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Supply Chain: o que é, desafios e dicas para otimizar a gestão

22 de dezembro 2021, 14:00

Sua empresa opera no contexto da Supply Chain?

Se sim, essa é uma boa hora de aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto.

Afinal, há uma série de players que devem ser considerados e que exercem influência direta sobre os resultados obtidos.

Dada a complexidade de se organizarem processos dentro da intrincada rede que compõe a cadeia de suprimentos, é preciso conhecer a fundo tudo o que a envolve.

Entram aí meios de produção, impostos, taxas e outros elementos fundamentais.

Operar em cenários cada vez mais complexos é o desafio que as empresas que atuam nessa cadeia devem superar.

Por isso, é muito importante estar preparado para antecipar demandas e mitigar riscos.

Avance na leitura, descubra o que está por trás do rico universo da Supply Chain e saiba como começar uma trajetória de sucesso em suas atividades produtivas.

Veja só o que você vai conferir a partir de agora:

  • O que é Supply Chain?
  • O que é Supply Chain Management (SCM)?
  • Qual a importância do Supply Chain?
  • Quais áreas o Supply Chain abrange?
  • Os benefícios do Supply Chain para a indústria
  • Como o Supply Chain funciona dentro da empresa?
  • Supply Chain e logística: qual a relação?
  • Vantagens da boa gestão do Supply Chain
  • Como fazer a gestão do Supply Chain (cadeia de suprimentos)?
  • Dicas para otimizar a gestão do Supply Chain
  • Quais os principais desafios do Supply Chain?
  • Um panorama sobre o mercado no setor de Supply Chain.

Boa leitura!

O que é Supply Chain?

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O que é Supply Chain?

Frequentemente confundida com os processos logísticos, a Supply Chain simboliza o conjunto de métodos, conceitos e formas de conduzir as operações e o fluxo de mercadorias, do produtor até o consumidor final.

Sendo assim, suas atividades partem, necessariamente, da indústria de transformação.

Embora outros elementos da cadeia produtiva também tenham participação ativa, principalmente distribuidores, é na atividade industrial que se encontra o cerne das operações.

De qualquer forma, dentro da Supply Chain, encontramos os seguintes atores:

  • Distribuidores
  • Transportadores
  • Atacadistas.

Todos esses personagens se inserem no teatro de operações de maneira estratégica, cada qual desempenhando um papel igualmente importante.

Por isso, devem ser avaliados em conjunto e ao mesmo tempo de forma isolada, a fim de se conhecer os impactos que suas ações geram e os custos envolvidos.

Os distribuidores são, em essência, aqueles que fazem a rede abastecedora acontecer.

Sem a sua intermediação, dificilmente a indústria encontraria meios para, sozinha, fazer com que seus produtos cheguem ao consumidor final.

Por essa razão, é fundamental entender como se inserem no âmbito da Supply Chain Management, conceito que iremos abordar no próximo tópico.

O que é Supply Chain Management (SCM)?

Considerando a enorme teia representada pela cadeia de suprimentos, se torna necessário encontrar ferramentas que permitam gerenciar seus processos de ponta a ponta.

Surge, então, a Supply Chain Management (SCM), disciplina que estuda meios para serem aplicados na gestão das operações.

Sua complexidade faz indispensável o uso da tecnologia, afinal, não se pode conceber a gestão de operações interligadas e de natureza distintas que prescinda dos recursos mais modernos.

Assim, a Tecnologia da Informação (TI) é, naturalmente, uma aliada desde sempre.

Graças aos recursos que coloca à disposição, é possível integrar diferentes canais de distribuição e marketing, materializando a sequência de operações logísticas.

É disso que a SCM trata: integrar as diversas fases que compõem a Supply Chain e que a colocam em um patamar evolutivo superior, se comparada com a logística.

Enquanto a primeira se ocupa de entender os fluxos que se iniciam desde as linhas de montagem, a última tem relação mais estrita, servindo para delimitar processos internos e sem contemplar outras áreas de atuação.

