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MVP: o que é, importância e como fazer [Passo a Passo]

MVP

MVP ou Produto Mínimo Viável é um conceito que nasceu no contexto do mercado de inovação e startups, mas ganhou o mundo.

Prático e versátil, ele rapidamente saiu do universo da tecnologia para ser aplicado por empreendedores de diversas áreas, chegando até grandes companhias.

Inclusive, pode ser bastante útil se você estiver pensando em lançar um novo negócio, produto, serviço, ou mesmo tirar um projeto pessoal do papel.

Colocando o MVP em prática, será possível testar os pontos principais da sua ideia, com vantagens como agilidade e custos reduzidos.

Interessado? Então, continue lendo este artigo ou avance para um dos tópicos a seguir.

  • O que significa o MVP?
  • Qual é o objetivo do MVP?
  • Qual a importância do MVP para o sucesso de um produto
  • MVP só é útil para startups?
  • Conheça os 6 tipos de MVP
  • Como definir e testar um MVP [Passo a Passo]
  • 3 erros que você não pode cometer ao criar um MVP
  • E se o MVP provar que a ideia não é boa?
  • Casos de sucesso: 4 exemplos de MVP em empresas famosas.

Boa leitura!

O que significa o MVP?

MVP é a sigla que representa o Mínimo Produto Viável – em inglês, Minimum Viable Product.

De um jeito simples, podemos definir o MVP como uma versão enxuta de uma solução, que contém apenas suas funcionalidades básicas.

Pode ser um software, serviço, produto físico ou digital.

O importante é que o MVP seja uma versão funcional, que permita que um pequeno grupo de clientes faça testes e dê sua opinião.

Assim, o lançamento em si só ocorre depois que a versão de testes for aprimorada, o que aumenta as chances de sucesso e aderência no mercado.

Qual é o objetivo do MVP?

Desenvolver um MVP, geralmente, tem dois objetivos:

  • Testar a viabilidade de uma ideia
  • Reduzir os recursos investidos para o lançamento de uma solução.

O primeiro ajuda o empreendedor ou gestor a verificar se um produto ou serviço resolve o problema do consumidor.

O povo brasileiro é conhecido como extremamente criativo, e a criatividade é um ingrediente essencial para a inovação e construção de negócios promissores.

Porém, dados do IBGE mostram que mais de 20% das novas empresas no país fecham as portas em menos de um ano depois de sua inauguração.

Dificuldades na gestão e planejamento contribuem para esse quadro, incluindo altos investimentos em ideias que ainda não foram testadas.

Isso é compreensível porque, quando temos uma ideia que consideramos diferenciada, a última coisa que queremos ouvir é que ela não atende às expectativas do mercado.

Daí a razão para muitos empreendedores não considerarem elaborar um MVP e coletar avaliações antes de lançar seu produto e sua empresa.

Uma vez que já estejam no mercado, caso o feedback dos clientes seja negativo, é complicado levantar mais dinheiro e ter disposição para reformular o produto ou começar tudo do zero.

Então, o produto é descartado e o empreendimento fechado, para que não dê mais prejuízo.

Apostar no MVP previne esse cenário, uma vez que prepara e estrutura o empreendedor para qualquer tipo de resposta do público.

Explicamos isso melhor no próximo tópico.

Qual a importância do MVP para o sucesso de um produto

MVP
Qual a importância do MVP para o sucesso de um produto

Ao lançar uma nova solução, toda empresa corre alguns riscos por causa de fatores imprevisíveis do mercado, como crises, concorrência e não aceitação do produto.

No caso das startups, esses riscos são maiores, pois elas trabalham com inovações que são, muitas vezes, disruptivas, ou seja, que rompem com os padrões atuais.

A saída, então, é diminuir a imprevisibilidade.

Em outras palavras, é preciso obter um retorno prévio do público-alvo sobre um produto ou serviço, antes de investir grandes quantias em uma versão aperfeiçoada.

É aí que entra o conceito do MVP.

Imagine que você queira começar um negócio focado na venda de camisetas estampadas com o desenho que o cliente quiser, na hora que ele pedir.

