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Entenda mais sobre cibersegurança, seu potencial e oportunidades de carreira

cibersegurança entenda tudo sobre profissão futuro
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Para entender a importância da cibersegurança, basta fazer uma rápida reflexão.

Quantos dados você fornece às empresas em compras online? Pense em endereço, senhas, números de cartão de crédito e mais.

Todas são informações sigilosas e que devem ser protegidas com cuidado, longe de pessoas mal intencionadas na internet.

O mesmo acontece com as informações de negócios das empresas e governos: investimentos, balancetes financeiros e planejamentos devem ser guardados a sete chaves.

É aí que entra a cibersegurança, para garantir que tais dados só estejam acessíveis a quem possui autorização para isso.

Com o armazenamento em nuvem sendo integrado à realidade de cada vez mais empresas, cresce também a demanda pela proteção, o que se reflete no mercado de trabalho.

Não por acaso, há quem aposte no profissional de cibersegurança como um dos mais requisitados atualmente, a exemplo do que afirmou neste artigo Gina Van Dijk, diretora da International Information Systems Security Certification Consortium na América Latina.

É por isso que, neste artigo, vamos explicar o que é cibersegurança, avançar no conceito e entender por que a área representa uma das profissões do futuro.

Confira os tópicos que preparamos para a sua leitura:

  • O que é cibersegurança?
  • Cibersegurança x segurança da informação: as diferenças
    • O papel da cibersegurança
    • O que é segurança da informação?
  • Cibersegurança no Brasil
  • Cibersegurança no mundo
  • Profissões do futuro e cibersegurança
  • Tipos de cargos e profissões relacionados a cibersegurança
  • Exemplos de empresas de cibersegurança
  • 5 razões para se especializar na carreira em cibersegurança
    • Há muitas vagas em cibersegurança
    • Você terá chances de trabalhar no mundo todo
    • Os salários em cibersegurança valem a pena
    • É uma área em crescimento
    • Você estará em constante evolução.

Se o assunto interessa, continue lendo!

cibersegurança o que é
Com a dependência cada vez maior da tecnologia, a cibersegurança torna-se ainda mais vital

O que é cibersegurança?

A cibersegurança é um conjunto de ações e técnicas para proteger sistemas, programas, redes e equipamentos de invasões.

Dessa forma, é possível garantir que dados valiosos não vazem ou sejam violados em ataques cibernéticos.

Esses ataques podem ter a intenção de acessar servidores, roubar senhas, sequestrar dados ou até mesmo fraudar transações financeiras.

Com frequência, porém, a cibersegurança é confundida com as práticas de segurança da informação.

cibersegurança segurança informação diferenças
Cibersegurança e segurança da informação são duas coisas diferentes

Cibersegurança x segurança da informação: as diferenças

A cibersegurança é, na verdade, uma parte da segurança da informação.

Parece confuso? Vamos explicar!

O papel da cibersegurança

A cibersegurança é voltada para softwares, hardwares e redes.

Ou seja, cuida para que a infraestrutura, o sistema da empresa não permita ataques cibernéticos.

Ela previne problemas com a gestão de informações que é feita pelas máquinas, no trânsito e armazenamento de dados entre elas.

Dessa forma, protege a informação digital armazenada ali.

Para isso, algumas dessas medidas tomadas são aplicar antivírus nas máquinas, ter cópias de segurança do que está nos servidores, criptografar dados e oferecer uma tecnologia de assinatura digital.

É o que torna mais difícil a perda de informações de forma definitiva e também afasta possíveis fraudes, por exemplo.

O que é segurança da informação?

Já a segurança da informação é um pouco mais abrangente. Ela se preocupa com a proteção de todos os dados da empresa.

Ou seja, estamos falando desde o armazenamento físico de informações até os dados que são geridos por pessoas.

Com isso, as atividades para garantir a segurança da informação são as mais variadas.

Elas passam por regras para transporte de computadores e equipamentos de trabalho, acesso remoto à rede da empresa, política de troca de senhas, garantir de que os funcionários estão usando senhas fortes e até mesmo manuais sobre quais informações podem ser fornecidas a quais pessoas.

cibersegurança brasil
A preocupação com cibersegurança no Brasil está crescendo

Cibersegurança no Brasil

Atualmente, o Brasil está entre os mais conectados do mundo.

Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento de 2017 nos colocou no quarto lugar entre os países com mais usuários na internet.

Ao todo, são 120 milhões de brasileiros online.

Outro número que chega para somar nesse cenário é de uma pesquisa do We Are Social com a Hootsuite, feita em 2018.

Os dados apontaram que os brasileiros são o segundo povo em número de horas conectadas por dia. Nós estamos ficando 9 horas e 20 minutos online diariamente – 2h38min a mais do que a média mundial.

Porém, apesar do panorama favorável para o fortalecimento dessas práticas, a cibersegurança no Brasil ainda não é uma prática muito comum.

O Instituto Ponemon fez uma pesquisa, a pedido da Websense, com quase 400 profissionais de TI e cibersegurança no Brasil, para entender como essa cultura está se desenvolvendo dentro das empresas.

Ele mostrou que 36% das equipes nunca comentaram com seus superiores sobre questões de cibersegurança.

Porém, os dados podem ser lidos por um olhar mais positivo também.

O levantamento mostrou que 75% dos profissionais acreditam que roubo de propriedade intelectual, violação de dados de clientes e perda de receita por problemas no sistema são as questões mais preocupantes da área.

Ou seja, existe uma crescente preocupação com cibersegurança.

Vale citar ainda que apenas 42% dos profissionais brasileiros pensam que as corporações investem o suficiente em cibersegurança e que 58% delas não falam com seus funcionários sobre questões relacionadas a esse assunto.

Isso significa que há espaço para um aumento nos investimentos com pessoal e tecnologia para agir contra os crimes cibernéticos.

Analisando a incidência dos crimes digitais por aqui, fica claro que essa é uma tendência para o futuro.

Em 2016, o Brasil chegou a ter 83% de crescimento nos ataques através de phishing, que levam os clientes a acessar sites maliciosos a partir de mensagens falsas por e-mail.

A média mundial, no período, era de 16% apenas.

E não para por aí: uma pesquisa da Norton de 2017 mostrou que mais de 42 milhões de pessoas foram atingidas por crimes cibernéticos no Brasil durante o ano de 2016.

Isso resultou em um prejuízo de mais de dez bilhões de dólares.

cibersegurança mundo
A cibersegurança no mundo ganha espaço, mas os números de ataques e prejuízos ainda são impressionantes

Cibersegurança no mundo

Mundialmente falando, os números relacionados a cibersegurança são melhores que no cenário nacional, mas ainda assustam.

Em 2016, quase 690 milhões de pessoas em 21 países estudados (cerca de 31% dos usuários de internet dessa amostra) foram afetados por crimes digitais.

A perda financeira por conta disso foi de cerca de 125 bilhões de dólares em apenas um ano.

O Fórum Econômico Mundial também trouxe o tema para a pauta.

Na conferência de 2018, esse tipo de crime foi taxado como o sexto maior em impacto.

A expectativa é de que esses ataques custem até 8 trilhões de dólares a empresas do mundo todo nos próximos 5 anos.

Apesar disso, há uma movimentação em curso por parte das empresas e países para tratar mais seriamente as questões de cibersegurança.

Um dos sinais dessa preocupação é o aumento de cargos de CISO nas grandes empresas.

O CISO (Chief Information Security Officer) é o responsável por definir padrões de controle de dados, implementar processos de manutenção e decidir quais serão as estratégias usadas para conter os ataques.

O próprio governo dos Estados Unidos contratou um executivo para essa posição.

Além disso, tomou medidas também para aumentar em 35% seus gastos com segurança da informação, chegando a US$ 1,9 bilhão em investimentos.

A Europa também não fica para trás quando o assunto é cibersegurança.

Países do bloco lançaram em 2018 uma lei para pressionar seus parceiros comerciais a protegerem os dados em transações entre companhias.

A lei, chamada Regulamento Geral da Proteção de Dados, obriga empresas com clientes na União Europeia a reportar aos órgãos de proteção de dados em até 72 horas qualquer ataque digital registrado.

Caso isso não seja cumprido, as multas podem chegar a 20 milhões de euros.

Como veremos no próximo tópico, esses movimentos são positivos para quem já é ou deseja se tornar um profissional de cibersegurança.

