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Bitcoin: como funciona, cotações e como investir (2020)

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Seja você um investidor ou não, é certo que já ouviu falar do Bitcoin.

E é assim porque essa criptomoeda vem chamando a atenção nos últimos anos, com suas cotações que superam muito o valor de dólar, euro, real e outras mais ou menos conhecidas.

Também porque tem muita gente ganhando dinheiro com Bitcoins, seja na sua compra e venda, na utilização da moeda virtual como forma de pagamento ou na sua mineração, processo técnico que busca encontrar exemplares na internet.

Se tudo isso ainda parece um pouco confuso para você, não se preocupe.

Ao longo deste artigo, vamos abordar os conceitos, explicar como funciona o Bitcoin, se é seguro ou não, como investir, seu valor de momento e muito mais.

Caso prefira, você também pode navegar pelos tópicos abaixo:

  • O que é Bitcoin?
    • Quem foi o criador do Bitcoin?
  • Como funciona o Bitcoin?
  • Cotação do Bitcoin Hoje
  • Gráfico do Bitcoin
  • Quais as vantagens do Bitcoin?
  • Bitcoin é seguro?
  • Como investir em Bitcoin?
    • Como comprar e vender?
    • Onde eu guardo os Bitcoins?
    • Como minerar Bitcoins?
  • Outras criptomoedas
  • Como entender mais do mercado de Bitcoins?

Siga a leitura e saiba tudo sobre o Bitcoin.

O que é Bitcoin?

O que é Bitcoin?
O que é Bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é uma criptomoeda descentralizada. Em outras palavras, é uma espécie de moeda – como o real ou dólar, mas que não tem regulação por qualquer banco em todo o mundo.

No Brasil, por exemplo, temos o Banco Central (Bacen) que regula e supervisiona todo o Sistema Financeiro Nacional, além de assegurar que ele seja sólido e eficiente.

Porém, no caso do Bitcoin, no entanto, o Bacen não tem poder de influenciar nas flutuações da moeda, nem emitir mais unidades ou intervir no processo inflacionário.

Assim, a criptomoeda é universal e circula por todos os países sem passar por qualquer tipo de moderação ou intervenção estatal.

Como criptomoeda, podemos entender que o Bitcoin é virtual; ou seja, não existe fisicamente.

Todo o processo de emissão – ou, como é chamado neste caso, mineração – é feito de maneira online, através de computadores superpotentes.

Em 2017, a moeda virtual começou a migrar para o mercado financeiro tradicional. Passou, então, a ser oferecida no mercado futuro da Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos.

Para comprar ou vender BTC, os usuários podem minerar ou adquirir de outros proprietários a moeda já minerada.

Atualmente, ainda existe a possibilidade de comprá-la por intermédio de corretoras especializadas nas transações de criptomoedas.

Outra curiosidade é que, por protocolo, a moeda se limitará a 21 milhões de unidades – e esse número está cada vez mais próximo de ser alcançado.

A medida visa “controlar”, de certa forma, o processo inflacionário natural da mineração.

A estimativa é que o último Bitcoin será minerado em 2140 e, quando o limite chegar, ainda não se sabe o que vai acontecer com o valor da criptomoeda.

Quem foi o criador do Bitcoin?

O BTC foi apresentado em 2008 em uma lista de discussão sobre criptomoedas chamada The Cryptography Mailing.

A publicação foi feita por um programador – ou grupo de programadores – sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto.

Até hoje, não se sabe a verdadeira identidade do criador da primeira moeda digital mundial descentralizada.

Não foi encontrada qualquer menção ou referência a “Satoshi Nakamoto” além do próprio BTC.

Antes de “desaparecer por completo”, Nakamoto era um membro ativo no fórum BitcoinTalk.

A pessoa (ou grupo de pessoas) por trás do pseudônimo foi responsável por criar a maior parte do protocolo do sistema.

Em abril de 2011, segundo o autor Joshua Davis em sua coluna para o jornal The New Yorker, Satoshi declarou que teria “partido para novas coisas”. Desde então, não se teve mais notícias sobre os criadores do Bitcoin.

Oficializada em 2009, o BTC também recebe o nome de seu fundador na menor fração da moeda. Os “centavos”, no valor de um centésimo de milionésimo de Bitcoin (0,00000001 BTC), são chamados de Satoshi.

Um Bitcoin representa, assim, o equivalente a cem milhões de Satoshis.

Como funciona o Bitcoin?

Mercado cambial
Como funciona o Bitcoin?

