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Projetos Sociais: Tudo que você precisa saber

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Nos dias atuais, muito daquilo que é oferecido em termos de assistência e garantia de direitos vem do trabalho desenvolvido por projetos sociais.

Essas iniciativas servem como forma de planejar e realizar ações que buscam transformar positivamente a realidade de uma instituição, de uma comunidade ou de um grupo de pessoas.

Com gestão não-governamental, os projetos sociais se tornaram parte fundamental para o funcionamento das sociedades pelo mundo todo – e isso não é diferente no Brasil.

Seus benefícios aparecem ao oferecerem uma assistência que as pessoas, muitas vezes, não conseguem acessar, seja de maneira pública ou mesmo privada.

De fato, eles oferecem uma terceira via para aquela parcela da população que se vê excluída das oportunidades, tanto na área social, quanto esportiva e mesmo relacionadas ao mercado de trabalho, e que ainda carecem do suporte do Estado para a garantia de seus direitos.

Para você quer entender melhor o assunto, reunimos neste artigo tudo o que precisa saber sobre projetos sociais no Brasil e no mundo.

Veja os tópicos que serão abordados a partir de agora:

  • O que são projetos sociais?
    • O que são Organizações da Sociedade Civil?
  • Qual a importância dos projetos sociais?
  • Quais os principais projetos sociais no Brasil?
    • Projetos sociais esportivos
    • Projetos sociais para comunidades carentes em SP
  • Quais os principais projetos sociais no mundo?
  • Outros exemplos de projetos sociais no Brasil e no mundo
  • Qual o real impacto dos projetos sociais?

Se o assunto é do seu interesse, não deixe de acompanhar até o final.

Boa leitura!

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O que são projetos sociais?

Chamamos de projeto social aqueles trabalhos desenvolvidos sem fins lucrativos e que buscam o desenvolvimento social, econômico ou cultural de uma dada comunidade ou grupo de indivíduos.

Em geral, são iniciativas promovidas pelas chamadas Organizações da Sociedade Civil (OSC).

São entidades não privadas, mas que também não tem um caráter público, ou seja, não são geridas pelo Estado, cuja regulamentação obedece a Lei nº 13.204, de 14 de dezembro de 2015.

Muitas vezes, os projetos sociais têm também um caráter voluntário, angariando pessoas dispostas a trabalhar sem custos para o fim comum, que é propiciar uma melhor qualidade de vida a uma parcela da população que se mostra carente.

Em outras ocasiões, são entidades que têm condição de manter um time assalariado, com financiamentos que podem vir do estado, por meio de editais, ou por doações individuais ou de empresas privadas.

O que são Organizações da Sociedade Civil?

As OSC são comumente denominadas como Terceiro Setor.

A nomenclatura vem do entendimento que as organizações da nossa sociedade são divididas em três camadas:

  1. O Estado, que administra os serviços e bens públicos por meio de suas instituições municipais, estaduais e federais
  2. A iniciativa privada, com as empresas de fim lucrativo
  3. Organizações da Sociedade Civil que usam de estrutura própria e não governamental para desenvolvimento de um objetivo comum e/ou para prestar serviços de assistência (projetos sociais).

As OSC podem ainda ser divididas juridicamente entre associações, como em clubes pautados por um Estatuto Social, e fundações, que são instituições de direito privado que financiam atividades do terceiro setor.

Os projetos sociais são então parte integrante do Terceiro Setor, podem ser geridos por Organizações Não Governamentais (ONGs) ou entidades filantrópicas.

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Qual a importância dos projetos sociais?

Você certamente já ouviu falar que igualdade social não é o forte do Brasil.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estamos entre as cinco nações mais desiguais do planeta, já que 1% dos habitantes concentram até 23% de toda a renda.

Em relatório recente, a Oxfam Brasil apontou aumento na proporção de brasileiros que vivem na pobreza, com renda diária de até US$ 1,90 (cerca de R$ 7,50): de 6,5% em 2016 para 7,2% em 2017.

Como resultado, a própria população não acredita em progresso, conforme revelou a mesma entidade.

Na prática, essa desigualdade toda aparece no acesso restrito a oportunidades – justamente aquelas que os projetos sociais procuram criar.

São iniciativas que surgem como um paliativo para aliviar a miséria e a carência de uma população que sofre sem poder contar com assistência social do estado.

Geralmente voltados para a educação formal, serviços de promoção à cultura e o empoderamento econômico, os projetos sociais são capazes de mudar a perspectiva de vida de uma pessoa, de famílias e de comunidades inteiras.