Afinal, a pressão europeia obriga empresas nos demais países a reagir e se proteger de ataques cibernéticos para se manterem internacionalmente competitivas.

cibersegurança profissões futuro
O mercado de cibersegurança precisa de profissionais e a área tem imenso potencial

Profissões do futuro e cibersegurança

Podemos dizer que já agora, no presente, os dados são os reis de qualquer tomada de decisão em uma empresa.

Não é à toa que cada vez mais a expressão big data vem sendo associada a um trabalho assertivo junto ao público-alvo de cada companhia.

Além disso, as empresas brasileiras (e por todo o mundo) estão investindo mais em cloud computing.

Segundo a projeção de mercado, a computação em nuvem deve crescer em ritmo acelerado até 2020, chegando a 94% das empresas em território nacional.

E, claro, onde tem informações trafegando e servidores sendo acionados, o profissional de cibersegurança se faz muito necessário.

O primeiro passo para se tornar um é investir em uma graduação em Tecnologia da Informação.

Porém, a cibersegurança é uma das várias áreas dentro TI.

Logo, você terá que se especializar e fazer cursos complementares.

Para isso, busque se aprofundar no universo de segurança em hardwares, pesquise cursos sobre blockchain, criptografia, segurança na nuvem e formação de redes seguras.

Vale também estudar mais sobre cibersegurança para celulares, já que esses aparelhos são responsáveis por boa parte das fraudes digitais, especialmente através de apps maliciosos.

O importante é se manter atualizado com as tecnologias que surgem a todo momento para a proteção de dados.

cibersegurança tipos cargos profissões relacionados
São várias as possibilidades de carreira que estão surgindo com o avanço da cibersegurança

Tipos de cargos e profissões relacionados à cibersegurança

Como acabamos de ver, a cibersegurança aparece com destaque entre as profissões do futuro.

Mas quais são os cargos relacionados a essa área?

Em uma rápida pesquisa, você encontra menções no mercado a posições como analista de cibersegurança, engenheiro de cibersegurança e consultor de cibersegurança.

Também cabe lembrar do cargo de CISO (Chief Information Security Officer), uma tendência fora do país, mas que logo deve aparecer com destaque nas empresas brasileiras.

Há, ainda, vagas relacionadas à segurança da informação, que, como destacamos antes, costumam ser mais abrangentes, mas também abordam a cibersegurança.

cibersegurança exemplos
É interessante conhecer duas gigantes da cibersegurança para saber o que é feito no setor

Exemplos de empresas de cibersegurança

Profissionais que já possuem a formação necessária ou desejam se especializar em cibersegurança devem estar atentos aos mercados.

Isso significa avaliar as oportunidades e também conhecer as empresas que são referência nessa área de atuação.

Para ajudar você nessa missão, separamos informações sobre duas gigantes do mercado.

São exemplos de empresas de cibersegurança que podem inspirar você em sua carreira.

ESET

A ESET é um centro de excelência em segurança tecnológica.

No momento, constrói o que virá a ser, segundo a empresa, o maior escritório de cibersegurança do mundo.

Ele ficará pronto em 2022 e será situado em Bratislava, capital da Eslováquia.

Entre as características da construção, destacamos os 25 mil metros quadrados de escritórios e a previsão de abrigar até 1.400 empregados (800 a mais do que os escritórios atuais).

Assim, os melhores profissionais da área poderão se concentrar no mesmo lugar, fornecendo soluções de cibersegurança para outras empresas.

Chronicle

A Chronicle é uma empresa irmã do Google.

Foi lançada no início de 2018, época em que muitas empresas norte-americanas vinham sofrendo ataques digitais.

Uma delas, por exemplo, foi a Sony, que teve suas redes sociais tomadas e os dados dos jogadores de PlayStation vazados.

Para lidar com esse problema, a Chronicle oferece uma vigilância sobre o nível de segurança cibernética de empresas, além de um serviço de um potente antivírus para usuários de internet individuais.

Usando de machine learning para aperfeiçoar o seu processo, a Chronicle estreou com o pé direito no mercado.

