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Análise SWOT ou Matriz F.O.F.A. [Guia Prático e Completo]

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A Análise SWOT, também conhecida como Matriz F.O.F.A., é uma ferramenta simples que auxilia no levantamento dos fatores internos e externos que afetam o seu negócio de modo positivo ou negativo.

As letras que formam o acrônimo são tomadas das iniciais das palavras Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), compondo quatro quadrantes para posicionamento de cada fator considerado importante para o negócio.

A Análise SWOT organiza o pensamento e permite a tomada de decisões de melhor qualidade e com maior embasamento e assertividade.

E se você tem dúvidas sobre a possibilidade de aplicar essa ferramenta administrativa na sua empresa, cabe uma reflexão:

Você percebe que não detém ainda todo o conhecimento pertinente ao sucesso do seu negócio? Entende que é necessário aprender sempre para a melhoria contínua?

Caso tenha respondido sim a qualquer uma das duas perguntas acima, você deve ler este artigo até o final.

Elaboramos um guia completo para mostrar o caminho para a elaboração de estratégias eficientes e obtenção de resultados superiores.

Ao longo do texto, iremos abordar os seguintes tópicos:

  • O que é Análise SWOT ou Matriz F.O.F.A?
  • Para que serve a análise SWOT? Casos e aplicações
  • Quem criou a Análise SWOT?
  • Qual empresa precisa fazer uma Análise SWOT?
  • Quem é Philip Kotler?
  • Conceitos que você precisa saber sobre a Análise SWOT.
  • 5 passos de como fazer a Análise SWOT
  • Como analisar os fatores internos da empresa?
  • 3 exemplos práticos de análise SWOT
    • Amazon
    • Apple
    • Airbus
  • 7 Dicas para você fazer a análise SWOT da sua empresa
    • Defina a missão
    • Responda com clareza
    • Faça em conjunto
    • Busque informações fora da empresa
    • Combine fatores para insights estratégicos
    • Estabeleça objetivos e metas
    • Comece a agir
  • SWOT para Pequenas Empresas
  • Análise SWOT para pessoas no coaching
  • Outros tipos de análises semelhantes
  • Outros tipos de análises semelhantes
    • VRIO
    • Matriz GE McKinsey
    • Cinco Forças de Porter.

Boa leitura!

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A análise SWOT é uma boa forma para você ter ciência dos seus pontos fortes e fracos

O que é a Análise SWOT ou Matriz F.O.F.A?

A Análise SWOT ou Matriz F.O.F.A. é uma ferramenta utilizada para fazer análise dos cenários interno e externo de uma empresa, com o objetivo de avaliar o seu posicionamento no mercado e a capacidade competitiva.

Por sua simplicidade, pode também ser utilizada para qualquer tipo de análise, desde a criação de um blog até a gestão de um empreendimento internacional.

Como todas as formas de aplicação do conhecimento, a ferramenta apresenta pontos positivos e negativos no que se refere aos resultados esperados.

Dentre as vantagens da utilização da Análise SWOT se destacam a já citada simplicidade, além da praticidade e flexibilidade.

O método é intuitivo e facilmente compreendido e comunicado para toda a organização.

Já os principais pontos de atenção quanto ao seu uso se relacionam com a superficialidade da abordagem e a subjetividade na definição dos critérios.

A classificação dos fatores internos em forças e fraquezas e dos fatores externos em ameaças e oportunidades, inclusive, pode ser realizada de forma arbitrária.

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A análise SWOT pode ser de grande ajuda para elaborar o planejamento estratégico

Para que serve a Análise SWOT? Casos e aplicações

A Análise SWOT pode promover um entendimento mais aprofundado sobre o cenário no qual a empresa se enquadra, permitindo ao empreendedor identificar o que interfere no desenvolvimento e crescimento do negócio.

Ela pode melhorar a execução do planejamento estratégico, facilitando o processo de tomada de decisão e permitindo explorar novas possibilidades.

