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Quais são os maiores parceiros comerciais do Brasil?

01 de setembro 2026

Aperto de mãos diante de bandeiras representa os maiores parceiros comerciais do Brasil e as relações internacionais.
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Os maiores parceiros comerciais do Brasil são países que concentram parte relevante das nossas exportações e importações.

Essa relação mostra para onde o país vende produtos, de quem compra bens estratégicos e como sua economia se conecta ao comércio internacional.

Em 2026, os dados mais recentes consolidados indicam a permanência de China e Estados Unidos no topo, seguidos por parceiros importantes da América do Sul, Europa e Ásia.

Neste artigo, você vai ver quem são esses países, o que o Brasil compra e vende, e como essas relações influenciam a política externa e os negócios.

Quais são os maiores parceiros comerciais do Brasil?

Os maiores parceiros comerciais do Brasil são China e Estados Unidos, considerando a corrente de comércio, que soma exportações e importações.

Parceiros comerciais são países com os quais o Brasil mantém trocas relevantes de bens, serviços, investimentos, tecnologia, insumos e produtos finais.

Essa relação aparece quando o Brasil exporta itens como soja, minério, petróleo, carnes, celulose e manufaturados, ao mesmo tempo em que importa máquinas, combustíveis, fertilizantes, químicos, eletrônicos, medicamentos e componentes industriais.

Assim, entender quais são os maiores parceiros comerciais do Brasil ajuda a avaliar oportunidades, riscos e dependências da economia brasileira.

Confira na tabela abaixo os 10 principais parceiros comerciais hoje em volume de negócios:

PosiçãoPaísExportações em 2025Importações em 2025Corrente de comércio
1ChinaUS$ 100,1 biUS$ 70,9 biUS$ 171,0 bi
2Estados Unidos
US$ 37,7 biUS$ 45,2 biUS$ 82,9 bi
3Argentina
US$ 18,1 biUS$ 12,9 biUS$ 31,0 bi
4Alemanha
cerca de US$ 6 biUS$ 14,4 bicerca de US$ 20 bi
5Países Baixos
US$ 11,7 bicerca de US$ 2 bicerca de US$ 14 bi
6Índia
US$ 6,9 bicerca de US$ 7 bicerca de US$ 14 bi
7México
US$ 7,7 bicerca de US$ 6 bicerca de US$ 13 bi
8Espanha
US$ 8,8 bicerca de US$ 3 bicerca de US$ 12 bi
9Rússia
cerca de US$ 1,5 biUS$ 9,4 bicerca de US$ 11 bi
10Canadá
US$ 7,3 bicerca de US$ 3 bicerca de US$ 10 bi

Os valores têm como referência dados do MDIC e do Comex Stat, além de rankings divulgados com base nas estatísticas oficiais de comércio exterior de 2025.

A seguir, comentamos sobre alguns desses importantes parceiros e suas relações com o Brasil.

China

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e alcançou uma corrente de comércio próxima de US$ 171 bilhões em 2025.

As exportações brasileiras para o país chegaram a US$ 100,1 bilhões, com destaque para soja, minério de ferro, petróleo, carne bovina, celulose e açúcar.

Nas importações, a China respondeu por cerca de 25,3% das compras brasileiras, principalmente com eletrônicos, máquinas, equipamentos, produtos químicos, semicondutores, painéis solares, veículos eletrificados e insumos industriais.

Essa relação é estratégica, mas também exige atenção à concentração da pauta exportadora brasileira em produtos básicos.

Estados Unidos

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, com corrente estimada em US$ 82,9 bilhões em 2025.

O Brasil exporta para o mercado norte-americano petróleo, produtos semimanufaturados de ferro e aço, celulose, café, aeronaves, carnes, máquinas e bens industriais.

Nas importações, compra combustíveis, aeronaves, máquinas, equipamentos, químicos, medicamentos, instrumentos de precisão e tecnologia.