A sua atuação é especialmente importante em um país como o nosso, onde o Estado não consegue se fazer presente em todas as partes do território, deixando milhares de pessoas desamparadas.

As iniciativas acabam preenchendo essa lacuna deixada pelo poder público, oferecendo uma possibilidade de desenvolvimento social e econômico para uma parcela da população esquecida.

Nesse sentido, tornou-se comum que empresas invistam parte do seu capital e estrutura para a promoção de projetos sociais.

É uma forma de retribuição à sociedade, por vezes gerando abatimentos em impostos.

Seja para fins de isenções e incentivos fiscais ou por vontade de fazer o bem, o fato é que tais projetos são capazes de aquecer a economia pela geração de emprego e formação de mão de obra qualificada.

Por mais que possam receber investimentos privados ou públicos, as organizações são independentes e autogeridas, contando principalmente com trabalho voluntário para garantir sua manutenção e funcionamento.

E essa contribuição que oferece assistência à comunidade carente não é novidade.

Para a ONU, a sociedade civil sempre teve um papel fundamental para garantir o cumprimento das metas com os direitos humanos.

Assim, o ponto de partida para um projeto social é a definição do trabalho que será realizado, que deve ter direta relevância para uma parcela considerável da sociedade que é carente de assistência.

Quais os principais projetos sociais no Brasil?

Em tempos de apatia e individualismo crescente, voluntários e doações garantem a manutenção de projetos sociais pelo país todo.

Esses projetos abrangem os mais diversos públicos, na promoção de serviços básicos, que vão desde o cuidado na primeira infância, a educação e capacitação de jovens e adultos para o mercado de trabalho e a promoção da cultura e do esporte dentro e fora do ambiente escolar.

Criar e operacionalizar um projeto social, porém, exige mais do que uma boa ideia.

É preciso entender os diversos modelos de organização existentes para definir qual mais bem se encaixa aos objetivos que desejam ser alcançados.

Aliás, esses objetivos precisam estar bem desenhados, e devem dialogar com a realidade das pessoas que se busca atender, entregando à população os serviços que ela de fato necessita.

O financiamento das iniciativas também deve estar definido adequadamente, de modo que a organização não acabe criando novos problemas e eventuais dívidas para seus voluntários.

No Brasil, projetos sociais podem receber verba governamental, o que acontece por meio de editais e leis de incentivo à cultura e educação, além de contar ainda com capital privado, recebendo doações de pessoas físicas e jurídicas.

Projetos sociais esportivos

Foco de muitos projetos de integração social, o esporte tem o potencial de mudar a realidade e jovens ao oferecer uma ocupação longe do mundo do crime, além de ensinar lições importantes sobre trabalho em equipe, respeito à hierarquia, disciplina e perseverança.

O Instituto Bola pra Frente é um bom exemplo de entidade que usa o esporte como ferramenta de promoção social.

Fundado em 2000 pelo ex-jogador Jorginho, o projeto atende hoje mais de 450 jovens entre 6 e 17 anos que podem desfrutar de aulas de futebol, vôlei, música, inglês, entre outros, no contraturno escolar.

Com abordagem semelhante, o Instituto Neymar Jr. é uma associação sem fins lucrativos que atende famílias carentes na Praia Grande (SP).

A entidade recebe jovens de 7 a 17 anos que residem em áreas de risco ou socialmente vulneráveis, e foca suas atividades na prática esportiva, oferecendo ainda serviços médicos, bibliotecas e outras atividades culturais a seus beneficiários.

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Projetos sociais para comunidades carentes em SP

A capital paulista é uma das cidades brasileiras em que os projetos sociais fazem mais diferença, justamente por ser a maior do país.

Fundado em 2013, o Entrega por SP ganhou destaque na mídia por atender uma comunidade totalmente desamparada, que é a população que mora na rua.

O grupo de 120 voluntários se reúne uma vez por mês para rodar por São Paulo, da Zona Leste à Zona Sul da cidade, realizando a entrega de cobertores.

Durante a madrugada, eles abordam as pessoas nas ruas com kits básicos, o que inclui produtos de higiene pessoal, água e alimentos.

De origem chilena, a Teto chegou em São Paulo reunindo estudantes que desejam ajudar na construção de casas em comunidades de pobreza extrema e que não possuem nenhuma estrutura de saneamento.

