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Geração alfa na universidade: o que muda no ensino, na carreira e na liderança? 

23 de janeiro 2026

A geração alfa chega ao ensino superior com “IA no bolso”, familiaridade com telas desde cedo e expectativa de experiências mais personalizadas, rápidas e participativas.  

Esse combo não muda só o jeito de estudar. Ele muda o que a universidade precisa oferecer, o que o mercado passa a valorizar e como líderes (e famílias) apoiam escolhas, autonomia e bem-estar. 

O tema ganha força agora porque essa geração começa a entrar no radar da educação e do trabalho: ainda em formação, sim, mas já suficiente para provocar perguntas novas.  

Como avaliar a aprendizagem quando ferramentas de IA fazem parte do cotidiano? Como desenhar experiências que desenvolvam competências humanas, sem ignorar tecnologia? Como preparar carreiras em um mercado que valoriza “pilhas” de competências e aprendizagem contínua? 

E, na outra ponta, que tipo de liderança funciona com jovens que esperam mais clareza, feedback e sentido no trabalho? 

A seguir, o texto responde o que muda em três frentes principais — ensino, carreira e liderança — e traz um olhar prático sobre como universidades podem preparar esse perfil, tendo a FIA como referência em inovação pedagógica, visão de futuro e formação humanizada. Boa leitura! 

Quem é a geração alfa? 

Não existe um consenso absoluto sobre datas, mas o recorte mais comum define a geração alfa como os nascidos a partir de 2010, com variações que vão até 2024 ou 2025.  

É a primeira geração totalmente nascida no século 21, em um contexto de dispositivos, conectividade e tecnologia ubíqua, ou seja, sempre disponível. 

Todos os dias, nascem cerca de 385 mil bebês. Estamos falando da maior geração da história. No campo da aprendizagem, mais do que o rótulo geracional, o que realmente importa são as tendências observáveis. 

As principais características da geração alfa são: 

  • conforto com tecnologia e expectativa de soluções digitais “por padrão”;  
  • busca por personalização (ritmo, formato, trilha, feedback); 
  • mais aprendizagem por experimentação e menos paciência com longos blocos expositivos, quando não há aplicação clara; 
  • sensibilidade maior a bem-estar (sobrecarga, ansiedade, equilíbrio digital), tema que aparece cedo na conversa de famílias e escolas. 

Para pais e educadores, vale um cuidado: se a realidade mudou, o modo de ensinar, avaliar e orientar também precisa mudar. 

O que muda no ensino superior para a geração alfa? 

A primeira mudança da diversidade geracional é de formato e protagonismo. Em vez de depender quase só de aula expositiva longa, cresce o espaço para aprendizagem ativa: projetos, resolução de problemas, desafios reais, interdisciplinaridade e experiências “mão na massa”.  

Esse tipo de abordagem tende a colocar o estudante no centro do processo e favorecer autonomia, comunicação e pensamento crítico, competências de liderança que o mercado segue premiando.  

A segunda mudança é o fortalecimento da micro aprendizagem como complemento: conteúdos em “pílulas”, prática frequente, revisão e autonomia.  

Microlearning não é só “conteúdo curto”; é uma forma de organizar a aprendizagem para reduzir carga cognitiva, aumentar consistência e facilitar retomadas. Esse formato combina com rotinas de atenção fragmentada, mas precisa de intenção pedagógica para não virar superficialidade.  

A terceira mudança é a IA como copiloto e a evolução do papel do professor. Com IA generativa, estudantes conseguem apoio para resumir, simular debates, gerar exemplos, estruturar estudos e revisar textos. Isso abre oportunidades e riscos.  

Nesse cenário, o professor tende a ganhar ainda mais importância como mentor, curador e orientador de qualidade, ajudando a formular boas perguntas, validar fontes, construir pensamento e evitar atalhos.  

Aqui entra um ponto decisivo: governança e ética. A UNESCO publicou diretrizes globais para IA generativa em educação e pesquisa com foco em políticas, capacidade humana e visão centrada no humano, incluindo preocupações como privacidade, transparência e integridade.  

Universidades que avançam melhor não “proíbem tudo” nem “liberam tudo”; elas definem regras claras por atividade, disciplina e objetivo de aprendizagem.