Exemplos de empresas que utilizam Supply Chain Management

As soluções de SCM estão, com o passar do tempo, cada vez mais modernas.

Negócios de diferentes portes entenderam a importância de contar com uma gestão da cadeia de suprimentos informatizada que acompanhe as evoluções tecnológicas e atenda, de maneira assertiva, as demandas internas e externas.

A Supply Chain Management passou a ter um caráter tão imprescindível, que, anualmente, a consultoria Gartner passou a divulgar um ranking com as 25 empresas que mais se destacam nesse processo.

No levantamento mais recente (em inglês), as cinco primeiras companhias na classificação foram:

  1. Cisco Systems
  2. Colgate-Palmolive
  3. Johnson & Johnson
  4. Schneider Electric
  5. Nestlé.

Ainda que não estejam nas primeiras colocações, Walmart (8), Nike (13) e Coca-Cola (18) possuem cases de sucesso que valem o destaque:

Walmart

Foi uma das primeiras empresas do mundo a implementar a entrega via drone, mas o modelo ainda precisa de ajustes e melhorias, pois consegue suportar apenas cargas de até 3kg e voar distâncias de, no máximo, 5,5 quilômetros.

Nike

Após investir em uma solução que faz uma análise preditiva de varejo e uma detecção de demanda, a gigante do vestuário esportivo conseguiu otimizar sua logística e garantir aos clientes entregas em até dois dias na sua sede em Los Angeles.

Além disso, a Nike já conta com o sistema de identificação via radiofrequência (RFID) em quase 100% dos seus produtos, o que ajuda que a marca tenha uma melhor gestão do seu estoque, por exemplo.

Coca-Cola

Implementou em larga escala a tecnologia de registro distribuído (DLT), que ficou famosa por seu uso com criptomoedas, e tem no blockchain o seu modelo mais conhecido.

Na prática, a DLT é um sistema de armazenamento de dados que, no caso da Coca-Cola, é utilizado para otimizar as transações entre fornecedores e engarrafadores da bebida.

Qual a importância do Supply Chain?

Supply Chain: o que é, desafios e dicas para otimizar a gestão
Qual a importância do Supply Chain?

Sem uma cadeia de suprimentos bem estruturada, seria impossível manter o padrão de vida nos moldes atuais, tampouco viabilizar o acesso a bens e serviços.

Como já destacamos, o conceito de Supply Chain está vinculado a processos logísticos, embora não se restrinja apenas a esse tipo de operação.

Não surpreende, portanto, que o foco principal das atividades que engloba esteja no transporte.

Distribuir mercadorias é talvez a fase mais importante na integração de canais de produção.

É por isso que os custos da distribuição, em alguns casos, são maiores até do que os da produção em si.

Inclusive, há estudos que sugerem que só o transporte de mercadorias e bens chega a representar até 12% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Para atacadistas, mas principalmente para varejistas, quanto menores forem os custos percebidos junto aos intermediários, maiores serão suas vantagens competitivas.

Contudo, nem sempre dá para eliminar os agentes que tornam possível a chegada de produtos industrializados ao consumidor final.

Quase como um “mal necessário”, cabe ao comércio superar diariamente o desafio de encontrar formas mais baratas de operar e que envolvam o mínimo risco.

Quais áreas o Supply Chain abrange?

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Quais áreas o Supply Chain abrange?

A multidisciplinaridade que caracteriza a Supply Chain é evidenciada pelas diversas áreas, elementos e especialidades que compõem suas etapas.

Nesse sentido, podemos destacar:

  • Pessoas
  • Modais de transporte
  • Dados
  • Equipamentos
  • Documentos
  • Insumos
  • Organizações/Empresas.

A interdependência de cada uma dessas áreas é o que faz da Supply Chain uma extensa rede, que, para ser corretamente interpretada, exige análise detida sobre dados e elevada capacidade analítica.

Portanto, não se pode conceber a cadeia de suprimentos sem entender como os modais de transporte se integram aos outros agentes.