Seu sonho é ter uma sede física para entregar as encomendas com agilidade e conversar cara a cara com os consumidores.

Em uma análise rápida, três coisas podem acontecer: seu produto ser bem aceito e vender muito, ter vendas medianas, que cubram os investimentos, ou ter prejuízo.

Se você apostar todas as fichas e abrir a estamparia express, corre o risco de arcar com custos altos, com aluguel, contas fixas, material e máquinas.

Mas e se, em vez de partir para o lançamento, você experimentasse uma versão reduzida da sua ideia?

Poderia, por exemplo, começar sem alugar um local físico, anunciando seu serviço para os contatos do WhatsApp, agendando e entregando os produtos na frente de sua casa ou em uma praça próxima.

Essa seria sua versão de testes ou MVP.

Ainda que a ideia não tenha aderência do público em um primeiro momento, você pode colher os feedbacks para aprimorar o serviço e abrir a estamparia com uma solução mais adequada, reduzindo as chances de prejuízo.

Talvez, conclua até que sua empresa funciona melhor online, e passe a priorizar esse canal.

Repare o potencial do MVP, que aproxima a ideia daquilo que o consumidor deseja e preserva a maior parte do valor que seria investido sem que o negócio fosse validado pelos clientes.

MVP só é útil para startups?

É fato que existe um laço entre o MVP e as startups, porque ele nasceu dentro da cultura desse tipo de empresa.

O termo Minimum Viable Product tem origem no livro Lean Startup (Startup Enxuta), escrito por Eric Ries para abordar práticas que aumentam a eficiência dessas empresas.

O raciocínio Lean tem como propósito acabar com os desperdícios e enxugar custos, tempo e material utilizados para construir um novo produto, sem deixar a qualidade de lado.

Considerando que o lançamento de uma solução requer, por vezes, o investimento de altas somas, sem qualquer garantia de retorno, uma das estratégias de Ries é construir o produto com o mínimo de recursos possível.

Essa dinâmica permite que ele seja testado e melhorado até ter a aceitação necessária para ser lançado no mercado.

Faz sentido que o MVP tenha sido concebido nesse contexto, pois as startups estão habituadas aos processos de inovação, que preveem falhas rápidas para aperfeiçoar as soluções.

No entanto, o conceito se expandiu e passou a ser adaptado para diferentes finalidades, incluindo novos negócios de todos os tamanhos e setores.

Hoje em dia, o MVP faz parte da estratégia de empreendedores individuais a grandes companhias.

Ele pode, inclusive, te ajudar a tirar um projeto pessoal do papel, como uma viagem longa.

Tente começar com um passeio ou uma viagem mais curta para, em seguida, aperfeiçoar seu roteiro e planejamento.

Conheça os 6 tipos de MVP

MVP
Conheça os 6 tipos de MVP

Apesar de partir de uma mesma concepção, o formato MVP pode aparecer em diferentes modalidades, de acordo com as necessidades da empresa ou do empreendedor.

As características do produto e a verba inicial disponível são outros pontos que devem ser levados em conta na escolha do tipo de MVP.

Veja, abaixo, detalhes sobre os mais populares.

MVP Protótipo

Ideal para softwares e funcionalidades complexas, o protótipo é um exemplar funcional da solução, entregue a um público seleto para colher suas avaliações sobre os diferenciais e pontos a melhorar.

Por ser mais completo e se parecer com o produto final, esse tipo de MVP costuma sair mais caro em relação à maioria dos demais.

MVP Duplo

É uma modalidade baseada nos testes A/B – aqueles em que duas versões de uma solução são oferecidas simultaneamente para comparar qual delas tem maior aceitação.

Assim que o público acessa o site ou plataforma correspondente, é direcionado, de modo automático, para uma das duas versões.

O MVP duplo exige ainda mais investimento que o protótipo, já que implica na criação de duas versões diferentes.

Porém, é uma ferramenta excelente para customizações e validação de uma função relevante do produto.

MVP Mágico de Oz

O nome curioso se refere à entrega da solução que, inicialmente, é feita por pessoas atuando por trás das cortinas.

O MVP Mágico de Oz é recomendado para serviços que envolvem a automatização, pois permite seu teste sem a contratação dos softwares necessários, que podem custar caro para o empreendedor.