O mercado tradicional de investimentos funciona de uma forma relativamente fácil de entender.

Nele, o investidor compra um ativo com o objetivo de que o remunere ao longo do tempo, ou que possa ser vendido, futuramente, com lucro.

Já no mercado cambial (de moedas), o especulador ganha ou perde dinheiro através da variação de sua cotação.

Assim, se uma pessoa compra 1 dólar hoje a 4 reais e, no dia seguinte, a moeda americana vale R$ 4,25, o especulador pode vender seu dólar e faturar 25 centavos na transação.

Com o Bitcoin, acontece algo semelhante. O investidor compra uma fração do BTC e pode renegociar a criptomoeda quando desejar.

Qualquer pessoa pode comprar ou vender um BTC sem utilizar intermediários ou pagar taxas.

E isso só acontece porque a criptomoeda, como vimos, não tem regulação de estados, instituições ou outros bancos.

Diferentemente do sistema bancário tradicional, todas as operações de todos os usuários são públicas e anônimas.

Assim, por intermédio de um complexo sistema de dados chamado blockchain, as movimentações de Bitcoin são publicadas em tempo praticamente real.

Na sua forma mais primária, o BTC funciona com usuários comprando e vendendo suas criptomoedas, online e sem intermediação.

E, antes mesmo de as moedas irem a mercado para serem comercializadas, elas devem ser mineradas.

O processo de extração da criptomoeda é realizado pelos próprios usuários do sistema.

Os mineradores que primeiro resolverem a questão são bonificados com uma parte da Bitcoin minerada.

Eles podem manter o valor em sua carteira digital ou transacionar a moeda.

Evidentemente, os riscos das transações diretas de Bitcoin são altos e é necessário entender bem o seu funcionamento.

No entanto, o modelo tem rentabilidade maior do que as operações realizadas através de corretoras e outros intermediários, que cobram taxas pela operação.

Cotação do Bitcoin Hoje

Criptomoeda volátil
Cotação do Bitcoin Hoje

O BTC é considerado uma criptomoeda altamente volátil.

Portanto, sua cotação deve ser acompanhada cuidadosamente todos os dias.

Para que a informação que trazemos neste artigo não se torne desatualizada, trazemos para você o quadro do site Mercado Cotação.

Confira a cotação do Bitcoin de hoje:

Bitcoin

Gráfico do Bitcoin

Observar o gráfico do Bitcoin é válido para entender a oscilação dessa moeda.

Veja, por exemplo, a imagem abaixo (datada de 22 de janeiro de 2020).

Ela mostra a evolução da cotação do Bitcoin ao longo da sua história.

O gráfico é disponibilizado pelo Google a partir de informações disponibilizadas pela Morningstar e de criptomoeda pela Coinbase.

Cotação bitcoin
Evolução da cotação do Bitcoin ao longo da sua história

Já este segundo gráfico mostra como o Bitcoin oscilou no período de um ano.

Cotação bitcoin
Oscilou no período de um ano

Por fim, este é o gráfico do Bitcoin e sua cotação no curto prazo (um mês).

Cotação bitcoin
Cotação no curto prazo (um mês).

Quais as vantagens do Bitcoin?

Vvantagens do Bitcoin
Quais as vantagens do Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira criptomoeda descentralizada. Sua fama em todo o mundo não se dá somente pelo pioneirismo, mas, também, pelas vantagens que oferece aos seus compradores.

Uma delas é o fato de ter sofrido altíssima valorização no ano em que foi lançado, em 2009.

Inicialmente, a moeda virtual era negociada em maior volume em obscuros mercados da web.

Somente entre 2011 e 2012, o preço da unidade de Bitcoin variou de 30 centavos de dólar para 31,50 dólares por Bitcoin.

Atualmente, o BTC é cotado em valores superiores a R$ 30 mil, mas já alcançou mais de R$ 40 mil em 2018. O crescimento vertiginoso é um grande atrativo para os investidores.

Ao mesmo tempo, o Bitcoin foi desenvolvido para não gerar inflação e consequente perda de valor.

Nakamoto elaborou uma política de mineração que limita o valor máximo de BTC em circulação, tanto no valor total, quanto na extração da moeda em si.

Ou seja, caso não houvesse autorregulação do sistema, quanto mais ele fosse minerado, mais moedas seriam emitidas e menos valor de mercado elas teriam.

Com essa maneira para minerar, a moeda virtual promete manter seu valor por mais tempo, evitando corrosões.

Apesar de ser um mercado monetário ainda muito novo e com várias incertezas, essa vantagem torna o Bitcoin uma moeda interessante para investimento.

