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Sustentabilidade: O que é, tipos, importância e benefícios

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Você sabe o que é sustentabilidade?

Essa é uma daquelas palavras repetidas como um mantra, que todo mundo já ouviu falar, mas cujo conceito nem sempre é compreendido.

Inclusive, costumamos relacionar sustentabilidade ao meio ambiente, em especial no controle da poluição.

Não que a relação inexista, mas a abrangência do termo é muito maior.

Nesse artigo, veremos que a concepção de sustentabilidade vai além das questões ecológicas, e que pode ser aplicada a qualquer tipo de recurso.

Confira só os tópicos que você vai acompanhar a partir de agora:

  • O que é sustentabilidade?
  • O que significa desenvolvimento sustentável?
  • Os três pilares da sustentabilidade. Uma visão ecológica, econômica e social.
  • Qual é a real importância da sustentabilidade?
  • Diferentes tipos de sustentabilidade.
  • Exemplos de sustentabilidade, nos âmbitos individual, comunitário e global.
  • O que é educação ambiental?

Boa leitura!

pilares da sustentabilidade
A sustentabilidade procura conciliar crescimento econômico e preservação ambiental

O que é sustentabilidade?

Sustentabilidade é um conceito relacionado à conservação ou à manutenção de um cenário no longo prazo, de modo a lidar bem com possíveis ameaças.

No aspecto ambiental, que com frequência o termo é empregado, a sustentabilidade diz respeito, então, a um planeta sadio, no qual as pessoas possam encontrar as condições necessárias para a sua sobrevivência, de geração em geração.

A noção de sustentabilidade surgiu baseada no entendimento de que os recursos naturais são finitos.

Em relação a biologia, o termo sustentabilidade está ligado à capacidade de regeneração dos ecossistemas diante do uso abusivo dos recursos naturais ou de agressões, como incêndios e eventos naturais, incluindo aí deslizamentos de terra, tsunamis e terremotos.

Já no tocante à economia, ao longo do século XX, desenvolveu-se o entendimento de que o padrão de produção e consumo mundiais não teria condições de se manter. Logo, a sustentabilidade passou a ser utilizada como um adjetivo de desenvolvimento.

A partir das conferências promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Estocolmo (1972) e no Rio (1992), introduziu-se a visão de que a sustentabilidade deve incluir a questão social, promovendo e garantido a qualidade de vida das gerações atual e futuras.

Não por acaso, a sustentabilidade é uma preocupação amparada em eventos marcantes e de consequências trágicas para a humanidade e a natureza.

Como exemplo, isso ocorreu a partir da década de 1950.

Foi quando o mundo se deu conta dos perigos provocados pela poluição nuclear, responsável pelas chuvas radioativas, que ocorreram à milhares de quilômetros da realização de testes nucleares.

Mais recentemente, o acidente ocorrido na usina nuclear de Fukushima, no Japão, mostrou ao mundo que ainda vivemos sob esse perigo.

Outro evento capaz de mobilizar a opinião pública foi a crise ambiental provocada pelo uso indiscriminado de inseticidas e pesticidas químicos.

Seus efeitos foram descritos no livro Silent Spring, publicado em 1962 pela bióloga Rachel Carson.

A obra vendeu mais de meio milhão de cópias e foi fundamental para o surgimento do movimento ambientalista.

A própria Conferência de Estocolmo, em 1972, teve suas raízes na precipitação de chuvas ácidas sobre os países nórdicos.

Na ocasião, a Suécia, propôs a realização de uma conferência mundial, visando a redução da emissão dos gases responsáveis por esses fenômenos.

O evento foi marcado por posições antagônicas dos países desenvolvidos, que defendiam o meio ambiente e dos chamados países do Terceiro Mundo (atualmente, em desenvolvimento), que estavam preocupados com seu crescimento econômico.

Da tensão surgiu uma comissão técnica que produziu, em 1973, o relatório denominado Only one earth.

Foi nesse documento que se incluiu no conceito de sustentabilidade a dimensão social.

Para se compreender a atmosfera em que se realizaram as discussões, devemos lembrar que, em 1972, o Clube de Roma havia publicado seu célebre documento Limits to Growth.