Igualmente importante é contextualizar os recursos humanos dentro das operações, desenvolvendo novos métodos de treinamento, aperfeiçoamento e gestão de pessoas, de forma a otimizar resultados.

Os benefícios do Supply Chain para a indústria

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, não são apenas as empresas de maior porte, como as que trouxemos nos exemplos mais acima, que têm a ganhar com o Supply Chain.

Qualquer empresa pode desfrutar das vantagens que uma cadeia de suprimentos bem gerenciada pode trazer, inclusive a sua.

Separamos a seguir alguns dos principais benefícios que comprovam que essa afirmação é correta.

Diminuição dos custos operacionais

O Supply Chain ajuda a tornar os processos mais organizados e uma das principais consequências disso é identificar situações que podem ser feitas de outra forma e melhor.

Por exemplo, quando uma empresa decide investir em um centro de distribuição (CD) terceirizado para sua operação logística ao invés de manter um estoque nas suas dependências, ela corta custos operacionais de armazenamento.

Além disso, a mudança faz com que se respeite mais a vida útil dos produtos, impedindo que eles fiquem expostos durante muito tempo em condições inapropriadas, o que, por sua vez, geraria mais gastos.

Aprimoramento de serviços

Muitas vezes, o corte de gastos não é acompanhado da melhora dos serviços.

Se diminui despesas operacionais, mas não há um ganho na outra ponta, o que faz o gestor se questionar se a mudança, de fato, valeu a pena.

Com o Supply Chain não funciona assim.

Otimizar processos é uma via de mão dupla, que inclui o corte de custos sim, mas também agrega melhorias.

Utilizando, novamente, o exemplo dos CDs, mudar o procedimento de logística também faz com que os envios sejam mais rápidos.

Afinal, a transportadora ou a equipe responsável pelo setor não vai precisar procurar o produto em meio a uma série de outros itens no armazém, pois o pedido já vai ser entregue pelo fornecedor de forma mais direta.

Maior eficiência

É o resumo das duas vantagens anteriores.

Quando uma empresa só corta custos, ela tem economia.

Quando ela continua gastando muito, mas consegue melhorar o seu serviço, ela tem um nível de aprimoramento.

Agora, quando ela alia a economia com o aprimoramento, temos uma maior eficiência, que pode ser encarada como o principal objetivo do Supply Chain.

É a chamada melhoria contínua.

Integração de setores

Como mostramos, vários setores fazem parte de uma cadeia de suprimentos, mas de nada adianta essa participação se eles não tiverem uma integração entre si.

O foco de qualquer estratégia de Supply Chain deve ser a multidisciplinaridade.

Essas áreas distintas precisam se complementar como verdadeiros elos de uma corrente, de forma que não se crie uma lógica complexa, mas alinhada.

Por exemplo, se a equipe de logística não passar as rotas corretamente para o time de transportes, vai acontecer um problema com a entrega do produto.

Ou seja, é preciso ter uma comunicação muito bem afinada entre todos os departamentos para que os problemas sejam diminuídos.

Aumento da competitividade

À medida que a cadeia de suprimentos começa a se tornar mais eficiente e o consumidor final percebe os impactos dessa mudança, a empresa se destaca perante à concorrência e novas estratégias podem ser traçadas.

A organização pode planejar voos mais altos e, a partir de um bom planejamento, levando em conta diversos cenários, assumir novas demandas.

Quem sabe não é a hora de aumentar a sua frota de transporte? Ou quem sabe investir em uma nova fábrica em lugar estratégico?

Um Supply Chain eficaz pode permitir objetivos mais ousados.

Maior lucro

É comum querer olhar para fora em busca do crescimento.

Afinal, é no ambiente externo que está o cliente, a principal razão de ser de um negócio, e consequentemente quem “sustenta” a empresa.

No entanto, para impactar o seu público, é preciso, primeiro, olhar para dentro, e é justamente isso que a Supply Chain propõe: um rearranjo interno para alcançar os objetivos de maneira mais sustentável.