A partir dessa ferramenta, é possível também melhorar a comunicação da estratégia ao organizar de forma intuitiva as informações disponíveis.

Em resumo, a Análise SWOT traz para os gestores a otimização do tempo no planejamento, de modo a obter melhores resultados na execução.

Exemplos de aplicação

Diversas empresas dos mais variados segmentos e portes já utilizam a Análise SWOT para a tomada de decisões.

Abaixo, seguem alguns exemplos de aplicação da ferramenta em casos hipotéticos:

Situação 1: Loja de bairro que revende periféricos para computadores, apresentou redução nas vendas do balcão nos últimos anos.

Possível solução: Iniciar vendas online para aumentar o faturamento.

Situação 2: O mercado sinaliza a escassez de uma matéria-prima essencial para a fabricação do seu produto principal.

Possível solução: Contatar uma trading para identificar um fornecedor internacional e reduzir a dependência do produto nacional.

Situação 3: O número de acessos no site está caindo e as ferramentas de divulgação atuais não estão performando.

Possível solução: Investir em redes sociais e contratar uma agência de criação de conteúdo para aumentar a relevância nas buscas orgânicas.

Esses exemplos ilustram de maneira bastante simplificada os resultados que podem ser obtidos a partir utilização da Análise SWOT.

Mas há um detalhamento das etapas até que a solução seja alcançada – falaremos mais sobre elas logo a seguir.

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Há controvérsias sobre a origem da análise SWOT

Quem criou a Análise SWOT?

O tema é controverso. Apesar da facilidade do acesso às informações pelo advento da revolução digital, não existe consenso quanto à origem do desenvolvimento da ferramenta.

Dentre as versões disponíveis, a mais citada aponta para Alfred Humphrey como o criador do que inicialmente se conheceu como SOFT – Satisfactory (Satisfatório), Opportunity (Oportunidade), Fault (Falta) e Threat (Ameaça).

A ideia teria sido apresentada pela primeira vez em um seminário em Zurique, na Suíça, em 1964.

O método consistia em entrevistar os executivos das organizações com perguntas como: “O que você entende como bom e ruim nas operações?” E na sequência: “O que você entende como bom e ruim para o futuro nas operações?”

As respostas eram, então, classificadas como “Satisfatório” para o bom no presente, “Oportunidade” para o bom no futuro, “Falta” para o ruim no presente e “Ameaça” para o ruim no futuro.

Posteriormente, as iniciais sofreram alteração para o modelo conhecido atualmente pelas iniciais SWOT – Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças).

Mas, como já dito, não existe consenso.

Em uma newsletter do Stanford Research Institute de dezembro de 2005, foi publicado postumamente um artigo de Alfred Humphrey no qual ele declara não ser o autor da ferramenta.

No texto, explica que desenvolveu um método para tabular os dados obtidos em uma pesquisa.

Nesse trabalho, realizado entre 1960 e 1969, foram entrevistados mais de 5.000 executivos provenientes de 1100 organizações, por meio de um questionário de 250 itens.

As perguntas se referiam às percepções dos entrevistados sobre negócio, futuro e mercado, buscando entender o que o executivo percebia como bom ou ruim em cada variável.

Apesar de ser possível encontrar referências indicando Humphrey como o criador da Análise SWOT, é razoável acreditar que o método foi desenvolvido em paralelo por diversas pessoas ao mesmo tempo.

Em 1969, a abreviação já aparecia consolidada nas publicações e em uso nos estudos de estratégias por todo o mundo corporativo.

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O grande ponto forte da análise SWOT é que todas as empresas podem usá-la e aproveitar os benefícios

Qual empresa precisa fazer uma Análise SWOT?

Sem chance de errar, todas as empresas se beneficiam com a Análise SWOT.

Desde as tradicionais, com presença física e estrutura fabril, até as empresas de comércio eletrônico, com predominância de atuação no universo digital.

