Supply Chain: o que é, vantagens e como fazer a gestão

supply chain o que é

Sua empresa opera no contexto da Supply Chain?

Se sim, essa é uma boa hora de aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto. Afinal, há uma série de players que devem ser considerados e que exercem influência direta sobre os resultados obtidos.

Dada a complexidade de se organizarem processos dentro da intrincada rede que compõe a cadeia de suprimentos, é preciso conhecer a fundo tudo o que a envolve. Entram aí meios de produção, impostos, taxas e outros elementos fundamentais.

Operar em cenários cada vez mais complexos é o desafio que as empresas que atuam nessa cadeia devem superar. Por isso, é muito importante estar preparado para antecipar demandas e mitigar riscos.

Avance na leitura, descubra o que está por trás do rico universo da Supply Chain e saiba como começar uma trajetória de sucesso em suas atividades produtivas.

Veja só o que você vai conferir a partir de agora:

  • O que é Supply Chain?
  • O que é Supply Chain Management (SCM)?
  • Qual a importância do Supply Chain?
  • Quais áreas o Supply Chain abrange?
  • Supply Chain e Logística: Qual a relação?
  • Vantagens da boa gestão do Supply Chain
  • Como fazer a gestão do Supply Chain (cadeia de suprimentos)?
  • Quais os principais desafios do Supply Chain?

Boa leitura!

supply chain como fazer gestão
Distribuidores, transportadores e atacadistas são os atores da Supply Chain

O que é Supply Chain?

Frequentemente confundida com os processos logísticos, a Supply Chain simboliza o conjunto de métodos, conceitos e formas de conduzir as operações e o fluxo de mercadorias, do produtor até o consumidor final.

Sendo assim, suas atividades partem, necessariamente, da indústria de transformação.

Embora outros elementos da cadeia produtiva também tenham participação ativa, principalmente distribuidores, é na atividade industrial que se encontra o cerne das operações.

De qualquer forma, dentro da Supply Chain, encontramos os seguintes atores:

  • Distribuidores
  • Transportadores
  • Atacadistas

Todos esses personagens se inserem no teatro de operações de maneira estratégica, cada qual desempenhando um papel igualmente importante.

Por isso, devem ser avaliados em conjunto e ao mesmo tempo de forma isolada, a fim de se conhecer os impactos que suas ações geram e os custos envolvidos.

Os distribuidores são, em essência, aqueles que fazem a rede abastecedora acontecer.

Sem a sua intermediação, dificilmente a indústria encontraria meios para, sozinha, fazer com que seus produtos cheguem ao consumidor final.

Por essa razão, é fundamental entender como se inserem no âmbito da Supply Chain Management, conceito que iremos abordar no próximo tópico.

Pós-Graduação Logística e Distribuição

O curso foi desenhado para propiciar uma especialização, de base conceitual sólida, em logística, cadeia de suprimentos e distribuição e sua adequada aplicação no dia a dia das organizações

O que é Supply Chain Management (SCM)?

Considerando a enorme teia representada pela cadeia de suprimentos, se torna necessário encontrar ferramentas que permitam gerenciar seus processos de ponta a ponta.

Surge, então, a Supply Chain Management (SCM), disciplina que estuda meios para serem aplicados na gestão das operações.

Sua complexidade faz indispensável o uso da tecnologia, afinal, não se pode conceber a gestão de operações interligadas e de natureza distintas que prescinda dos recursos mais modernos.

Assim, a Tecnologia da Informação (TI), é, naturalmente, uma aliada desde sempre.

Graças aos recursos que coloca à disposição, é possível integrar diferentes canais de distribuição e marketing, materializando a sequência de operações logísticas.

É disso que a SCM trata: integrar as diversas fases que compõem a Supply Chain e que a colocam em um patamar evolutivo superior, se comparada com a logística.

Enquanto a primeira se ocupa de entender os fluxos que se iniciam desde as linhas de montagem, a última tem relação mais estrita, servindo para delimitar processos internos e sem contemplar outras áreas de atuação.

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Uma Supply Chain bem pensada é vital para viabilizar o acesso a bens e serviços

Qual a importância do Supply Chain?

Sem uma cadeia de suprimentos bem estruturada, seria impossível manter o padrão de vida nos moldes atuais, tampouco viabilizar o acesso a bens e serviços.

Como já destacamos, o conceito de Supply Chain está vinculado a processos logísticos, embora não se restrinja apenas a esse tipo de operação.

Não surpreende, portanto, que o foco principal das atividades que engloba esteja no transporte. Distribuir mercadorias é talvez a fase mais importante na integração de canais de produção.

É por isso que os custos da distribuição, em alguns casos, são maiores até do que os da produção em si.

Inclusive, há estudos que sugerem que só o transporte de mercadorias e bens chega a representar até 12% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro

Para atacadistas, mas principalmente para varejistas, quanto menores forem os custos percebidos junto aos intermediários, maiores serão suas vantagens competitivas.

Contudo, nem sempre é possível eliminar os agentes que tornam possível a chegada de produtos industrializados ao consumidor final.