Ao cortar gastos, renegociar contratos com fornecedores e trazer melhorias nos processos, a organização passa a ter uma maior margem de lucro.

Como o Supply Chain funciona dentro da empresa?

Talvez o cliente não saiba, mas o produto que ele compra passa por uma série de processos antes de ser entregue.

A empresa não compra simplesmente a mercadoria e repassa para o consumidor final.

Se ela quiser, de fato, ter um controle sobre a qualidade do seu serviço e garantir um bom retorno, é preciso ir além.

O primeiro ponto é conhecer bem o que está vendendo ‒ e aqui não estamos falando apenas das especificações técnicas, mas também sobre o ciclo de vida dos produtos.

Todo produto tem um pico maior de procura em determinado período do ano, por exemplo.

Alguns, inclusive, são sazonais ou possuem uma perecividade mais baixa, necessitando uma atenção maior.

Ainda há a relação com os fornecedores, que precisa ser pautada pela confiança e ter prazos bem transparentes.

Ou seja, o Supply Chain dentro de uma empresa possui um funcionamento que tem as suas complexidades, mas cabe à gestão da cadeia de suprimentos saber conduzir essas diferentes etapas.

Abaixo, o caminho, de ponta a ponta, com as principais fases desse processo:

  • Compra da matéria-prima para a produção do produto
  • Orçamento com fornecedores para chegar a melhor oferta
  • Fabricação do produto
  • Armazenagem da mercadoria
  • Venda
  • Entrega
  • Troca ou devolução do pedido
  • Contato via SAC com os consumidores
  • Recebimento de avaliações e feedbacks dos clientes.

Supply Chain e logística: qual a relação?

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Supply Chain e logística: qual a relação?

Já tangenciamos a relação entre Supply Chain e Logística, no entanto, é importante estabelecer de forma ainda mais clara as diferenças entre cada um dos segmentos e como se relacionam no contexto operacional.

Embora pareçam, não são sinônimos, apesar de, em certos casos, suas atribuições de fato se assemelharem.

Por processo logístico se pode entender todo aquele que consiste em transportar materiais ou pessoas de um ponto a outro e os dados relacionados a esse transporte, assim como seu posterior armazenamento.

Já a cadeia de suprimentos envolve, além do transporte, toda a parte estratégica e de inteligência, fundamental para o sucesso das operações.

Tudo isso aplicado a áreas distintas.

Seria mais ou menos como se a logística fosse um dos componentes da Supply Chain, ainda que possa ser tomada como uma especialidade autônoma e com dinâmica própria.

Logo, é possível compreender o funcionamento das operações logísticas sem considerar a cadeia de suprimentos, enquanto o contrário não seria possível, dado que a logística é parte indissociável da Supply Chain.

Vantagens da boa gestão do Supply Chain

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Vantagens da boa gestão do Supply Chain

Não é novidade para ninguém que um grande desafio para atacadistas e varejistas em geral está na redução dos custos com distribuição.

Essa distribuição envolve múltiplos canais, cada um representando um custo operacional que pode ser maior ou menor, dependendo do contexto.

No caso do Brasil, a gestão das operações na cadeia de suprimentos é ainda mais desafiadora.

Os players envolvidos precisam lidar com diversos entraves, como:

Assim, a gestão da Supply Chain ganha ainda mais relevância, até porque os riscos envolvidos no transporte e estocagem de mercadorias é alto, principalmente nos grandes centros urbanos.

No Rio de Janeiro, por exemplo, são registrados, em média, 23 roubos de carga por dia, o que fatalmente encarece o preço final dos produtos ao consumidor.

No entanto, os desafios não se restringem a tornar as operações menos expostas à ação de criminosos.

O modelo de transporte de carga brasileiro, defasado em sua essência, privilegia o trânsito rodoviário em detrimento de modais mais ágeis e baratos, como o marítimo e fluvial.

O transporte pelas estradas em si não é um problema, desde que seja feito em distâncias curtas e médias.

Contudo, em um país de dimensões continentais como o Brasil, transportar materiais pelas estradas em longas distâncias é um contrassenso.