A relação é relevante porque os Estados Unidos absorvem produtos de maior valor agregado do Brasil e também fornecem insumos industriais importantes.

Argentina

A Argentina é o principal parceiro regional do Brasil e ocupa a terceira posição no ranking geral, com corrente de comércio próxima de US$ 31 bilhões em 2025.

Entre os maiores parceiros comerciais do Brasil na América do Sul, o país vizinho se destaca pelo peso do Mercosul e pela integração produtiva com a indústria brasileira.

O Brasil exporta veículos, autopeças, máquinas, plásticos, produtos químicos, papel, alimentos e bens manufaturados.

Já as importações argentinas incluem veículos, trigo, malte, produtos químicos, gás, leite, vinhos e itens ligados à cadeia industrial e agroalimentar.

Holanda

A Holanda, ou Países Baixos, aparece entre os parceiros comerciais relevantes do Brasil, especialmente por sua função logística na Europa.

Em 2025, as exportações brasileiras para o país somaram cerca de US$ 11,7 bilhões, enquanto as importações ficaram próximas de US$ 2 bilhões, resultando em corrente de comércio em torno de US$ 14 bilhões.

A relação envolve petróleo, farelo de soja, minério, celulose, carnes, frutas, café e produtos agroindustriais nas vendas brasileiras, enquanto as compras incluem químicos, máquinas, equipamentos, medicamentos e bens industriais.

Parte dos produtos que chegam aos portos holandeses segue para outros países europeus, o que torna a Holanda uma porta de entrada importante para o comércio entre Brasil e União Europeia.

Outros parceiros comerciais relevantes para o Brasil

Além de China, Estados Unidos, Argentina e Holanda, outros países têm papel relevante na pauta comercial brasileira. São eles:

  • Alemanha: em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 6 bilhões para a Alemanha e importou US$ 14,4 bilhões. As vendas brasileiras incluem café, minérios, celulose, carnes e produtos agrícolas, enquanto as compras abrangem máquinas, autopeças, químicos, medicamentos e equipamentos industriais
  • Índia: em 2025, as exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 6,9 bilhões e as importações ficaram próximas de US$ 7 bilhões. O Brasil vende petróleo, açúcar, óleos vegetais e minérios, enquanto compra químicos, medicamentos, combustíveis, defensivos e insumos industriais
  • México: em 2025, o Brasil exportou US$ 7,7 bilhões para o México e importou cerca de US$ 6 bilhões. A relação tem peso de veículos, autopeças, máquinas, equipamentos, químicos, alimentos e produtos industriais, com forte presença de cadeias produtivas conectadas
  • Espanha: em 2025, as exportações brasileiras para a Espanha somaram US$ 8,8 bilhões e as importações ficaram próximas de US$ 3 bilhões. O Brasil vende principalmente produtos ligados a energia, alimentos e matérias-primas, enquanto compra máquinas, químicos, medicamentos e bens industriais
  • Rússia: em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão para a Rússia e importou US$ 9,4 bilhões. A relação é marcada pela compra brasileira de fertilizantes e insumos agrícolas, importantes para o agronegócio, enquanto as vendas brasileiras incluem carnes, soja, café e produtos alimentícios.

De quais países o Brasil mais importa?

O Brasil mais importa da China, dos Estados Unidos, da Alemanha, da Argentina e da Rússia, segundo os dados consolidados de 2025, disponíveis no Comex Stat/MDIC.

A China respondeu por 25,3% das importações brasileiras, seguida por Estados Unidos, com 16,1%, Alemanha, com 5,1%, Argentina, com 4,6%, e Rússia, com 3,6%.

Essas compras envolvem produtos que sustentam a indústria, o agronegócio, a saúde, a tecnologia e a infraestrutura.

É o caso de máquinas, semicondutores, fertilizantes, combustíveis, químicos, medicamentos, peças, equipamentos elétricos e bens de capital.