Quase como um “mal necessário”, cabe ao comércio superar diariamente o desafio de encontrar formas mais baratas de operar e que envolvam o mínimo risco.

supply chain o que abrange
A Supply Chain envolve diversas áreas, elementos e atores para fazer o produto chegar no cliente

Quais áreas o Supply Chain abrange?

A multidisciplinaridade que caracteriza a Supply Chain é evidenciada pelas diversas áreas, elementos e especialidades que compõem suas etapas.

Nesse sentido, podemos destacar:

  • Pessoas
  • Modais de transporte
  • Dados
  • Equipamentos
  • Documentos
  • Insumos
  • Organizações/Empresas.

A interdependência de cada uma dessas áreas é o que faz da Supply Chain uma extensa rede, que, para ser corretamente interpretada, exige análise detida sobre dados e elevada capacidade analítica.

Portanto, não se pode conceber a cadeia de suprimentos sem entender como os modais de transporte se integram aos outros agentes.

Igualmente importante é contextualizar os recursos humanos dentro das operações, desenvolvendo novos métodos de treinamento, aperfeiçoamento e gestão de pessoas, de forma a otimizar resultados.

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Supply Chain e logística têm relação, mas não são sinônimos

Supply Chain e Logística: Qual a relação?

Já tangenciamos a relação entre Supply Chain e Logística, no entanto, é importante estabelecer de forma ainda mais clara as diferenças entre cada um dos segmentos e como se relacionam no contexto operacional.

Embora pareçam, não se tratam de sinônimos, apesar de, em certos casos, suas atribuições de fato se assemelharem.

Por processo logístico, se pode entender todo aquele que consiste em transportar materiais ou pessoas de um ponto a outro e os dados relacionados a esse transporte, assim como seu posterior armazenamento.

Já a cadeia de suprimentos envolve, além do transporte, toda a parte estratégica e de inteligência, fundamental para o sucesso das operações. Tudo isso aplicado a áreas distintas.

Seria mais ou menos como se a logística fosse um dos componentes da Supply Chain, ainda que possa ser tomada como uma especialidade autônoma e com dinâmica própria.

Logo, é possível compreender o funcionamento das operações logísticas sem considerar a cadeia de suprimentos, enquanto o contrário não seria possível, dado que a logística é parte indissociável da Supply Chain.

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Ter uma boa gestão de supply chain é um enorme diferencial, ainda mais em um país como o Brasil

Vantagens da boa gestão do Supply Chain

Não é novidade para ninguém que um grande desafio para atacadistas e varejistas em geral está na redução dos custos com distribuição.

Essa distribuição envolve múltiplos canais, cada um representando um custo operacional que pode ser maior ou menor, dependendo do contexto.

No caso do Brasil, a gestão das operações na cadeia de suprimentos é ainda mais desafiadora.

Os players envolvidos precisam lidar com diversos entraves, como:

Assim, a gestão da Supply Chain ganha ainda mais relevância, até porque os riscos envolvidos no transporte e estocagem de mercadorias é alto, principalmente nos grandes centros urbanos.

No Rio de Janeiro, por exemplo, são registrados, em média, 23 roubos de carga por dia, o que fatalmente encarece o preço final dos produtos ao consumidor.

No entanto, os desafios não se restringem a tornar as operações menos expostas à ação de criminosos.

O modelo de transporte de carga brasileiro, defasado em sua essência, privilegia o trânsito rodoviário em detrimento de modais mais ágeis e baratos, como o marítimo e fluvial.

O transporte pelas estradas em si não é um problema, desde que seja feito em distâncias curtas e médias.

Contudo, em um país de dimensões continentais como o Brasil, transportar materiais pelas estradas em longas distâncias é um contrassenso.

Além disso, o estado de conservação ruim das estradas praticamente inviabiliza o transporte rodoviário em algumas regiões.

Tomando esses problemas como referência, se torna ainda mais importante desenvolver formas de gerir com eficiência a Supply Chain.

Quem tiver sucesso em superá-los, certamente estará em vantagem perante os concorrentes.

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Fazer uma gestão de supply chain vai muito além de pensar o transporte

Como fazer a gestão do Supply Chain (cadeia de suprimentos)?

Tendo em vista a complexidade das operações dentro da cadeia de suprimentos, fazer a gestão implica ir além dos processos logísticos, por mais importantes que sejam.

Em se tratando da Supply Chain, é necessária uma visão ainda mais ampla dos processos e agentes envolvidos, que consiste em:

  • Compra de materiais e insumos
  • Detecção e seleção de fornecedores
  • Desenvolvimento e fabricação de produtos
  • Transporte de mercadorias e insumos
  • Gerenciamento do fluxo diário de materiais
  • Coordenar as interações entre fornecedores, distribuidores e clientes
  • Estabelecer e manter canais de comunicação efetivos.

Dentro de uma mesma empresa, diversos setores devem operar em sinergia para que as etapas da cadeia de suprimentos possam se realizar com o máximo de eficiência.

Os principais deles são:

Recursos humanos

Não se pode formar uma rede de produção e distribuição sem pessoas qualificadas e capazes de levar adiante os muitos processos envolvidos.