Aquelas que estão em fase de planejamento ou no início de operações, por exemplo, podem se favorecer pela identificação clara de vantagens competitivas.

Para elas, a realização da Análise SWOT tornará claro o ponto de equilíbrio e fornecerá uma visão mais realista do empreendimento.

Também pode auxiliar na comunicação com outras partes interessadas (stakeholders) e na obtenção de recursos financeiros.

Já as empresas consolidadas, por sua vez, devem realizar a Análise SWOT periodicamente.

O momento do planejamento anual é o mais indicado para essa reflexão.

Com a ferramenta, será possível antecipar desafios, aproveitar oportunidades, corrigir desvios e ampliar competências.

Gestores que fazem ao menos uma Análise SWOT anualmente contribuem para manter a aderência da administração com o negócio, clientes e indústria.

Quem é Philip Kotler?

Um dos mais consagrados autores sobre marketing, Philip Kotler publicou mais de 150 artigos e escreveu 60 livros sobre o tema.

O livro Administração de Marketing, já na 15ª edição, inclui a Análise SWOT como elemento inicial do planejamento estratégico.

Ele define a ferramenta como uma forma de monitoramento dos ambientes de marketing, tanto interno como externo.

Sua recomendação é de uso da SWOT entre a definição da missão do negócio e a formulação dos objetivos.

Na obra, Kotler argumenta que a empresa deve desenvolver um sistema de monitoramento, de modo a mapear suas capacidades e identificar as tendências importantes.

Assim, se posiciona bem para aproveitar as melhores oportunidades, evitar as ameaças e promover melhorias na estrutura interna.

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Mais interessante que saber seus pontos fortes é reconhecer os fracos

Conceitos que você precisa saber sobre a Análise SWOT

A estratégia no mundo dos negócios, empresta termos e conceitos provenientes das táticas e manobras dos campos de batalha.

A Análise SWOT permite aos gestores formular, testar e implementar estratégias de inteligência competitiva que permitam sobrepor os esforços da concorrência.

Sun Tzu escreveu em A Arte da Guerra que:

“Se você conhece o inimigo e a ti mesmo, não tema o resultado de cem batalhas. Se te conheces, mas não o inimigo, para cada vitória sofrerá uma derrota. Se não conhece nem o inimigo nem a ti mesmo, perderá todas as lutas.”

Esta é a versão mais antiga do que entendemos hoje como posicionamento estratégico.

Ao analisarmos nossas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, estamos fazendo um inventário do cenário que será encontrado para negociar.

Autoconhecimento e conhecimento do ambiente externo são fatores críticos em qualquer planejamento estratégico.

O que é essencial, segundo Sun Tzu, não é o conhecimento que se tem, mas o desconhecido: quanto maior for o esforço em busca do conhecimento, melhor será o resultado.

A maneira mais rápida de encontrar soluções em cenários de incertezas se dá por meio do reconhecimento das lacunas de informações, da reflexão sobre as capacidades e fraquezas e identificação dos desafios e das possibilidades.

Apesar de a ferramenta ser de fácil compreensão e intuitiva, o benefício de sua utilização será proporcional à qualidade da reflexão que os gestores farão sobre cada uma das variáveis apresentadas nos quadrantes.

Então, vamos entender melhor cada uma delas.

Forças

Forças são as qualidades que nos habilitam a cumprir a missão da organização.

São as bases, tangíveis ou intangíveis, que sustentam o sucesso e promovem a continuidade do negócio.

Sua representação envolve os aspectos positivos da organização, as habilidades e os recursos essenciais.

Incluem-se nessa categoria as competências das pessoas, a capacidade do processo, os recursos financeiros, os produtos, a tecnologia, a eficiência das operações, a marca, etc..

Fraquezas

Fraquezas são os aspectos que nos impedem de cumprir com o propósito da organização, que inibem o desempenho e dificultam o caminho para o sucesso.

São representados pelos fatores que promovem a erosão da performance da organização como time, que limitam o faturamento ou reduzem a lucratividade do negócio.