A organização atua por aqui desde 2007 e conta hoje com 900 voluntários fixos, se fazendo presente em pelo menos cinco estados brasileiros.

Ao todo, 25 comunidades já foram atendidas no país, com pelo menos oito ações realizadas anualmente na capital paulista, como foi o caso da Vila Nova Esperança e Jardim Palanque recentemente.

Ainda no auxílio à moradia, a Casa 1 é uma organização paulista fundada em 2017 para abrigar LGBTs que foram desamparados pela família e amigos por conta de orientação sexual.

Além de uma casa de abrigo temporário para 20 pessoas que não têm onde morar, a instituição mantém também um centro cultural com aulas profissionalizantes, atendimento psicológico gratuito e uma biblioteca comunitária.

Mesmo com as recentes dificuldades financeiras, a casa continua aberta, contando com a ajuda de mais de 250 voluntários desde a sua inauguração.

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Quais os principais projetos sociais no mundo?

Pelo mundo, são diversos os exemplos de projetos sociais que trabalham para melhorar a vida de pessoas e comunidades inteiras.

Com caráter multinacional, eles são muito úteis para levar ajuda humanitária de países mais ricos para aqueles mais pobres, assim como afetados por conflitos ou mesmo por desastres naturais.

Esse é o perfil, por exemplo da Médicos Sem Fronteiras (MSF), instituição francesa fundada em 1971, que leva serviços de saúde até comunidades de alta vulnerabilidade, vítimas de guerras, de surtos epidemiológicos ou de tragédias ambientais.

Criada por um grupo de médicos e jornalistas, a organização sem fins lucrativos está hoje presente em mais de 70 países.

Dentre seus focos de ação nos últimos anos, destacam-se a o terremoto do Haiti (2011), a Guerra da Síria (2011) e a epidemia de ebola na África (2014), entre outros eventos.

Com foco no desenvolvimento econômico, a BRAC foi fundada em 1972 com objetivo de garantir os direitos humanos por meio do empoderamento social das mulheres de Bangladesh.

Atualmente, a organização atende outros 10 países da África e Ásia, somando um número aproximado de 150 milhões de beneficiados durante os anos.

Voltado para assistência a refugiados, o Danish Refugee Council foi criado em 1956 e já ajudou mais de um milhão de pessoas até os dias de hoje.

A organização conta hoje com um time de 7 mil colaboradores dedicados a entregar ajuda de emergência e garantir que famílias de refugiados consigam recuperar uma existência digna.

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Outros exemplos de projetos sociais no Brasil e no mundo

De volta ao Brasil, a Rede Marista de Solidariedade (RMS) é um dos grandes nomes, atuando na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Mantida pelo Grupo Marista em parceria com o poder público e organizações da sociedade civil, a iniciativa gerencia 23 unidades que oferecem educação integral e projetos de solidariedade para jovens em vulnerabilidade social.

Uma das ações mais famosas e tradicionais do país, o Programa Criança Esperança foi lançado em 1986 por iniciativa da Rede Globo e conta com uma parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 2004.

Em 2018, foram mais de 80 instituições brasileiras beneficiadas com as doações que vieram de todo o país.

A campanha é responsável por arrecadar as doações para projetos sociais, que são escolhidos por meio de um edital público, divulgado sempre com um ano de antecedência.

Estabelecida desde 1956, a Fundação Bradesco é outra veterana que segue na luta para garantir educação gratuita e de qualidade para crianças, adolescentes e adultos carentes.

Pioneiro no investimento social privado no Brasil, em 2018, o projeto esteve presente em 40 escolas por todo o país, atendendo 94 mil alunos de diversas idades.

No mesmo ano, foram investidos pela fundação R$ 606,9 milhões, somando-se um montante de R$ 6,9 bilhões gastos em educação e inclusão social em todos seus anos de atuação.

No âmbito internacional, a já citada UNESCO é o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pelo relacionamento com as organizações da sociedade civil e projetos sociais que buscam promover e proteger os direitos humanos.

No site, é possível conferir uma lista de ONGs que atuam em parceria com a UNESCO.

Já uma das maiores organizações mundiais dedicadas exclusivamente a população carente de zonas rurais, a Barefoot College existe desde 1972.

Desde sua fundação, a ONG já atuou em 96 países, instalando painéis solares e levando energia elétrica sustentável pela primeira vez para um milhão de pessoas.

O trabalho da organização foca ainda na distribuição de alimentos e água, no fomento à educação e o empoderamento econômico de mulheres e suas famílias.