Então, em vez de oferecer uma versão automatizada, ele fornece um MVP no qual pessoas reais fazem o papel das máquinas.

Para ficar mais claro, imagine um serviço que automatiza a transcrição de documentos impressos, agilizando a sua digitalização de forma simples.

Durante o período de validação, esses arquivos podem ser transcritos manualmente, dispensando gastos com um programa que lê e transcreve textos.

MVP Concierge

Esse formato ganhou o nome Concierge por ofertar uma solução altamente personalizada para um pequeno grupo de consumidores.

Serve para reforçar a ideia de um atendimento exclusivo que, mais tarde, também deverá ser reforçado pela automatização.

MVP Piecemeal

Alternativa para quem está com o orçamento apertado, o Piecemeal se concentra na experimentação através de plataformas gratuitas que já existem.

Uma empresa que esteja pensando em lançar um serviço de armazenamento em nuvem diferenciado, por exemplo, pode criar um MVP a partir do Google Drive, adicionando algumas comodidades aos clientes.

MVP Single Featured

Idealizadores que tenham bastante clareza sobre a funcionalidade principal de sua solução se beneficiam desse tipo de MVP.

Isso porque o Single Featured exige a entrega de uma versão que tenha somente função.

Caso ela seja aceita, mais mecanismos podem ser acrescentados e testados aos poucos, otimizando os investimentos necessários.

Como definir e testar um MVP [Passo a Passo]

Comentamos, acima, que existem diferentes tipos de MVP, o que interfere no seu processo de criação e testagem.

Mas há algumas etapas que podem ser úteis para diversas modalidades.

Abaixo, trazemos um passo a passo baseado nos conselhos do consultor da ThoughtWorks e autor do livro “Direto ao Ponto”, Paulo Caroli.

Passo 1: Forme uma equipe

Ok, a ideia inicial pode ser sua, mas ela precisa de diferentes tipos de visão para se tornar realidade.

Mesmo que você não tenha funcionários de fato, é inteligente juntar pelo menos três pessoas:

  • Alguém com visão de negócios, para avaliar a viabilidade financeira
  • Alguém que pense em como o produto será utilizado (de preferência, com conhecimento em design thinking)
  • Alguém que consiga idealizar a engenharia do produto ou serviço, incluindo sua oferta em larga escala.

Passo 2: Defina sua solução

Um jeito simples de fazer isso é completando as lacunas na frase:

Voltado para _______, o _______ é um _______ que _______, diferentemente de _______.

O primeiro espaço corresponde ao público-alvo.

O segundo, ao nome dado à solução (pode ser provisório).

O terceiro deve ser completado com a definição sobre a solução, se é produto ou serviço, se é uma plataforma, peça de roupa, um eletroeletrônico, etc.

O quarto informa sua principal vantagem.

E o quinto, qual o diferencial em relação à concorrência.

Passo 3: Crie personas

Olhando de forma geral para o mercado no qual a sua solução se insere, faça um ou mais recortes para extrair a que nicho ele atende.

Assim, você terá informações gerais para criar uma ou mais personas, que são perfis fictícios que representam seu cliente ideal.

Informe a idade, profissão, onde mora, estado civil, interesses e gostos para aproximar o target da sua solução.

Inclusive, você poderá contatar indivíduos que tenham essas características para testar o seu MVP.

Passo 4: Elimine os excessos

Considerando os interesses do público e o problema que o seu produto/serviço resolve, eleja as funcionalidades essenciais.

São elas que devem fazer parte do MVP.

Passo 5: Teste e monitore

Depois de lapidar o MVP, ele está pronto para ser liberado e testado.

Escolha, entre tipos que apresentamos no tópico anterior, o que mais se adapta à sua realidade e necessidades.

Não se esqueça de estabelecer métricas ou KPIs (indicadores de desempenho) para monitorar se a solução teve sucesso ou se precisa ser aperfeiçoada.

3 erros que você não pode cometer ao criar um MVP

MVP
3 erros que você não pode cometer ao criar um MVP

Quer acertar ao criar um MPV?