Podem ser identificadas na estrutura fabril desatualizada e ineficiente, no desenvolvimento de novos produtos insuficiente perante às demandas do mercado, nos processos decisórios precários, etc..

As fraquezas devem ser controladas, necessitam ser reduzidas ao máximo, buscando sua eliminação.

Nem sempre é possível erradicar as fraquezas, muitas vezes por limitações financeiras ou estruturais. Entretanto, o correto conhecimento permite a eficiente avaliação dos desafios.

Oportunidades

As oportunidades são provenientes do ambiente no qual a empresa opera.

Elas surgem quando a empresa se posiciona de forma a poder gerar resultado e atender às demandas do mercado com suas competências, já desenvolvidas ou possíveis de serem criadas.

São caracterizadas por momentos nos quais a organização pode se beneficiar das condições do ambiente, planejando e executando estratégias que podem gerar resultados, tornando a empresa mais lucrativa.

Elas podem conquistar vantagens competitivas quando aproveitam as oportunidades, seja por meio de economias de escala na estrutura existente, seja por meio da redução do risco pela diversificação da atuação, ou seja, por meio da ampliação do conhecimento e das competências existentes.

Oportunidades podem surgir também a partir de informações vindas do mercado, da concorrência, do governo, das mudanças tecnológicas ou por meio do talento e da criatividade das pessoas da organização em inovações disruptivas.

Ameaças

As ameaças são identificadas quando condições no ambiente externo comprometem a confiabilidade e a lucratividade da organização.

Apesar de não ser possível ter controle absoluto sobre elas, o conhecimento das ameaças é importante para o desenvolvimento de medidas preventivas.

Exemplos de ameaças são: obsolescência dos produtos, alterações em políticas ambientais, mudanças no padrão de preferência dos consumidores, surgimento de novos concorrentes, fatores demográficos, guerra de preços, aumento dos custos dos insumos, acidentes, escassez de alguma matéria prima essencial, etc..

Em outras palavras, uma vez compreendidos os conceitos da Análise SWOT, a tomada de decisão é mais assertiva.

O ponto importante a ser ressaltado é a necessidade de sobriedade no entendimento de cada um dos conceitos e na identificação lúcida das variáveis.

Empreendedores iniciantes tendem a inflar os pontos fortes a as oportunidades e a minimizar as fraquezas e ameaças.

Empresas mais maduras tendem a equilibrar mais a avaliação.

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É interessante elaborar a análise SWOT em grupo

5 passos de como fazer a Análise SWOT

A Análise SWOT nas empresas é uma tarefa que funciona melhor quando realizada em grupos de 5 a 10 pessoas.

Um facilitador deve conduzir a reunião, explicando o método e cada item do processo, garantindo que todos os participantes tenham o conhecimento equilibrado.

Recomenda-se a utilização de um quadro com esquema dos quadrantes e blocos de auto adesivos coloridos.

Os participantes devem escrever os fatores nos adesivos e colar nos quadrantes conforme sua percepção.

Durante o desenvolvimento da reunião, esses fatores poderão ser reposicionados conforme o refinamento do pensamento do grupo.

A partir da definição da missão, os passos para a realização da Análise SWOT devem ser seguidos conforme descrito abaixo:

1. Análise dos Fatores Internos

No início da Análise SWOT, é importante focar na avaliação do que está acontecendo dentro da organização.

A análise dos fatores internos considera elementos sobre os quais a empresa tem controle.

São representados pelos recursos, capacidade fabril ou de mercado, processos, colaboradores, especialização, tecnologia, marca, gestão, informações, conhecimento e flexibilidade.

Cada um desses fatores passa por uma avaliação para a classificação como força ou fraqueza, dependendo do papel de cada um para o atendimento aos objetivos da organização.

2. Análise dos Fatores Externos

O segundo conjunto de fatores está relacionado aos aspectos externos, portanto, fora da esfera de controle ou influência da empresa.