Além disso, o estado de conservação ruim das estradas praticamente inviabiliza o transporte rodoviário em algumas regiões.

Tomando esses problemas como referência, torna- se ainda mais importante desenvolver formas de gerir com eficiência a Supply Chain.

Quem tiver sucesso em superá-los certamente estará em vantagem perante os concorrentes.

Como fazer a gestão do Supply Chain (cadeia de suprimentos)?

Supply Chain: o que é, desafios e dicas para otimizar a gestão
Como fazer a gestão do Supply Chain (cadeia de suprimentos)?

Tendo em vista a complexidade das operações dentro da cadeia de suprimentos, fazer a gestão implica ir além dos processos logísticos, por mais importantes que sejam.

Em se tratando da Supply Chain, é necessária uma visão ainda mais ampla dos processos e agentes envolvidos, que consiste em:

  • Compra de materiais e insumos
  • Detecção e seleção de fornecedores
  • Desenvolvimento e fabricação de produtos
  • Transporte de mercadorias e insumos
  • Gerenciamento do fluxo diário de materiais
  • Coordenar as interações entre fornecedores, distribuidores e clientes
  • Estabelecer e manter canais de comunicação efetivos.

Dentro de uma mesma empresa, diversos setores devem operar em sinergia para que as etapas da cadeia de suprimentos possam se realizar com o máximo de eficiência.

Os principais deles são:

Recursos humanos

Não se pode formar uma rede de produção e distribuição sem pessoas qualificadas e capazes de levar adiante os muitos processos envolvidos.

Por isso, um setor de RH que seja capaz de recrutar, formar e aperfeiçoar profissionais para atuar na Supply Chain é imprescindível.

Estoque

Um dos setores mais importantes dentro das operações logísticas inseridas na cadeia de suprimentos é o de estoque.

Adotar ferramentas de gestão que permitam o controle do fluxo de produtos armazenados é a chave para o sucesso, uma vez que reduz os custos operacionais, assim como as perdas em razão da perecibilidade ou do giro baixo de certas mercadorias.

Marketing

Outro setor fundamental para o sucesso das operações é o de marketing.

Afinal, são as ações pautadas na sua estratégia que podem garantir que os consumidores vão chegar aos produtos e vice-versa.

Seria um esforço inócuo produzir e distribuir mercadorias sem que, antes disso, o marketing não tenha “preparado o terreno” para que cheguem ao cliente final.

Vendas

Uma força de vendas bem treinada e capaz de superar objeções é também muito importante no contexto da Supply Chain.

Enquanto o marketing se ocupa de aspectos mais estratégicos e nem sempre de aplicação imediata, cabe ao setor de vendas fazer a ligação direta com o consumidor. 

Em resumo, são os profissionais que estão na linha de frente.

Tributário / Contábil

Não se pode jamais ignorar o fato de que o Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo.

O peso dos impostos e tributos representa uma fatia polpuda dos custos de distribuição.

Portanto, é necessário integrar aos esforços nas operações a parte de planejamento tributário, aliado à assessoria contábil.

Compras

Por último, mas não menos importante, o setor de compras é elemento decisivo para garantir uma margem de lucro mais alta.

São os profissionais desse setor que fazem contato direto com os distribuidores, logo, também se revelam fundamentais para definir o quanto as suas vendas serão lucrativas.

Dicas para otimizar a gestão do Supply Chain

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Dicas para otimizar a gestão do Supply Chain

Agora que você já sabe como funciona a gestão do Supply Chain, separamos algumas dicas para que a sua cadeia de suprimentos possa passar por uma otimização. 

Confira:

Mapeie as etapas da cadeia de suprimentos

Quando você sabe exatamente o que se passa em cada fase da cadeia de suprimentos, fica muito mais fácil notar o que está funcionando e o que não está.

Ao identificar os gargalos, por exemplo, é possível investir em melhorias e, a partir de uma manutenção preditiva, evitar que eles voltem a acontecer.