Nele, aconselhava os países industrializados a  promover uma desaceleração no crescimento e para os países em desenvolvimento, uma redução no avanço populacional.

Após dez anos, verificou-se que os resultados atingidos ficaram abaixo das expectativas da Conferência de Estocolmo, o que levou a ONU à criação da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) , que teve como presidente a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlen Brundtland.

Essa comissão produziu, em 1987, o relatório Our common future.

Nele, propôs uma agenda mundial para a mudança, no sentido de conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente, dando origem à expressão desenvolvimento sustentável.

Vale dizer que a Fundação Instituto de Administração (FIA), atenta ao conceito integral de sustentabilidade, incorpora esses conhecimentos em seu curso de graduação em Administração.

O desenvolvimento sustentável promove a geração de trabalho e renda

O que significa desenvolvimento sustentável?

O relatório da CMMAD definiu desenvolvimento sustentável nos seguintes termos:

“Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras em satisfazer suas próprias necessidades.”

A partir desse conceito, verificamos que se adiciona ao conceito de sustentabilidade a noção de responsabilidade entre as gerações.

É mencionada a redução das desigualdades sociais e o direito de acesso aos bens necessários para uma vida com qualidade, além de acrescentar uma dimensão ética ao propor o compromisso com a sociedade do futuro.

Também é importante mencionar que o relatório reforça a dimensão social dentro do conceito de sustentabilidade.

Faz isso ao afirmar que os problemas ambientais decorrem, em grande parte, em razão da pobreza, tornando-se premente a redução das desigualdades entre as nações.

Esses avanços no entendimento sobre o desenvolvimento sustentável culminaram com a promoção pela ONU da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como Rio-92.

Foi o ponto de partida para diversos acordos internacionais, dentre os quais se destacam o Protocolo de Kyoto, a Declaração do Rio e a Agenda 21.

A Rio-92 manteve a diretriz de atuação da Conferência de Estocolmo (1972), ao propor a gestão dos recursos naturais de forma responsável, sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

Nessa época, o mundo começava a experimentar uma nova onda de expansão econômica.

Ao aderir ao processo de crescimento econômico, a Rio-92 propiciou o engajamento de empresários e políticos, que em sua maioria, aderiram ao movimento da sustentabilidade.

Mas essa adesão não foi total, nem de forma incondicional.

Como exemplo, temos os Estados Unidos, que até hoje não ratificaram o Protocolo de Kyoto, apesar dos resultados expostos pelo Intergovernmental  Panel for Climate Change (IPCC) em 2007, a respeito das mudanças climáticas.

A sustentabilidade busca harmonizar os aspectos ambiental, econômico e social

Os três pilares da sustentabilidade: uma visão ecológica, econômica e social

O conceito dos três pilares da sustentabilidade, ou o triple bottom line, foi criado por John Elkington, na década de 1990, em seu livro Sustentabilidade – Canibais com garfo e faca.

De acordo com o Laboratório de Sustentabilidade (LASSU), da Universidade de São Paulo (USP), os três pilares da sustentabilidade, ou seu tripé, constituem-se nos aspectos ambientais, econômicos e sociais, que devem se inter-relacionar de forma abrangente com o objetivo de atender ao conceito de sustentabilidade.

Além desses aspectos, a comunidade internacional discute a inclusão de novos pilares, como o cultural e o tecnológico, de forma a complementar o suporte ao conceito.

Enquanto isso não ocorre, vamos conhecer detalhes sobre os quais três pilares:

1. Ambiental ou Ecológico

Deve se ocupar das condições de produção e consumo, de forma a assegurar que o meio ambiente tenha condições de se autorregenerar, ou seja, respeitando os limites biológicos de recuperação do ecossistema.

Sabe-se que toda atividade produtiva resulta em um impacto ambiental negativo.

Em resposta, esse pilar trata das condições de se minimizar tais resultados e, quando de sua impossibilidade, implementar maneiras de compensação ambiental.

2. Econômico

Na dimensão econômica, é analisada a questão da eficiência, ou mais propriamente dita, da ecoeficiência.