E para trazer mais um exemplo de projeto esportivo relacionado ao esporte, cabe destacar um de atuação internacional.

A Fundación Leo Messi foi criada pelo jogador de futebol que dá seu nome com o intuito de apoiar jovens carentes que precisam de algum tratamento de saúde caro, mas não podem pagar.

A inspiração da fundação foi o próprio Messi, que em sua infância passou uma situação semelhante à das crianças atendidas.

O projeto social atua principalmente na promoção da educação, e constrói centros esportivos em diversos países por acreditar que o esporte age como importante ferramenta de integração desses jovens na sociedade.

Qual o real impacto dos projetos sociais?

Desde 1948, sabemos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU que alimentação, moradia, segurança, saúde e educação são direitos básicos para a vida e dignidade humana.

Ainda assim, pessoas pelo mundo todo continuam tendo dificuldade em acessar esses direitos, seja por viverem em um país que não reconhece os preceitos da declaração, ou por viverem refugiados em um país estrangeiro, escondidos na ilegalidade.

Nesse sentido, o trabalho de entidades filantrópicas, ONGs e projetos sociais tornou-se fundamental para garantir o mínimo de dignidade a uma população que vive nas sombras, em extrema vulnerabilidade.

Com atuação prevista desde o início da ONU, as organizações da sociedade civil têm um papel fundamental, amparando pessoas em espaços nos quais o Estado não consegue chegar, ou até mesmo sequer existe.

Projetos Sociais da FIA

A FIA, ciente da sua responsabilidade como entidade educacional,  organiza dois importantes projetos sociais, sem nenhuma verba governamental, e que têm assumido grande importância por sua ação na área de educação para jovens e executivos. Esses dois projetos são coordenados pelo Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento (PROCED) da FIA.

O CAP Jovem, Programa de Capacitação de Jovens da fundação foi criado em 2002 com objetivo de ajudar estudantes oriundos de famílias de baixa renda da rede pública de ensino a serem aprovados em processos seletivos, vestibulares, de universidades públicas e também privadas.

O CAP Jovem é um tipo de cursinho totalmente gratuito e conta com diversos parceiros da iniciativa privada para proporcionar condições adequadas de aprendizagem aos jovens que recebem aulas e materiais, Sistema de Ensino Poliedro, alimentação, café da manhã, almoço e lanche da tarde, vale-transporte, uniforme e orientação psicopedagógica e psicológica.

São exemplos de sucesso os diversos alunos que ingressaram em cursos muito concorridos, como administração, engenharia, direito e medicina da USP, Unicamp, Unesp entre outras universidades, além de outros diversos cursos.

Outro projeto de relevância e com grande reconhecimento é o CAP Executivo FIA, Programa de Aperfeiçoamento Profissional da FIA foi criado há 12 anos, em parceria com a Associação Beneficente Anhembi – ABA e objetiva capacitar executivos que estejam desempregado há pelo menos 4 meses.

A programação do curso tem auxiliado esses profissionais no reingresso no mercado de trabalho a até a desenvolverem projetos de empreendedorismo como um negócio próprio.

O curso é praticamente uma pós-graduação, contando com mais de 250 horas de aula ao longo de dois semestres. Com um corpo docente formados por professores voluntários dos cursos de MBA e pós-graduação da FIA, o curso oferece bolsas de 100% patrocinadas pela fundação, pela ABA e pelos próprios professores.

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Conclusão

Os projetos sociais não são nenhuma novidade, mas, com o passar dos anos, sua importância se tornou cada vez maior.

Organizados de forma independente e autogerida, eles trabalham para garantir os direitos básicos e assistência social de populações desamparadas ou afetadas por crises humanitárias.

Ainda que tenham financiamento público ou privado, são fundações e organizações sem fins lucrativos que têm a transformação do mundo em um lugar melhor como objetivo principal.

O trabalho, na maior parte do tempo, fica por conta dos times de voluntários, que se doam para melhorar a vida de pessoas que muitas vezes nem conhecem.

Vale dizer que o maior combustível desses projetos é a vontade humana de fazer o bem.

E assim seguem, trabalhando para que todos no planeta tenham oportunidade e acesso a serviços essenciais para manterem uma existência digna.

Que tal compartilhar este artigo para que mais pessoas possam conhecer importantes projetos sociais ao seu alcance?

Também deixe seu comentário para lembrar de outras iniciativas não citadas no texto.

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