mentes voltadas à lógica e estratégia costumam ter essa modalidade bastante desenvolvida, o que lhes dá vantagem na hora de resolver problemas, equações complexas e fazer cálculos.

Linguística

Descreve as pessoas que têm facilidade para avaliar, organizar, interpretar e se expressar através de palavras, tanto de forma oral quanto escrita.

Musical

Quem tem a inteligência musical bem desenvolvida consegue identificar, de forma simples, os padrões de som, arranjos e notas. É comum que tenha prazer ao cantar, ouvir música ou tocar um instrumento.

Naturalística

Indivíduos que gostam de ficar ao ar livre e estudar as espécies da flora e da fauna costumam ter alta inteligência naturalística, com atributos diferenciados na hora de analisar os elementos da natureza.

Corporal-cinestésica

Ter alta consciência do corpo e dos movimentos permite que a pessoa os use para atingir objetivos, a exemplo de dançar ou até quebrar recordes em competições esportivas.

Espacial

É o tipo de inteligência que confere facilidade ao se orientar por meio de mapas, estimar distâncias e imaginar formas, cores e medidas.

Interpessoal

A inteligência interpessoal favorece a construção e manutenção de relacionamentos saudáveis, pois agrega altos níveis de empatia – a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender suas dúvidas, necessidades e motivações.

Intrapessoal

Reúne aptidões úteis para o autoconhecimento, reflexão e autoanálise, elevando o grau de autonomia e independência de quem as possui.

3. Aprendizagem experimental

Essa metodologia rompe os padrões de divisão de disciplinas, unindo professores e alunos na composição de aulas com conteúdo interdisciplinar.

Os encontros são pautados por tópicos previamente escolhidos e relacionados a um tema central – como vulcões, por exemplo.

É possível compor uma aula que aborde a formação dos vulcões, aqueles que estão ativos nos dias de hoje e as últimas notícias a respeito, combinando saberes que, normalmente, seriam espalhados por aulas de Geografia, Biologia, História e Atualidades.

4. STEM

Inspirada pela revolução tecnológica, a educação STEM também tem cunho interdisciplinar.

Seu foco é voltado ao desenvolvimento de conteúdos baseados em quatro disciplinas específicas, usadas para formar a sigla STEM:

  • S se refere a Science ou Ciências Naturais, contemplando conceitos de Física, Química e Biologia
  • T descreve Tecnology ou Tecnologia, mostrando conceitos simples e aprofundados, como linguagem de programação e internet das coisas
  • E representa Engineering ou Engenharia, que dá suporte para a criação de materiais a partir do conhecimento científico
  • M abrevia Mathematics ou Matemática, que terá aplicações práticas para solucionar demandas do dia a dia.

Juntas, essas matérias oferecem conteúdos essenciais para a formação de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis, suprindo a carência do mercado nesses setores.

Por isso, a metodologia STEM é mais comum na educação técnica ou superior, quando o aluno já manifestou seu desejo em seguir carreira nessas áreas.

5. Ensino híbrido

Traduzido do conceito em inglês, blended learning, esse método aumenta a flexibilidade em sala de aula, mesclando online e offline.

Em outras palavras, é um meio termo entre a educação presencial e a EaD, tendo como propósito extrair os benefícios desses dois universos.

Aulas e atividades de introdução podem ser feitas a distância, deixando para a modalidade presencial os debates e a interação, a troca de saberes entre professores e colegas de classe.

Com a popularização do Ensino a Distância, a metodologia híbrida vem ampliando a quantidade de instituições adeptas, pois não exige muitos recursos para ser posta em prática.

Assim como nas demais técnicas inovadoras, ela requer maior dedicação por parte do estudante, que precisa acompanhar os conteúdos EaD, de forma que esteja preparado para compartilhar suas impressões em sala de aula.

Qual a melhor metodologia de ensino para adultos?

Novas metodologias de ensino
Qual a melhor metodologia de ensino para adultos?

Se o aluno é a figura central do processo de ensino-aprendizagem, o contexto dos adultos tem várias diferenças quando comparado à Educação Infantil ou ao Ensino Médio.

Enquanto crianças e adolescentes estão descobrindo o mundo e construindo sua personalidade, na idade adulta eles têm outras metas, como adquirir hard skills, competências comportamentais ou aprofundar os conhecimentos sobre um assunto.

Pensando nisso, diferentes entidades e especialistas desenvolveram métodos voltados ao público mais velho, compondo uma área chamada andragogia ou educação continuada.

A vertente da ciência da educação usa exemplos de sua rotina para mostrar a aplicação dos conteúdos aprendidos, valorizando a experiência do estudante.

Dessa maneira, oferece motivação para o adulto, que enxerga as aulas como ferramentas que o ajudam a ampliar seus horizontes e responder aos desafios diários.

Em entrevista à publicação Ensino Superior, a psicopedagoga americana Angela McGlynn, autora do livro “Teaching today’s college students” (“Ensinando os universitários de hoje”), ressalta que:

“É necessário provocar os alunos, tirá-los da apatia com assuntos e temas de seus interesses. Fomentar discussões, avaliar soluções para um desafio, apontar problemas em uma solução, enfim, manter um diálogo constante e não um monólogo do professor.”

Além de conteúdos presentes no planejamento ou grade curricular, cursos forjados sob a ótica da andragogia são suporte para que o aluno aumente seu autoconhecimento, alcançando cada vez mais sucesso no aprendizado.

Os componentes da educação continuada servem, ainda, para a elaboração de trilhas de aprendizagem, palestras, debates, discussões e treinamentos corporativos personalizados.

Conclusão

Apresentamos, neste texto, detalhes sobre as novas metodologias de ensino, que devem integrar o futuro da educação no Brasil e no mundo.

Personalização, dinamismo e aprendizado centrado no estudante são algumas das tendências que pautam essas técnicas, gerando benefícios aos alunos, educadores e instituições de ensino.

Gostou de se aprofundar nesse tema? Então, deixe um comentário abaixo. Continue navegando pelo blog da FIA para conferir inovações no campo da administração, performance empresarial e empreendedorismo.

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