Inclui elementos como políticas governamentais, infraestrutura, recursos logísticos, mercado, concorrência, ambiente econômico, globalização, etc..

A classificação como oportunidade ou ameaça é circunstancial e depende de cada negócio.

São fatores do ambiente que podem motivar a escolha de um novo caminho, ou apresentar algum nível de risco para o crescimento da empresa.

3. Análise do Microambiente e do Macroambiente

Para entender o ambiente externo à organização, temos que dividi-lo em dois conjuntos: O Microambiente e o Macroambiente.

Os aspectos relacionados ao Microambiente estão os ligados ao setor ou segmento específico onde a empresa atua.

Aspectos como fornecedores, concorrência, canais de distribuição, burocracia, registros e autorizações para entrada no mercado são alguns exemplos.

Os aspectos do Macroambiente estão ligados às variáveis mais abrangentes que afetam todas as organizações e pessoas, independentemente de divisão de setor ou segmento de atuação.

Câmbio, inflação, demografia, economia, cultura e legislação são exemplos de fatores que podem afetar a organização, demandando ações de mitigação de risco ou aproveitamento de oportunidades.

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É importante filtrar todas as informações antes de estabelecer o conteúdo dos quatro pontos

4. Organização dos Principais Fatores

Ao final do levantamento das informações, provavelmente vão existir posições conflitantes.

Este é o momento de refletir sobre cada um dos pontos e detalhar com cuidado, enriquecendo mais o conhecimento.

As controvérsias devem ser bem-vindas por caracterizarem diferentes pontos de vista, muitas vezes, igualmente importantes.

A organização dos principais fatores deve buscar listar de 5 a 7 itens por categoria.

Embora seja importante pensar de maneira abrangente e buscar novos entendimentos, o processo de redução e priorização das variáveis auxilia a gestão dos esforços empregados na execução da estratégia.

5. Análise dos Fatores Positivos e Negativos

Cada fator, seja interno ou externo, pode ter duas interpretações, positiva ou negativa.

Se for um fator positivo, ele se refere às forças ou oportunidades.

Se for negativo, se refere às fraquezas ou ameaças.

Essa análise está diretamente ligada à correta compreensão da missão da organização.

Diferentes missões provavelmente impactarão de forma diferente na classificação de cada um dos fatores como positivos ou negativos.

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Não adianta só colocar no papel, é necessário refletir sobre cada item apontado

Como analisar os fatores internos e externos da empresa?

Após o levantamento de todas as informações disponíveis e o posterior refinamento e priorização, o método requer uma reflexão sobre cada um dos pontos e as possíveis relações entre eles.

Veja como fazer nos próximos tópicos.

Forças

O papel do mapeamento das forças é fazer com que o melhor da organização busque nas oportunidades o crescimento da empresa.

Um exemplo é quando a empresa possui como força a capacidade de produzir com baixo custo e, no mercado, existe uma oportunidade para produtos de preços baixos.

Os fatores mais importantes são os que diferenciam a empresa da concorrência e, assim, a habilitam para extrair o melhor resultado possível.

Fraquezas

A correta compreensão das fraquezas permite à empresa entender quais pontos necessitam de melhorias e investimentos.

Um exemplo é quando a empresa possui baixa capacidade para inovação e os clientes demandam o desenvolvimento de novos produtos.

A decisão mais adequada é investir recursos para capacitar a empresa para o desenvolvimento de novos produtos ou novas funcionalidades para os produtos existentes.

Ameaças

O encontro das forças com as ameaças define a necessidade de ajustes na estratégia.

O gestor, ao perceber esse cenário, tem condições de tomar decisões para redução da exposição ao risco.

Uma empresa que possui competência superior para fabricar um produto que se tornará obsoleto nos próximos anos, deve considerar o redirecionamento dos investimentos nessa linha e o aporte em opções mais aderentes aos requisitos do mercado.

Já o encontro das fraquezas com as ameaças é o cenário mais desconfortável para as empresas.