Não caia nestas três armadilhas:

1. Demorar para construir o MVP

Especialistas indicam que uma startup leve, em média, três semanas para construir o MVP.

Agilidade é importante.

2. Se preocupar demais com a aparência

Sua principal preocupação deve ser a funcionalidade, e não o design ou paleta de cores perfeita.

3. Não estabelecer ou não analisar as métricas

Jamais mande seu produto para a experimentação sem saber qual o desempenho esperado.

Depois de medir a performance, compare e avalie os dados. Eles servem como respaldo para uma decisão assertiva.

E se o MVP provar que a ideia não é boa?

No mercado atual, os consumidores estão mais exigentes e carentes por produtos/serviços que resolvam um problema ou dor.

Uma das funções do MVP é identificar se a sua ideia tem esse papel porque, caso contrário, ela não será sustentável, pois não vai conquistar muitos clientes.

Isso não quer dizer que seja uma ideia ruim.

Talvez, só não atenda aos interesses de uma parcela expressiva de consumidores, o que justificaria sua comercialização.

Então, não desanime, nem se apaixone pela primeira ideia que tiver.

Se necessário, prossiga com o processo iterativo (de testagem e aperfeiçoamento contínuo) até construir um MVP bem aceito pelo público.

Casos de sucesso: 4 exemplos de MVP em empresas famosas

Agora que já sabe como montar seu MVP, acompanhe a história de empresas que obtiveram sucesso com o uso dessa estratégia.

Pronto para se inspirar?

Dropbox

Em uma época onde o armazenamento em nuvem começava a despontar como opção para as pessoas arquivarem seus documentos com segurança, Drew Houston percebeu que havia dificuldades na sincronização.

Decidiu, então, propor um serviço muito mais intuitivo, que permitisse salvar arquivos de todos os tipos e compartilhá-los com facilidade – o Dropbox.

Porém, o conceito inovador dificultava para outras pessoas entenderem o serviço, até que Houston criou um vídeo – chamado Dropbox Demo – onde explica e mostra o funcionamento da plataforma.

A partir daí, o interesse pelo Dropbox cresceu rapidamente, fazendo dele um sucesso até hoje.

Amazon

Dirigida pelo homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, a companhia começou como um simples website que vendia livros por preços acessíveis.

Seu MVP era uma página com formato amigável, na qual havia alguns títulos e informações sobre as obras, além de um espaço para fechar a compra.

Apostar na simplicidade deu tão certo que, atualmente, o e-commerce reúne grande variedade de produtos e é famoso pelo protagonismo.

Airbnb

A empresa que conecta hóspedes a imóveis de interesse para passar alguns dias ou temporadas nasceu com os recursos de seus fundadores, Brian Chesky e Joe Gebbia.

Conquistados pela ideia de que as pessoas pagariam para ter uma experiência diferente, se hospedando em casas em vez de hotéis, eles fizeram de seu próprio apartamento um MVP.

Utilizando um site, anunciaram que o imóvel estava disponível para participantes de uma conferência na cidade de São Francisco, onde viviam.

Rapidamente, três pessoas fizeram reservas, provando que a ideia tinha potencial para conquistar os consumidores.

EasyTaxi

Uma das empresas pioneiras no ramo de aplicativos de transporte, a EasyTaxi adotou um formato de MVP Mágico de Oz.

Partindo da tese de que as pessoas usariam um app para chamar um taxista para elas, o brasileiro Tallis Gomes criou uma página na web com espaço para o usuário digitar o endereço onde se encontrava e solicitar uma corrida.

O sistema enviava um alerta para um pequeno time, que ligava para as cooperativas e chamava um táxi manualmente.

Logo, a página ganhou popularidade e o aplicativo chegou a alcançar 35 países.

Conclusão

Neste artigo, você ampliou os conhecimentos sobre o Produto Mínimo Viável, ferramenta importante para lançar soluções que realmente entreguem valor ao cliente.

Seguindo nosso passo a passo, você já pode começar a construir o seu MVP e validar sua ideia junto ao público-alvo.

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Acesse o blog da FIA para ficar por dentro de outras inovações que vão impulsionar o seu negócio.

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