Além desses benefícios, podemos citar:

  • Anonimato nas transações
  • Moeda altamente fracionável
  • Mercado livre
  • Dificuldade de falsificação.

Bitcoin é seguro?

Bitcoin é seguro?
Bitcoin é seguro?

Como qualquer tipo de investimento ou moeda, o Bitcoin tem seus riscos.

O nível de exposição ao qual o investidor está disposto a se submeter é que deve pesar na sua decisão.

Quanto à segurança, o BTC tem peculiaridades. A primeira delas é que, tratando-se de uma moeda virtual e descentralizada, não há entidade que faça seu controle.

Bradley Rice, especialista em regulação financeira do escritório britânico Ashurst, em entrevista à UOL Economia, demonstra preocupação quanto a este fato:

“No momento, o Bitcoin existe praticamente sem nenhuma regulação”, disse ele.

Ou seja, em uma possibilidade remota de uma pane geral no sistema, não existe organização ou instituição que possa ser responsabilizada.

Assim, esse é um risco que toda pessoa que deseja comprar Bitcoins deve estar ciente.

Outras vulnerabilidades da criptomoeda são os ataques de hackers, esquemas de pirâmide e erros em servidores.

Mesmo com toda a segurança, nenhum sistema está imune a crimes cibernéticos e problemas gerais da web.

Por fim, outro risco de segurança é a chamada “bolha econômica”.

Alguns especialistas acreditam que o boom no mercado de criptomoedas pode ser infundado. Com isso, o aumento dos preços e demanda pode significar um processo de ruptura, em breve.

Por outro lado, o BTC tem um grande aliado em segurança: a criptografia. Através de complexos processos do blockchain, todas as operações são registradas de maneira definitiva e segura.

Como investir em Bitcoin?

Investir em Bitcoin
Como investir em Bitcoin?

O BTC é uma moeda virtual, como vimos.

Apesar disso, já há estabelecimentos que o aceitam como forma de pagamento, como você pode ver neste site.

Mas a maneira tradicional de operar a moeda será sempre no ambiente online. Para isso, existem algumas possibilidades:

  • Mineração
  • Compra direta de BTC já minerados
  • Compra através de corretoras especializadas
  • Ganho em serviços e aplicativos online.

A mineração é a parte inicial da criptomoeda. Ela é, também, a etapa mais técnica e complexa do BTC – como veremos mais à frente.

Para que você minere Bitcoins, é necessário ter um computador potente e que utilize softwares específicos.

Já as operações de compra e venda da moeda virtual são realizadas de uma forma um pouco diferente do que estamos habituados no mercado cambial tradicional.

Se para fazer a compra de dólares, por exemplo, basta procurar uma casa de câmbio, com BTC o processo é mais elaborado.

Como o Bitcoin não é regulado, nem moderado por banco algum, somente o próprio sistema é capaz de validar as transações.

Então, elas são feitas através de operações públicas a todos os usuários, mas realizadas de modo anônimo por ambas as partes.

Uma maneira mais prática e simples para efetuar as transações com BTC é por intermédio de corretoras.

Atualmente, existem diversas empresas especializadas na comercialização da moeda virtual. É preciso ficar atento, no entanto, à cobrança de taxas e tarifas – o que não ocorre nas demais modalidades.

É possível até mesmo ganhar Satoshis por meio de aplicativos e serviços digitais. A proposta é premiar jogadores como em uma loteria virtual.

Contudo, não espere ficar rico dessa forma.

Como comprar e vender?

Basicamente, existem duas formas para comprar e vender BTCs.

A primeira delas é através da compra direta no sistema do Bitcoin.

Para isso, o comprador deve se cadastrar e receber um endereço na rede. Este endereço é único e formado por uma série de até 34 letras e números.

É para esse “local” do sistema que as novas moedas serão enviadas, a cada aquisição.

Os endereços não são registrados, com o objetivo de proteger os usuários em seu anonimato.

Nessa modalidade, o comprador não precisa pagar taxas ou tarifas.

A outra maneira para realizar transações com o BTC é através de corretoras e instituições especializadas no tipo.

Nelas, as operações mais técnicas de compra e venda da criptomoeda serão feitas e o usuário deverá acompanhar o andamento de sua carteira virtual.

Alguns especialistas consideram esta a maneira mais segura para transacionar Bitcoins.

Ela, porém, vem acompanhada de taxas cobradas pelas instituições – o que diminui a rentabilidade de operação.

Onde eu guardo os Bitcoins?