Um fator negativo interno que se encontra com um fator negativo externo pode sinalizar grande perigo para o sucesso do empreendimento.

Um exemplo pode ser uma empresa que depende majoritariamente de uma única conta, e o cliente em questão sinaliza problemas financeiros.

A decisão mais acertada é investir tempo e recursos para diversificar a carteira de clientes o mais rápido possível.

Oportunidades

Além do mapeamento do encontro com outros fatores, o levantamento das oportunidades deve ser uma tarefa constante nas organizações.

Kotler define o marketing eficiente como a arte de desenvolver e proporcionar lucros por meio da descoberta de oportunidades.

E a oportunidade pode ser definida com uma área da necessidade dos compradores que a empresa é capaz de atender e gerar lucro.

A reflexão sobre este fator traz para as organizações a melhoria contínua e o crescimento sustentável.

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Alguns exemplos práticos podem ajudar na elaboração de sua análise SWOT

3 exemplos práticos de Análise SWOT

Para exemplificar a utilização a Análise SWOT, confira abaixo três exemplos práticos de empresas bastante conhecidas no cenário mundial.

Amazon

  • Forças: líder mundial em plataforma de e-commerce, a Amazon é também referência na operação de baixo custo. Complementa o conjunto de forças a eficiência e confiabilidade dos sistemas de informação e o peso da marca reconhecida globalmente.
  • Fraquezas: as margens do negócio são extremamente baixas e a capacidade de inovações disruptivas também não tem destaque. A expansão global, da mesma forma, é um desafio que precisa ser superado.
  • Oportunidades: a diversificação é uma oportunidade para praticamente todos os tipos de negócios, entretanto, para a Amazon, é ainda mais evidente, considerando o valor da marca. A aquisição de empresas de menor porte com tecnologias disruptivas, igualmente, é uma opção para a empresa alavancar sua atuação no mercado.
  • Ameaças: a concorrência tem aumentado nos últimos anos, tanto no varejo como nas soluções de processamento em nuvens. O negócio é extremamente dependente do mercado norte-americano e, em outros países, tem enfrentado dificuldades com a legislação tributária.

Apple

  • Forças: a marca é um dos principais ativos da empresa, o que beneficia a sua presença global. A lealdade dos clientes, o faturamento e as margens de lucro completam a lista de maiores forças da Apple.
  • Fraquezas: o portfólio de produtos é muito pequeno e praticamente dominado pelo iPhone. Os produtos não são compatíveis com outras marcas e soluções presentes no mercado, favorecendo um comportamento estanque. Por fim, a terceira fraqueza da Apple se baseia no esgotamento do desenvolvimento tecnológico demandado pelo mercado – o lançamento das novidades mais recentes não teve o mesmo impacto das primeiras ondas de inovação.
  • Oportunidades: a diversificação para outros produtos, entre eles carros e eletrodomésticos, deve ser uma fronteira interessante para a empresa avançar. O crescimento do poder aquisitivo da população mundial é também um fenômeno macroeconômico que pode beneficiar o negócio.
  • Ameaças: a concorrência avança a cada desenvolvimento apresentado, oferecendo soluções compatíveis. Os consumidores de smartphones estão desenvolvendo aversão às atualizações, o fenômeno é conhecido como “phone fatigue”. Por fim, os celulares estão substituindo os laptops e desktops, resultando em canibalismo entre produtos.

Airbus

  • Forças: a Airbus é reconhecida pela sua capacidade de inovação em tecnologia e design. A sustentabilidade e eficiência ecológica também se destacam dentre as forças da organização.
  • Fraquezas: a empresa demora mais que os concorrentes no lançamento de novos produtos, e é reconhecida pela sua ineficiência operacional quando comparada com outros fabricantes de aeronaves. Resultante dessas duas variáveis, as margens que o negócio oferece aos acionistas são menores do que as empresas rivais.
  • Oportunidades: o tráfego de passageiros no mundo está aumentando ano a ano e os avanços tecnológicos fazem com que exista demanda para renovação da frota das companhias aéreas. Essas duas condições combinadas oferecem à Airbus a oportunidade de um mercado crescente.
  • Ameaças: a concorrência, que já era acirrada nesse mercado, deve integrar China e Rússia, que anunciaram a intenção de desenvolver sua própria fábrica de aviões. A entrada de novos fabricantes afetaria o negócio, reduzindo as possibilidades de crescimento.