Mantenha uma gestão centralizada

Ainda que seja importante a participação de todas as áreas envolvidas no Supply Chain, a gestão ainda precisa permanecer centralizada.

Afinal, quando as informações estão concentradas em um único lugar é mais rápido encontrar o diagnóstico do que precisa ser feito.

Analise as demandas e despesas

Para quem busca a eficiência operacional, é vital fazer um balanço periódico das demandas e despesas da empresa para analisar o que pode ser cortado para que o objetivo seja atingido.

Esse também é o segredo para otimizar processos e nunca se esquecer de, realmente, quais são as prioridades da organização.

Acompanhe indicadores internos e externos

Não se esqueça de olhar para dentro nem para fora.

Os indicadores internos e externos são ótimos parâmetros para verificar se os seus processos estão dentro do esperado ou é preciso fazer algum tipo de mudança.

Escolha um bom sistema de gestão

Tenha a tecnologia ao seu lado na hora de escolher o seu sistema de Supply Chain Management.

Opte por aquele que traga uma visão ampla, relatórios técnicos e de inteligência de todas as fases da sua cadeia. 

Mantenha a equipe engajada

Ainda que a tecnologia esteja ganhando cada vez mais espaço no Supply Chain ‒ falaremos sobre isso mais à frente ‒, as pessoas ainda têm um papel fundamental para a eficiência dos processos.

Cada membro tem o seu papel e a sua importância dentro da cadeia.

Integre todas as áreas da empresa

É importante que todos os setores envolvidos no Supply Chain recebam informações em tempo real do andamento dos processos.

Por exemplo, quando uma entrega é feita, é importante que a transportadora receba essa informação, mas os fornecedores, fabricantes e demais profissionais também.

Integre os dados dos fornecedores

Para que não dê qualquer problema com a qualidade do seu serviço, é fundamental ter uma base de dados integrada entre a sua empresa e os fornecedores.

Assim, ambos conseguem ter um controle maior do passo a passo de cada demanda.

Quais os principais desafios do Supply Chain?

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Quais os principais desafios do Supply Chain?

Operar na Supply Chain é, independentemente da região, país ou estado, um imenso desafio.

Por outro lado, como vimos, no Brasil esse desafio é multiplicado, dados os problemas conjunturais e as deficiências na parte de infraestrutura.

Imagine, por exemplo, um produto que sai da região da Zona Franca de Manaus em direção à maior metrópole brasileira, São Paulo.

Por terra, estamos falando de uma distância de quase 4 mil quilômetros.

Esse é, sem dúvida, um imenso obstáculo a ser transposto, agravado pela já citada precariedade das estradas, insegurança e até pelo alto custo dos pedágios.

Operar em meio a tantas dificuldades faz do profissional de Supply Chain uma figura extremamente valorizada e requisitada pelas empresas, das PMEs às grandes corporações.

Não é para menos, afinal, não são nada simples os desafios com que esse especialista deve lidar em seu dia a dia.

Torne-se um especialista

Se você quer agarrar essa oportunidade ou conquistar a recolocação no mercado que tanto deseja, temos uma dica. Ou melhor, duas.

A FIA (Fundação Instituto de Administração) conta com dois cursos de pós-graduação que preparam profissionais para os desafios da cadeia de suprimentos no Brasil.

São eles:

  • Pós-Graduação Administração de Processos e Tecnologia de Operações 4.0: sob a coordenação do Prof. Dr. Paulo Tromboni de Souza Nascimento, tem 360 horas/aula e desenvolve uma série de competências em estratégia administrativa, consolidando habilidades de gestão. Saiba mais neste link
  • Pós-Graduação em Administração Estratégica: coordenado pelo Prof. Dr. Martinho Isnard Ribeiro de Almeida, tem 460 horas/aula e busca promover uma visão inovadora e estratégica dos processos, oferecendo subsídios para a tomada de decisões. Saiba mais neste link.

Um panorama sobre o mercado no setor de Supply Chain

O mercado de Supply Chain, assim como a grande maioria dos outros, está passando por um processo de adaptação às novas tecnologias.