Para armazenar o “dinheiro”, existem as chamadas carteiras virtuais. Mas, além delas, também é possível utilizar uma modalidade de armazenamento físico.

Algumas empresas fazem a transformação do BTC em papéis que podem ser impressos e guardados. O modelo, no entanto, tende a ser trabalhoso e incomum.

As carteiras virtuais – muito mais populares – funcionam como uma espécie de banco privado, no qual as operações com a moeda poderão ser realizadas.

São alguns dos tipos de armazenamento de Bitcoins:

  • Carteiras quentes
  • Carteiras frias
  • Carteiras via mobile
  • Carteiras via web
  • Carteiras via desktop
  • Carteiras de hardware.

Basicamente, o que muda entre cada uma das modalidades para guardar BTC é o local e a ferramenta para isso.

Como minerar Bitcoins?

Em um sistema monetário tradicional, a moeda é emitida e impressa por um órgão especial.

No Brasil, por exemplo, somente a Casa da Moeda é autorizada a “imprimir” mais notas de real e cunhar moedas. Além disso, ela é responsável pela sua distribuição e recolhimento.

Mas, tratando-se de criptomoedas, como esse processo de reprodução do Bitcoin acontece?

Para que o número de BTC aumente, é necessário fazer o processo chamado de “mineração”.

A referência é ao ato de minerar ouro, já que a “emissão” de novas criptomoedas se dá através de um processo parecido com uma caça ao tesouro.

A mineração da moeda virtual é realizada por meio de softwares específicos em supermáquinas de computador.

De maneira simplificada, as criptomoedas de Nakamoto estão “escondidas” no sistema e só podem ser encontradas depois que um complexo problema matemático for resolvido.

Há uma espécie de competição entre diferentes usuários e, quem responder primeiro, leva parte do valor encontrado.

Quando a resposta é, enfim, descoberta, um novo bloco de Bitcoins é minerado e, assim, novas criptomoedas são lançadas para os usuários no sistema.

Inicialmente, cada bloco surgia com 50 Bitcoins. Mas, a partir de 2012, o número de BTCs por bloco foi reduzido.

A estratégia faz parte da contenção inflacionária e, a cada 4 anos, a quantidade de criptomoeda por bloco é diminuída.

O número atual de Bitcoins é de cerca de 17 milhões e a estimativa é que o seu limite – 21 milhões de BTCs – seja alcançado em 2140.

Outras criptomoedas

Criptomoedas
Outras criptomoedas

O Bitcoin inaugurou e popularizou o mercado de moedas virtuais, mas não é único.

Conheça outras na lista:

  1. Litecoin
  2. Namecoin
  3. Peercoin
  4. SHA-256d
  5. Dogecoin
  6. Scrypt
  7. Gridcoin
  8. Primecoin
  9. 1CC/2CC/TWN
  10. Ripple
  11. ECDSA
  12. Nxt
  13. SHA-256d
  14. Emercoin
  15. Mastercoin.

Como entender mais do mercado de Bitcoins?

Entendendo mercado de Bitcoins
Como entender mais do mercado de Bitcoins?

Apesar de ter mais de 10 anos em circulação, o Bitcoin é um fato novo na economia tradicional.

Por isso, ainda existem diversas perguntas a serem formuladas e respostas que precisam ser descobertas.

Com a alta volatilidade da moeda e o mercado incerto, é fundamental estar muito bem preparado para encarar o que vem por aí nas criptomoedas.

Assim, antes de entrar de cabeça no mercado de moedas virtuais, é necessário buscar fontes seguras e diversificadas de conhecimento.

Você pode, por exemplo, visitar o site oficial do Bitcoin, que é um bom ponto de partida para se aprofundar no tema.

Outra possibilidade é investir na sua formação, como ao se matricular no curso de pós-graduação em Produtos Financeiros e Gestão de Riscos, oferecido pela FIA (Fundação Instituto de Administração).

Conclusão

Não resta dúvidas de que o Bitcoin chegou para revolucionar o mercado monetário.

Sem regulação, autoprogramado para a escassez e reproduzido através da decodificação, a criptomoeda mexeu com os sistemas tradicionais de economia.

Suas altíssimas valorizações ao longo dos mais de 10 anos de existência levantaram dois alertas: possível bolha econômica e altos ganhos com especulação.

Não há como ser categórico em uma previsão quanto ao futuro, mas o fato é que o Bitcoin abriu portas e fez muita gente perceber que o dinheiro como conhecemos hoje nunca mais será o mesmo.

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