Esses exemplos demonstram que os mais diversos negócios, de livros a aviões, podem ser analisados a partir do método SWOT.

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Feita a análise e posterior reflexão, chegou a hora de agir

7 dicas para você fazer a Análise SWOT da sua empresa

Agora que você entendeu os conceitos e pôde conhecer exemplos práticos de aplicação da Análise SWOT, confira as dicas para colocar a ferramenta em prática na sua empresa.

1. Defina a missão

Como recomenda Kotler, para se obter o máximo benefício da Análise SWOT, é necessária a definição de uma missão para o empreendimento.

Por definição, o processo busca instrumentalizar o entendimento de um cenário futuro, portanto, o empreendedor precisa de uma definição inicial do papel que pretende representar neste cenário.

2. Responda com clareza

As respostas devem ser claras e possíveis de serem compreendidas e comunicadas a todos na organização.

Quanto mais simples for o processo, maior possibilidade de sucesso e engajamento de todos.

3. Faça em conjunto

“Coisas incríveis no mundo dos negócios nunca são feitas por uma única pessoa, mas por uma equipe”, já dizia Steve Jobs.

O processo de realização da Análise SWOT requer pluralidade de ideias.

Dificilmente, alguém sozinho conseguirá perceber todos as variáveis que podem afetar o negócio.

4. Busque informações fora da empresa

Os fatores externos são os mais difíceis de se mapear.

Não fique preso na empresa, busque informações em eventos, como palestras, conferências e seminários.

5. Combine fatores para insights estratégicos

A combinação dos fatores permite a geração de ideias e o surgimento de soluções que não eram aparentes antes.

6. Estabeleça objetivos e metas

Ao final da Análise SWOT, estabeleça objetivos claros e metas compartilhadas com a equipe.

Crie mecanismos para monitorar a execução de cada estratégia. Isso terá um poder motivador sobre toda a equipe.

7. Comece a agir

O processo de elaboração da Análise SWOT é o momento da reflexão, enquanto a ação deve seguir imediatamente ao final do processo.

Nesse momento, as pessoas estão motivadas e irão priorizar o cumprimento da estratégia dentre as atividades rotineiras.

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Apesar de várias cabeças pensarem melhor que uma, a análise SWOT pode ser feita por um microempreendedor

SWOT para Pequenas Empresas

Para as pequenas empresas, eventualmente, a Análise SWOT pode parecer uma atividade não compatível com as restrições de tempo e recursos, características típicas das organizações desse porte.

Entretanto, embora exista a necessidade de alocação de tempo de qualidade para a tarefa, a realização da Análise SWOT não é incompatível com o tamanho ou capacidade das equipes.

Isso vale mesmo para empresas no início da atividade ou com número reduzido de colaboradores.

Não existe um limite mínimo de pessoas que possam participar de um processo de Análise SWOT, apesar da clara indicação do benefício da participação de mais de uma pessoa no processo.

Até mesmo um proprietário de empresa individual pode utilizar a ferramenta para analisar seu negócio.

Eventualmente, conforme recomenda o Sebrae, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, pode se pedir uma ajuda externa, como um consultor, cliente ou até amigo.

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O coaching e a análise SWOT também se relacionam

Análise SWOT para pessoas no coaching

A Análise SWOT também pode ser aplicada para se realizar um bom planejamento pessoal.