Softwares e ferramentas já começam a se fazer mais presentes nas diferentes áreas que compõem a cadeia de suprimentos.

Não à toa, alguns autores chamam o momento atual de Supply Chain 4.0, devido a implementação de soluções como internet das coisas, big data e inteligência artificial atreladas, sobretudo, à logística.

Ou seja, a digitalização é um caminho sem volta e o profissional que deseja trabalhar nesse setor precisa se adequar a essa nova realidade.

A tecnologia também fez com que o mercado para o segmento crescesse.

Se antes quem desejava atuar na área só tinha as empresas mais tradicionais para trabalhar, hoje em dia, com o comércio virtual, o leque se expandiu.

Outra mudança que está no horizonte é a busca por novos modais logísticos que sejam mais econômicos e ao mesmo tempo ágeis e precisos.

Isso porque, segundo dados do Panorama ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), os custos do setor no país equivalem a 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e cerca de 7,6% da receita líquida das organizações.

Interpretando esses números, é fácil concluir que as despesas logísticas pesam tanto para as finanças das empresas como para a economia nacional, como um todo.

Supply Chain: salário

Todas essas novidades no setor somadas a relevância da função fazem dos cargos relacionados a Supply Chain uns dos mais valorizados dentro das organizações.

De acordo com o Estudo de Remuneração, realizado pela consultoria Michael Page, posições ligadas às cadeias de suprimentos estão em alta e as contratações devem ocorrer nos mais diferentes níveis, da base ao topo da hierarquia.

O estudo também aponta o Brasil como um dos países em que deve haver maior investimento na área, e indica que profissionais que dominarem uma segunda e uma terceira língua (inglês e espanhol) sairão na frente dos concorrentes.

Em relação ao salário, a pesquisa avalia o tipo de cargo, a experiência do profissional e o porte do negócio.

Por exemplo, um analista de Supply Chain, de nível Júnior, trabalhando em uma empresa de pequeno porte, recebe, em média, R$ 3.300.

Por outro lado, um coordenador, atuando em uma multinacional, pode ganhar até R$ 8.000.

Abaixo, a média salarial para outros cargos de Supply Chain:

  • Diretor de Supply Chain: R$ 40.500
  • Gerente de Supply Chain: R$ 20.500
  • Diretor logístico petroquímico: R$ 36.500
  • Gerente de transportes de bens e consumo: R$ 25.500
  • Gerente nacional de operações em varejo e e-commerce: R$ 22.000
  • Gerente de planejamento de demanda no setor farmacêutico: R$ 21.500.

Conclusão

Supply Chain: o que é, desafios e dicas para otimizar a gestão
Supply Chain

Pelos tópicos expostos neste artigo, ficou claro que a cadeia de suprimentos não é assunto para amadores.

É indispensável agregar muito conhecimento sobre diversas áreas para que os resultados sejam positivos, incluindo amplo domínio a respeito da legislação tributária e fiscal.

Também é preciso estar ciente das dificuldades adicionais implicadas na cadeia de suprimentos brasileira.

Como vimos, há deficiências graves que, a despeito do tratamento governamental, precisam ser solucionadas pelos profissionais de logística e suprimentos no contexto interno das empresas.

Pode parecer uma tarefa árdua demais, contudo, a experiência mostra que é possível conseguir bons resultados, mesmo em meio a um cenário aparentemente caótico.

Toda empresa pode e deve buscar o aperfeiçoamento dos seus processos logísticos e das operações dentro da cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, todo profissional deve perseguir o seu desenvolvimento, investindo na qualificação para fazer frente aos desafios.

A evolução contínua é a única resposta possível, diante de desafios crescentes e da complexidade do setor.

Mantenha-se informado, busque as melhores referências e veja seus resultados melhorarem gradativamente.

E conte com a FIA para chegar até onde planeja.

Dessa forma, os negócios vão prosperar, não importa o grau de dificuldade imposto pelas barreiras naturais do setor de Supply Chain.Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato.

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