Consiste na busca por formas de redução do consumo de recursos naturais, em especial, das fontes fósseis de energia (como carvão e petróleo) e daqueles mal distribuídos, como a água, sem comprometer o ritmo de crescimento econômico.

3. Social

Sob esse prisma, a sustentabilidade deve contemplar as condições para que todas as pessoas tenham os recursos necessários para uma vida saudável e de boa qualidade.

Nessa definição, encontra-se implícita a redução ou erradicação da pobreza.

É fundamental garantir a disponibilidade dos recursos naturais para as próximas gerações.

real importância da sustentabilidade
É fundamental garantir a disponibilidade dos recursos naturais para as próximas gerações

Qual é a real importância da sustentabilidade?

O sociólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB), Elimar Pinheiro do Nascimento, argumenta em seu artigo Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico, que a humanidade vislumbrava, inicialmente, dois grandes medos relacionados à extinção da espécie humana:

  • Externo: representado pela possibilidade de um choque por um grande meteorito
  • Interno: o advento de uma epidemia nova e irrefreável.

Com o desenvolvimento das armas nucleares, surgiu uma terceira grande ameaça: a autodestruição em uma eventual guerra atômica.

Entretanto, essa última possibilidade teve sua importância reduzida nas últimas décadas.

Desse modo, a ideia de um desastre ambiental de proporções planetárias, provocado pelo modo de produção e consumo vigente, está cada vez mais em pauta – ainda que isso não ocorra de modo repentino, como se poderia supor em teorias radicais.

Ainda assim, resta a percepção dos efeitos perniciosos da atividade humana sobre o meio ambiente, como a redução das zonas pesqueiras, o desaparecimentos de espécies animais e vegetais e a redução das florestas, dentre outros.

Isso justifica que a sustentabilidade assuma um papel de destaque no desenvolvimento do mundo moderno.

Afinal, uma vez mantido o ritmo atual de consumo dos recursos naturais, não se tem a garantia da sua disponibilidade para as próximas gerações.

Os padrões de produção e de consumo precisam ser reavaliados.

o que e sustentabilidade
Os padrões de produção e de consumo precisam ser reavaliados.

Diferentes tipos de sustentabilidade

Dentro do cenário até aqui exposto, podemos citar a especialização da sustentabilidade, sendo seus principais tipos os seguintes:

Sustentabilidade ambiental ou ecológica

Compreende a preservação e manutenção do meio ambiente, cujo principal objetivo é garantir que as necessidades das gerações futuras não sejam prejudicadas pelo uso indiscriminado dos recursos naturais na atualidade.

Sustentabilidade empresarial

Com o crescente grau de conscientização dos consumidores em relação às questões ambientais, as empresas têm incluído em seu planejamento estratégico a sustentabilidade dentro da responsabilidade social.

Nesse caso, as ações são pautadas pela preservação do meio ambiente e na busca pela melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Sustentabilidade social

É baseada na redução das desigualdades entre os povos, com a manutenção de uma vida digna e com garantia do atendimento às necessidades básicas do ser humano, como saúde, educação, cultura e renda.

Sustentabilidade econômica

Fundamenta-se na gestão responsável dos recursos naturais, de modo a desenvolver métodos produtivos mais eficientes, com o consumo cada vez menor deles, mas sem comprometer o crescimento econômico.

A utilização de transportes alternativos contribui para a sustentabilidade do planeta.

exemplos de sustentabilidade
A utilização de transportes alternativos contribui para a sustentabilidade do planeta.

Exemplos de sustentabilidade, nos âmbitos individual, comunitário e global

Considerando que o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado desde ações individuais até políticas e programas governamentais, apresentamos alguns exemplos abaixo para você conhecer e se inspirar.

Ações individuais

As pessoas, por meio de sua conscientização, podem mudar hábitos de consumo, contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

Afinal, somos mais de 7 bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Veja exemplos do que é possível fazer:

  • Economia de água
  • Consumo de produtos biodegradáveis
  • Reciclagem de materiais
  • Separação do lixo para coleta seletiva
  • Utilizar transportes coletivos ou adotar a prática da carona solidária.