A exemplo do processo para as empresas, na vida pessoal, a Análise SWOT permite o autoconhecimento e a percepção das variáveis ambientais que podem afetar a carreira e as aspirações de cada pessoa.

Vem daí a sua ligação com o coaching, metodologia que foca no desenvolvimento ou aprimoramento de competências e habilidades comportamentais, de modo a tornar o indivíduo mais próximo de suas metas.

Os pontos a destacar podem ser compreendidos por analogia, focando estruturalmente nas mesmas condições essenciais.

Abaixo, segue o mapeamento de cada um dos fatores com o detalhamento das possíveis variáveis.

Forças

Formadas pelas competências, experiências, conhecimentos e habilidades que podem ser utilizadas para produzir resultados.

Fraquezas

Representam fatores que diminuem o potencial e dificultam o desenvolvimento da carreira.

Ausência de preparação, formação ou referências externas são exemplos de fatores identificados como fraqueza.

Geralmente, esses pontos são chamados de oportunidades de melhoria.

Oportunidades

Um dos elementos mais importantes da Análise SWOT para pessoas, o levantamento de oportunidades requer um trabalho consciente de pesquisa do ambiente externo.

O levantamento da existência de oportunidades para crescimento profissional ou de melhores condições de trabalho requer que o profissional abandone a zona de conforto.

Ameaças

O conhecimento das tendências e condições que podem afetar a vida profissional é de extrema importância para os profissionais que pretendem ter a gestão da carreira em suas mãos.

Novos conhecimentos podem ser necessários e velhas atividades podem ser suprimidas por soluções inteligentes.

O mapeamento dessas variáveis permite a tomada de ação em tempo oportuno.

Outros tipos de análises semelhantes

Com o passar dos anos, outros métodos de análises foram surgindo como alternativas à Análise SWOT.

Abaixo, seguem opções também relevantes.

VRIO

O VRIO é um modelo de avaliação de recursos para a estratégia global da empresa.

O processo de análise se inicia com o estabelecimento da visão e contínua por meio da definição dos objetivos, análise de fatores internos e externos e escolhas estratégicas.

O acrônimo é formado pelas iniciais de Value (Valor), Rarity (Raridade), Imitability (Imitabilidade) e Organization (Organização).

A estrutura da combinação destas avaliações define cada recurso ou característica para a competitividade da organização.

Matriz GE McKinsey

A Matriz GE Mckinsey é utilizada para avaliar o portfólio e as unidades de negócio.

É um método que permite melhor visão para tomada de decisões sobre investimentos, estratégias de crescimento e manutenção de linhas de produtos.

Cinco Forças de Porter

O modelo das Cinco Forças concebido por Michael Porter, foi apresentado em um artigo em 1979, na Harvard Business Review, e destaca a análise da organização em seu ambiente competitivo.

O foco desse método é maior para os aspectos relacionados ao microambiente.

Ele permite uma avaliação mais pontual do posicionamento da organização perante as ações de outras empresas.

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Fácil de comunicar e com potencial para melhorar seu negócio, a análise SWOT é uma ferramenta poderosa

Conclusão

A Análise SWOT é um processo que amplia e organiza o conhecimento para o sucesso na execução dos objetivos da empresa.

É uma ferramenta poderosa para aumentar a lucratividade e obter resultados e crescimento consistente.

Também podemos afirmar que ela se torna viável devido à sua simplicidade, sendo fácil de comunicar a todos os níveis da organização.

Como vimos neste artigo, a ferramenta pode ser utilizada em empresas desde o grande porte, em organizações internacionais, ou até mesmo em micro e pequenos negócios.

Também pode ser utilizada na criação de um blog ou até mesmo na vida pessoal.

Entre outras modernas ferramentas para a gestão de empresas ou de carreiras a Fundação Instituto de Administração (FIA) apresenta o tema da Análise SWOT na grade curricular de seus cursos de graduação ou pós.

Quer saber mais como extrair o melhor de si ou da sua empresa? Entre em contato conosco ou deixe um comentário abaixo.

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