O papel da universidade: da sala de aula ao ecossistema de carreira 

A universidade deixa de ser apenas um espaço de transmissão de conteúdo e passa a atuar como orquestradora de um ecossistema contínuo de desenvolvimento.  

Isso inclui currículo, projetos, redes com empresas, oportunidades práticas, decisões de carreira e, cada vez mais, trilhas flexíveis que conectam tecnologia, humanidades e aplicação. 

Esse movimento do poder da educação conversa diretamente com três tendências que se fortalecem: 

  1. aprendizado modular e credenciais menores como forma de atualização rápida; 
  1. qualificações reconhecidas e úteis, com evidências do que o aluno sabe fazer; 
  1. universidade e empresa mais próximas, com desafios reais, portfólio e experiências práticas. 

Considerando o comportamento da geração alfa, isso tende a fazer ainda mais sentido: quando há aplicabilidade, feedback e visibilidade de progresso, a experiência fica mais engajadora e mais honesta sobre o mundo do trabalho. 

Quais mudanças podemos esperar na carreira da geração alfa? 

O mercado já sinaliza um aumento forte da demanda por competências tecnológicas e humanas ao mesmo tempo.  

No Future of Jobs Report 2025, o World Economic Forum destaca habilidades ligadas à tecnologia (como IA e big data, letramento tecnológico e cibersegurança) e também habilidades como pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizagem ao longo da vida.  

Na prática, isso empurra uma visão de carreira menos linear e mais “empilhável”: em vez de depender só do diploma, ganha força um conjunto de evidências: 

  • projetos (acadêmicos e práticos), 
  • portfólio, 
  • certificações e trilhas, 
  • experiências, 
  • competências demonstráveis. 

Para pais, isso muda a pergunta clássica “qual curso dá futuro?” para uma pergunta mais útil: “qual ambiente forma competências de futuro e cria oportunidades reais de prática e orientação?”.  

Para educadores, muda o foco de “conteúdo coberto” para “competência construída e evidenciada”. 

Quais serão os desafios para a liderança com a geração alfa? 

Liderar jovens no mercado de trabalho (e, em breve, a geração alfa) tende a exigir um pacote bem específico: clareza de propósito, autonomia com responsabilidade, feedback frequente e um senso de desenvolvimento profissional contínuo. Isso não significa reduzir a exigência.  

Significa aumentar a qualidade do contrato: expectativa clara, critérios transparentes e apoio real para evolução. 

Além disso, o bem-estar deixa de ser “benefício extra” e passa a compor a performance: energia, foco, limites digitais, qualidade de relações e previsibilidade de rotina.  

Quando isso falha, a empresa perde produtividade por ruído, conflito e rotatividade, e perde reputação como marca empregadora. 

Um bom norte para lideranças (RH, gestores, executivos) fica em quatro práticas: 

  • clareza radical: prioridades, critérios e expectativas; 
  • feedback contínuo: curto, frequente e orientado a ação; 
  • autonomia com limites: espaço para decidir, com guardrails; 
  • aprendizagem como cultura: trilhas e tempo protegido para desenvolver. 

Como a universidade pode preparar esse perfil (e onde a FIA entra)? 

Preparar a geração alfa pede integração: tecnologia + humanidades + prática, com governança, bem-estar e orientação de carreira desde cedo.  

Essa é uma conversa que envolve método pedagógico, mas também visão de mundo: formar profissionais capazes de usar IA com critério, aprender continuamente e liderar com responsabilidade. 

Na FIA, a graduação em Administração e Negócios se apresenta com foco na formação de líderes, combinando visão estratégica e prática para preparar profissionais para desafios contemporâneos.  

Se você é liderança, pai, educador ou estudante, o próximo passo útil é simples: conhecer o projeto pedagógico e as iniciativas que conectam aprendizagem, carreira e futuro do trabalho.  

Para isso, vale explorar o site institucional da FIA e os programas de graduação e inovação! 

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Com um olhar sempre no futuro, desenvolvemos e disseminamos conhecimentos de teorias e métodos de Administração de Empresas, aperfeiçoando o desempenho das instituições brasileiras através de três linhas básicas de atividade: Educação Executiva, Pesquisa e Consultoria.

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