Ações comunitárias

Nesse grupo de ações, as atividades desenvolvidas tem como objetivo alcançar um maior número de pessoas, podendo ser realizadas por instituições da sociedade civil, como igrejas e associações de bairro, ou por empresas conscientes de sua responsabilidade social.

Confira exemplos:

  • Criação de hortas comunitárias
  • Implantação de projetos de geração de renda para a população carente
  • Abertura do microcrédito
  • Utilização de energia solar
  • Adequação à legislação ambiental.

A FIA, por meio da educação a distância, tem um curso especialmente desenvolvido para a adequação às normas ambientais no agronegócio – confira aqui.

Ações globais

As ações sustentáveis tem um grande alcance.

Como vimos ao longo deste texto, o meio ambiente é integrado e os reflexos da ação humana se fazem sentir em todas as partes do planeta.

Sendo assim, as mudanças implementadas em alguns países têm o potencial de beneficiar várias comunidades, em diferentes territórios.

Veja exemplos de ações globais:

  • Adoção de políticas para a preservação da biodiversidade
  • Investimentos para ampliação e melhoria na rede de saneamento básico
  • Criação de unidades de conservação
  • Incentivo à utilização de fontes de energia renováveis
  • Implantação de programas educacionais voltadas à educação ambiental.

A conscientização acerca da sustentabilidade é promovida pela educação ambiental.

o que é educação ambiental
A conscientização acerca da sustentabilidade é promovida pela educação ambiental.

O que é educação ambiental?

Há diversos conceitos de educação ambiental.

De modo geral, podemos dizer que ela se ocupa da formação de indivíduos conscientes dos problemas relacionados à sustentabilidade, com a preservação dos recursos naturais em todos os seus aspectos, sejam ambientais, econômicos ou sociais.

Ser ecologicamente correto envolve atitudes, processos produtivos e modo de vida.

Diz respeito a condutas que se orientem por práticas sustentáveis, de forma a minimizar os impactos causados pela atividade humana e também promovendo a compensação ambiental.

O consumo solidário, o comércio justo e as práticas inovadoras de geração de trabalho e renda são todas relacionadas ao conceito de ser economicamente viável.

É se preocupar com o fortalecimento do grupo e com a inclusão dos menos favorecidos, baseados na cooperação, solidariedade e autogestão, sem esquecer da adequada remuneração das fontes dos recursos financeiros.

Por último, a dimensão social também deve ser contemplada pela educação ambiental.

Ser socialmente justo envolve a busca pela distribuição igualitária das oportunidades e dos recursos disponíveis, respeitando os valores culturais das comunidades envolvidas.

Como podemos observar, a educação ambiental deve se pautar pelo atendimento a todas às dimensões presentes no conceito de sustentabilidade.

A FIA por meio do seu núcleo PROGESA, se dedica há mais de 20 anos às questões do desenvolvimento sustentável aplicado à gestão empresarial.

A sustentabilidade é responsabilidade de todos.

sustentabilidade responsabilidade de todos
A sustentabilidade é responsabilidade de todos.

Conclusão

A sustentabilidade vem conquistando cada vez mais importância no mundo contemporâneo.

Sabemos que, mantido o ritmo atual de produção e consumo, não haverá como garantir os recursos naturais suficientes para uma vida digna das gerações futuras.

Com base nos pilares do desenvolvimento sustentável, é possível desenvolver ações nos âmbitos pessoal, comunitário e global, sendo elas capazes de minimizar os impactos negativos provocados pelo homem.

Nesse contexto, o desenvolvimento de programas educacionais voltados à educação ambiental são de extrema importância

Além de conscientizar as pessoas a respeito dos graves problemas acerca do tema sustentabilidade, é possível prover soluções a essas questões, que necessariamente devem integrar os aspectos ambiental, econômico e social.

Se você quer se tornar um especialista no tema sustentabilidade, aproveite toda a experiência da FIA e conheça a pós-graduação em Gestão estratégica da sustentabilidade.

A FIA possui cursos de Graduação, MBA e Mestrado. Quer saber mais sobre os benefícios da sustentabilidade? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato conosco.

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