O Brasil importa esses itens porque nem sempre possui escala produtiva, tecnologia, cadeia de fornecedores, disponibilidade de matéria-prima ou custo competitivo para fabricar tudo internamente.

No caso de fertilizantes, por exemplo, a dependência externa está ligada à disponibilidade de minerais, capacidade industrial e competitividade de grandes produtores globais.

Em tecnologia e máquinas, a importação permite acesso mais rápido a equipamentos avançados, embora também revele desafios de inovação, produtividade e política industrial.

A vantagem de comprar de parceiros comerciais está no acesso a preços, variedade, escala e tecnologia, mas a dependência excessiva aumenta os riscos em cenários de crise logística, guerra, sanções, câmbio alto ou mudanças tarifárias.

Como as parcerias comerciais influenciam as relações internacionais entre países?

As parcerias comerciais influenciam as relações internacionais porque criam interdependência econômica, aumentam o diálogo político e afetam decisões de política externa.

Quando dois países compram e vendem muito entre si, governos e empresas tendem a negociar tarifas, acordos sanitários, regras técnicas, investimentos, logística, infraestrutura, financiamento e mecanismos de solução de conflitos.

Um exemplo claro é a relação Brasil-China, na qual a demanda chinesa por alimentos, energia e minerais afeta exportadores brasileiros, investimentos em infraestrutura e discussões sobre sustentabilidade.

Outro exemplo é a relação Brasil-Estados Unidos, relevante para comércio industrial, tecnologia, energia, defesa, inovação e debates tarifários.

No Mercosul, a Argentina mostra como proximidade geográfica, indústria integrada e regras comerciais regionais moldam cadeias produtivas, especialmente no setor automotivo.

Em um cenário em que comércio, diplomacia, tecnologia e geopolítica se cruzam o tempo todo, a atuação de profissionais bem preparados se torna decisiva.

O internacionalista ajuda a interpretar dados, antecipar riscos, negociar interesses e aproximar empresas, governos e mercados com uma visão mais ampla do ambiente global.

Para quem deseja seguir esse caminho, a graduação em Relações Internacionais da FIA Business School oferece uma formação voltada à tomada de decisão em contextos internacionais.

O curso é presencial, tem duração de 4 anos e combina temas como análise global, economia, negociação, geopolítica, direito internacional, relações governamentais, IA e Big Data.

Dessa forma, prepara estudantes para atuar em empresas, governos, organizações internacionais e mercados externos.

Conclusão

Os maiores parceiros comerciais do Brasil revelam como a economia brasileira está conectada a diferentes regiões do mundo.

Vimos neste texto que China e Estados Unidos lideram a corrente de comércio, enquanto Argentina, Alemanha, Holanda, Índia, México, Espanha, Rússia e Canadá também exercem papéis relevantes.

Também entendemos que as importações brasileiras ajudam a abastecer a indústria e o agronegócio, além de setores como saúde e tecnologia, mas criam desafios de dependência e competitividade.

Para continuar bem informado, acompanhe outros conteúdos no blog da FIA sobre comércio exterior, economia, gestão e negócios globais.

Referências:

https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/comercio-exterior/estatisticas

https://comexstat.mdic.gov.br/pt/home

https://balanca.economia.gov.br/balanca/publicacoes_dados_consolidados/nota.html

https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/corrente-de-comercio-cresce-5-6-de-janeiro-a-marco-de-2025-e-chega-a-us-144-6-bi

https://static.poder360.com.br/2026/01/Comercio-Brasil-China-atinge-recorde-de-US-171-bilhoes-em-2025-CEBC-Alerta.pdf

https://exame.com/economia/veja-os-10-paises-que-mais-importaram-produtos-do-brasil-em-2025

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Com um olhar sempre no futuro, desenvolvemos e disseminamos conhecimentos de teorias e métodos de Administração de Empresas, aperfeiçoando o desempenho das instituições brasileiras através de três linhas básicas de atividade: Educação Executiva, Pesquisa e Consultoria.

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