Atualmente, vem testando seus produtos em algumas das 500 maiores empresas do mundo de acordo com a Revista Fortune

ciberseguranca-5 razões para especializar carreira
Há várias razões para pensar em uma carreira na cibrsegurança. Separamos cinco

5 razões para se especializar na carreira em cibersegurança

Tem interesse na área? Ou ainda está na dúvida se segue essa carreira?

Veja cinco razões para você investir em cibersegurança para o seu futuro profissional.

1. Há muitas vagas em cibersegurança

A consultoria empresarial Deloitte estima que, até o final de 2019, mais de um milhão e meio de vagas na área de cibersegurança devem ser abertas em empresas no Brasil.

Ou seja, enquanto determinadas ocupações sofrem com o desemprego, quem escolhe a cibersegurança está em ascensão.

Outra informação útil para quem pensa em se especializar nessa área é a de que falta mão de obra especializada para assumir os cargos ofertados.

A Cybersecurity Nexus afirma que 59% das organizações de cibersegurança no mundo têm 5 candidatos competindo por cada vaga – bem abaixo da média de outras profissões.

Por fim, vale conferir os dados do Cybersecurity Workforce Study, que descobriu, em 2018, que faltavam mais de 3 milhões de profissionais de cibersegurança no mundo.

Só na América Latina, o déficit de profissionais chega a 136 mil cargos.

2. Você terá chances de trabalhar no mundo todo

Como falamos acima, faltam profissionais especializados para assumir cargos de cibersegurança, inclusive nos países mais desenvolvidos, onde essa prática já é mais comum e os investimentos são maiores.

Se trabalhar no exterior é uma meta, vale investir em um bom curso de inglês e praticar o idioma.

Isso sem falar na própria especialização na área, é claro.

Com a carência de profissionais de cibersegurança no mercado, você terá boas chances de conseguir o posto tão desejado.

3. Os salários em cibersegurança valem a pena

A oferta de vagas maior do que a demanda de bons profissionais incentiva a alta remuneração no mercado.

Isso sem falar em salários pagos em dólar ou euro, que é o caso daqueles que escolhem uma empresa fora do Brasil.

Segundo a consultoria Robert Half, no ano de 2017, os ganhos de um analista de cibersegurança, que é o patamar inicial da carreira na área, giram ao redor de R$ 3 mil mensais.

Já um gerente de cibersegurança podem contar com salários acima dos R$ 20 mil.

4. É uma área em crescimento

Quando falamos de cibersegurança, estamos nos referindo a um mercado no qual as políticas ainda precisam ser decididas e estabelecidas, tanto para empresas quanto para governos.

Ou seja, ainda está em estágio embrionário, mas com grande expectativa de crescimento.

Em boa parte, isso se justifica porque o número de ataques digitais aumenta em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Um dos casos recentes foi o de um vírus chamado WannaCry, um tipo de ransomware (vírus de resgate) que sequestrou dados em mais de 300 mil computadores em 150 países.

As empresas também estão progressivamente mais dependentes de seus sistemas internos para funcionar.

Isso sem falar que o trabalho remoto se configura aos poucos como realidade de muitas companhias, chegando a 44% das empresas no Brasil.

Combinados todos esses fatores, o que se desenha é o cenário de um futuro que irá pedir cada vez mais profissionais de cibersegurança nas empresas.

Sua função será a de garantir que os dados estejam guardados e protegidos, não importa qual ameaça apareça ou de qual país eles estejam sendo acessados.

5. Você estará em constante evolução

Para quem gosta da ideia de trabalhar com algo que ama e não quer passar o resto da vida fazendo a mesma coisa, cibersegurança é um bom caminho a se trilhar.

Afinal, os sistemas estão em constante evolução e novos crimes digitais aparecem todos os dias. Ou seja, os desafios serão constantes.

Por isso, o ideal é que o profissional dessa área seja alguém que se atualiza com frequência, criativo nas soluções, incansável para lidar com os problemas e atento aos detalhes para evitar qualquer falha no sistema.

cibersegurança conclusão
Pense em uma carreira na cibersegurança e dê o pontapé inicial investindo na sua educação

Conclusão

Agora que você tem um panorama completo de como é a área de cibersegurança, não fique para trás.

Comece a buscar cursos para se especializar na área e garantir o seu lugar nessa profissão do futuro.

Na Fundação Instituto de Administração (FIA), você conta com excelentes opções.

Clique e saiba mais:

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