Por isso, um setor de RH que seja capaz de recrutar, formar e aperfeiçoar profissionais para atuar na Supply Chain é imprescindível.

Estoque

Um dos setores mais importantes dentro das operações logísticas inseridas na cadeia de suprimentos é o de estoque.

Adotar ferramentas de gestão que permitam o controle do fluxo de produtos armazenados é a chave para o sucesso, uma vez que reduz os custos operacionais, assim como as perdas em função da perecibilidade ou do giro baixo de certas mercadorias.

Marketing

Outro setor fundamental para o sucesso das operações é o de marketing.

Afinal, são as ações pautadas na sua estratégia que podem garantir que os consumidores vão chegar aos produtos e vice-versa.

Seria um esforço inócuo produzir e distribuir mercadorias sem que, antes disso, o marketing não tenha “preparado o terreno” para que cheguem ao cliente final.

Vendas

Uma força de vendas bem treinada e capaz de superar objeções é também muito importante no contexto da Supply Chain.

Enquanto o marketing se ocupa de aspectos mais estratégicos e nem sempre de aplicação imediata, cabe ao setor de vendas fazer a ligação direta com o consumidor. Em resumo, são os profissionais que estão na linha de frente.

Tributário/Contábil

Não se pode jamais ignorar o fato de que o Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo.

O peso dos impostos e tributos representa uma fatia polpuda dos custos de distribuição.

Portanto, é necessário integrar aos esforços nas operações a parte de planejamento tributário, aliado à assessoria contábil.

Compras

Por último, mas não menos importante, o setor de compras é elemento decisivo para garantir uma margem de lucro mais alta.

São os profissionais desse setor que fazem contato direto com os distribuidores, logo, também se revelam fundamentais para definir o quanto as suas vendas serão lucrativas.

supply chain principais desafios
Supply Chain não é um assunto para amadores; é fundamental buscar conhecimento para dominar os processos

Quais os principais desafios do Supply Chain?

Operar na Supply Chain é, independentemente da região, país ou estado, um imenso desafio.

Por outro lado, como vimos, no Brasil esse desafio é multiplicado, dados os problemas conjunturais e as deficiências na parte de infraestrutura.

Imagine, por exemplo, um produto que sai da região da Zona Franca de Manaus em direção à maior metrópole brasileira, São Paulo.

Por terra, estamos falando de uma distância de quase 4 mil quilômetros.

Esse é, sem dúvida, um imenso obstáculo a ser transposto, agravado pela já citada precariedade das estradas, insegurança e até pelo alto custo dos pedágios.

Operar em meio a tantas dificuldades faz do profissional de Supply Chain uma figura extremamente valorizada e requisitada pelas empresas, das PMEs às grandes corporações.

Não é para menos, afinal, não são nada simples os desafios com que esse especialista deve lidar em seu dia a dia.

Torne-se um especialista

Se você quer agarrar essa oportunidade ou conquistar a recolocação no mercado que tanto deseja, temos uma dica. Ou melhor, duas.

A FIA (Fundação Instituto de Administração) conta com dois cursos de pós-graduação que preparam profissionais para os desafios da cadeia de suprimentos no Brasil.

São eles:

  • Pós-Graduação em Administração das Operações de Negócios: sob a coordenação do Prof. Dr. Paulo Tromboni de Souza Nascimento, tem 460 horas/aula e desenvolve uma série de competências em estratégia administrativa, consolidando habilidades de gestão. Saiba mais neste link.
  • Pós-Graduação em Administração Estratégica: coordenado pelo Prof. Dr. Martinho Isnard Ribeiro de Almeida, tem 460 horas/aula e busca promover uma visão inovadora e estratégica dos processos, oferecendo subsídios para a tomada de decisões. Saiba mais neste link.
supply chain metodos
Os desafios impostos pela gestão de supply chain exigem profissionais capacitados e essa pode ser sua área

Conclusão

Pelos tópicos expostos neste artigo, ficou claro que a cadeia de suprimentos não é assunto para amadores.

É indispensável agregar muito conhecimento sobre diversas áreas para que os resultados sejam positivos, incluindo amplo domínio a respeito da legislação tributária e fiscal.

Também é preciso estar ciente das dificuldades adicionais implicadas na cadeia de suprimentos brasileira.

Como vimos, há deficiências graves, que, a despeito do tratamento governamental, precisam ser solucionadas pelos profissionais de logística e suprimentos no contexto interno das empresas.

Pode parecer uma tarefa árdua demais, contudo, a experiência mostra que é possível conseguir bons resultados, mesmo em meio a um cenário aparentemente caótico.

Toda empresa pode e deve buscar o aperfeiçoamento dos seus processos logísticos e das operações dentro da cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, todo profissional deve perseguir o seu desenvolvimento, investindo na qualificação para fazer frente aos desafios.

A evolução contínua é a única resposta possível, diante de desafios crescentes e da complexidade do setor.

Mantenha-se informado, busque as melhores referências e veja seus resultados melhorarem gradativamente.

E conte com a FIA para chegar até onde planeja.

Dessa forma, os negócios vão prosperar, não importa o grau de dificuldade imposto pelas barreiras naturais do setor de Supply Chain.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato.

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